MG é o segundo estado mais atendido pela Carreta da Saúde com cerca de 10 mil pessoas beneficiadas em ações de combate à hanseníase

Publicado em 03/04/2019 - saude - Da Redação

MG é o segundo estado mais atendido pela Carreta da Saúde com cerca de 10 mil pessoas beneficiadas em ações de combate à hanseníase

Projeto completa 10 anos com cerca de 70 mil atendimentos no país. Pacientes recebem diagnóstico e tratamento completo por meio de medicamentos doados à OMS 

A Carreta Novartis da Saúde, que percorre o Brasil para combater a hanseníase, completa 10 anos como um dos principais projetos de erradicação da doença no país. O estado de Minas Gerais foi o segundo que mais recebeu os serviços de saúde, com mais de 9,5 mil atendimentos e o diagnóstico de 231 novos casos da doença em quase 50 municípios percorridos. 

Minas Gerais notifica cerca de 1,3 mil novos casos da doença a cada ano, com maior foco de atenção nas divisas com Espírito Santo, Bahia e Goiás¹. A doença é considerada um problema de saúde pública por décadas. Embora tenha sido controlada na maior parte do mundo, a hanseníase continua a afetar cerca de 200 mil pessoas por ano, especialmente em países como Brasil, Índia e Indonésia. 

Combate à doença no país 

Segundo dados cadastrados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), o projeto já percorreu quase 500 municípios de diferentes estados, realizou cerca de 70 mil atendimentos e concluiu o diagnóstico de 2.369 pessoas, que foram encaminhadas para o tratamento adequado. 

Além do atendimento à população, a Carreta realiza o treinamento de profissionais da área da saúde pública em municípios brasileiros, com o objetivo de ampliar os conhecimentos dos profissionais em relação ao combate à doença. A capacitação é realizada em parceria com a Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW). Em 2018, 1.900 profissionais de saúde pública foram treinados.

 A Carreta Novartis da Saúde está em atividade desde 2009. Trata-se de um caminhão itinerante com cinco consultórios e um laboratório que percorre estados brasileiros, oferecendo atendimento gratuito e exames, além de esclarecer dúvidas e conscientizar a população sobre a prevenção. 

Após o diagnóstico, os pacientes recebem o tratamento completo por meio de medicamentos da Novartis doados à Organização Mundial da Saúde (OMS), que os repassa a países como o Brasil. O tratamento poliquimioterapia (PQT), que está disponível gratuitamente em toda a rede pública do Brasil, cura a hanseníase, interrompe sua transmissão e previne as deformidades. 

O projeto é resultado de uma parceria entre Novartis e o Ministério da Saúde, com apoio do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), que buscam a erradicação da doença até 2020. Estima-se que a carreta seja responsável por cerca de 25% de todos os diagnósticos realizados no país. 

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica e curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase², segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, há uma redução de 34,1% no número de novos casos diagnosticados no país entre 2006 e 2015³. A queda é reflexo de uma série de ações implantadas para o enfrentamento da doença, como é o caso da Carreta Novartis da Saúde. 

Comumente conhecida como lepra, a hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e reduz a sensibilidade da pele. Geralmente, o distúrbio ocasiona manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas também pode afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas.


Referências 

  1. Saúde Minas Gerais. Acesso em: 12/11/2018. Disponível em: http://www.saude.mg.gov.br/sobre/sala-de-imprensa/page/1680-hanseniase-2018
  2. Weekly epidemiological record - Global leprosy situation, 2012. Organização Mundial da Saúde. Acesso em: 06/07/2017. Disponível em: http://www.who.int/wer/2012/wer8734.pdf?ua=1
  3. Portal da Saúde. Ministério da saúde. Acesso em: 09/01/2019. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/editoria/saude/2017/01/novos-casos-de-hanseniase-registram-reducao-de-34-na-ultima-decada

 


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