A Linguagem das Palavras

Publicado em 19/10/2020 - paulo-botelho - Da Redação

A Linguagem das Palavras

Para Neide, companheira muito querida de sempre; para Ana, única e amada filha; para Rebeca, filha de minha filha Isabel que nos deixou no início do último Verão. - Bel continua viva em minha memória - até que  vida  desista de mim.


As belas palavras da música "Monte Castelo", composição de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, foram inspiradas na linguagem do amor do Apóstolo Paulo aos Coríntios.
Desde a maneira de falar ou escrever, passando pelo modo de viver e até de pensar a vida e a política, fala-se no Brasil um tanto quanto da linguagem Nhengatú. - E o que vem a ser Nhengatú? - É uma linguagem criada pelos jesuítas espanhóis, com base no dialeto Tupi, que difundiu-se por todo o litoral brasileiro. Bem diferente do que ocorre com a Língua Portuguesa falada e escrita em Portugal, por aquí, entretanto, quase sempre se fala - ou se escreve - tudo pela metade: eu fui, mas não se diz para onde foi e nem quando. - É a linguagem da preguiça, ou seja: o outro (interlocutor) tem que saber o que se quis dizer. Sempre se deixa um resto de frase para completar o andamento da comunicação. - É o "quid pro quo" do Latim ou o "quiprocó" do Nhengatú que quer dizer: tomar uma coisa por outra.
Machado de Assis, nosso melhor escritor, comparou: "Pode ser um gênio em gramática e um beócio na fala e na escrita".
Quem quiser mesmo falar e escrever de maneira correta, tem que se preocupar com as três funções básicas da comunicação: Produzir uma resposta; Tornar o pensamento comum; Convencer. Todavia, sempre é preciso ter boas palavras, aquelas que se conjugam com as verdades construídas por meio da linguagem do amor de Paulo, o Apóstolo de Jesus. - É isso.

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Escritor. Associado-Docente da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
E-mail: [email protected]               Site: https//paulobotelhoadm.com.br