Reitor fala da expectativa do IFSULDEMINAS para 2020

Publicado em 12/01/2020 - educacao - Da Redação

Reitor fala da expectativa do IFSULDEMINAS para 2020

Reitor do IFSULDEMINAS, o Prof. Marcelo Bregagnoli prestou importantes esclarecimentos sobre a realidade atual e futuro da instituição. Em 2019, também atuou como vice-presidente do CONIF - Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Vale destacar que a rede federal atende atualmente mais de um milhão de estudantes. “Foi um ano bastante atípico, com mudança de governo, novas diretrizes e alinhamentos. Mas acredito que fechamos 2019 preparados para 2020”, falou. Especificamente no IFSULMINAS, entende que foi possível desenvolver um bom trabalho na Reitoria e nos oito Campis.


NOVO GOVERNO

Prof. Marcelo acredita que o novo governo e alguns entes reconhecem na rede federal uma forma efetiva de promover a educação no país. A “bandeira do povo” visa promover uma educação de qualidade e princípios. Mesmo que os Institutos Federais tenham surgido no governo petista, o pensamento é de que “os governos passam e as instituições ficam”. Portanto, a confiança é de que a importância dos Institutos Federais já sejam do conhecimento do alto escalação do governo Bolsonaro. Hoje, os Institutos Federais conquistaram reconhecimento internacional, sendo que o IFSULDEMINAS subiu 47 posições no último ano, considerando quase 800 universidades e institutos federais. Assim, o IFSULDEMINAS ocupa a posição 235ª no mundo e 8ª no Brasil.

CONTINGENCIAMENTO DE RECURSOS

A medida tomada pelo governo federal atingiu em cheio as instituições de ensino da rede federal. O Reitor lembrou que o bloqueio de 40% do orçamento aconteceu no mês de junho de 2019, causando um grande impacto e exigindo uma nova análise da questão financeira. Assim, os meses seguintes até o final do ano foi um período muito difícil. Mesmo assim, foi possível chegar ao final do ano com o desbloqueio e sendo possível fomentar os projetos de extensão, ensino e pesquisa.


SERVIDORES TERCEIRIZADOS

O contingenciamento gerou consequências, principalmente, quanto à dispensa de servidores terceirizados nas instituições. Falando sobre as dificuldades para 2020 quando à recontratação dos terceirizados, o Reitor citou a Emenda Constitucional 95 limita os gastos com os serviços públicos. Assim, neste contexto, existe o temor de um novo contingenciamento, situação que dependerá da LOA (Lei Orçamentária Anual) que foi dividida em duas partes. Se não houver bloqueio, a expectativa é conseguir manter todos os terceirizados, como também fazer uma leve ampliação no quadro de servidores.


REDUÇÃO DAS MATRÍCULAS

Prof. Marcelo também comentou a respeito da redução na expansão da rede no Sul de Minas que conta com a Reitoria em Pouso Alegre e Campus em Muzambinho, Machado, Inconfidentes, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Três Corações, Carmo de Minas e Passos. Em 2017, foram registradas 55 mil matrículas, considerando os programas federais. Mas, com o fim desses programas, são 28 mil matrículas. “São menos oportunidades para as pessoas”, disse. Também não se comenta mais a possibilidade de abertura de novos Campus. Muitos cargos também foram extintos nas instituições, bem como há a proibição de realização de concursos públicos.


MEDICINA VETERINÁRIA

O curso superior implantado no Campus Muzambinho recebeu nota 5 do MEC, comprovando sua excelência em estrutura e qualidade de ensino. O Reitor ressaltou que nenhum curso do IFSULDEMINAS recebeu nota abaixo de 4, o que aproxima muito da condição de excelência.


MUDANÇA NAS ELEIÇÕES

O governo Bolsonaro está promovendo mudanças no processo eleitoral das instituições de ensino federal. No caso dos Institutos Federias, seja para diretores ou Reitor, o mandato termina formalmente no dia 14 de agosto de 2022. Nesta conjuntura, no dia 24 de dezembro de 2019, foi publicada Medida Provisória prevendo mudanças no processo eleitoral, sendo bastante questionada. A principal mudança ocorreria na eleição para Reitor, com peso de 70% para docente, 15% para estudantes e 15% para técnicos administrativos. Portanto, perdendo totalmente o princípio da paridade, pois hoje a divisão é de 1/3 para cada parte (docente, estudantes e servidores). Por fim, seria formada uma listra tríplice para escolha do Presidente da República. Ou seja, nem sempre seria eleito o mais votado. A medida também acaba com a eleição para os cargos de diretores, que seriam uma escolha do próprio Reitor. Porém, Prof. Marcelo acredita que a medida deverá “cair” através do Supremo Tribunal Federal.