Rodrigo Pacheco convocará ministro de Minas e Energia para explicar baixo nível do Reservatório de Furnas

Publicado em 18/11/2020 - politica - Da Redação

Rodrigo Pacheco convocará ministro de Minas e Energia para explicar baixo nível do Reservatório de Furnas

O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco (MG), disse, na quarta-feira (18), que convocará o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de Furnas, do Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional das Águas (Ana) para prestarem esclarecimentos, no Senado, sobre o baixo nível da Represa de Furnas, no Sul e Sudoeste de Minas Gerais. O nível vem se mantendo bem abaixo do índice mínimo de 762, considerado ideal por moradores, produtores e empresários do entorno do lago para garantir a navegabilidade, o turismo e a produção agrícola da região. Com a convocação, ministro e diretores passam a ser obrigados a dar explicações sobre o nível do reservatório, sob o risco de crime de responsabilidade.

Rodrigo Pacheco, que no início do ano promoveu uma audiência pública, no Senado, convidando representantes do ONS, Ana, Aneel e Furnas para encontrar soluções para o baixo nível do reservatório, criticou a falta de empenho do Ministério de Minas e Energia para resolver o problema. O senador é um dos principais defensores da cota mínima de 762 para o funcionamento do lago. No início do mês, em reunião no Palácio do Planalto, Pacheco pediu ao presidente Jair Bolsonaro que o Ministério de Minas e Energia estabeleça a cota mínima de 762 para a Represa de Furnas. “Não está faltando só água ou só chuva. Está faltando respeito, competência e consideração com os nossos problemas. Espero que o presidente, que conhece o problema e está bem-intencionado para resolvê-lo, possa exercer sua autoridade sobre seus comandados, que até agora não solucionaram essa questão”, frisou o líder do Democratas.

No encontro com Pacheco, Bolsonaro garantiu que o Ministério de Minas e Energia cumpriria a solicitação dos moradores do entorno do Lago sobre a cota mínima e também determinaria a contenção da vazão da água que sai de Furnas para abastecer a hidrovia Paraná-Tietê, em São Paulo, apontada como uma das principais razões para o baixo nível de Furnas. “Está sobrando desrespeito com o povo de Minas Gerais. Eu sabia seria uma luta difícil, cheia de obstáculos, mas não sabia que ia ter tanto desrespeito e desconsideração com o povo mineiro. O que nos cabe agora é reagir. Não temos o poder da caneta para resolver esse problema, mas podemos dar o grito, nos mobilizar. Não será mais convite. Será convocação para que essas pessoas prestem conta do que não fizeram nestes últimos meses para resolver esse problema. Não vamos aceitar isso calados”, destacou o parlamentar.

Rodrigo Pacheco voltou a ressaltar que as águas da represa não servem apenas para a produção de energia, mas também para navegação, turismo, piscicultura e produção agrícola, fundamentais para a economia de toda a região. O líder lembrou que mais de 500 mil pessoas, em 34 municípios do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, dependem da água da Represa de Furnas. “Dialogamos, tivemos paciência, procuramos entender as dificuldades do problema, mas assumimos, na audiência pública que promovemos, compromissos de que esse problema seria enfrentando e resolvido. E, de fato, teria sido com um pouco de vontade política do ministro de Minas e Energia. Essa não é uma luta fácil, mas vamos enfrentar a omissão do Furnas, do ONS, do Ministério de Minas e Energia. Vamos à luta para colocar, de uma vez por todas, uma pá de cal neste grande desrespeito com a população de Minas”, afirmou.


ASCOM