A PAZ

Publicado em 15/10/2012 - ze-nario - Zé Nário

A paz? Não tenho boas notícias sobre ela! Definitivamente! A cada dia que passa, ela está sendo impiedosamente soterrada nos escombros das cidades sírias. Se arrasta miseravelmente, ali perto, pelas fronteiras de Israel com a Palestina. No Egito ela se esconde pelos becos, desviando dos aglomerados de pessoas que a caçam pelas cidades. No Afeganistão ela desapareceu por entre os desfiladeiros pedregosos daquele país distante e pobre.

Mas não é só por lá que ela está sendo vilipendiada e massacrada. Aqui no Brasil, ali no Rio de Janeiro, a paz rola pelos morros da cidade, disfarçada de bola de futebol, para não ser dizimada para sempre. Lá em São Paulo, ela viaja pelas galerias subterrâneas em busca de abrigo contra seus muitos inimigos que espreitam nas esquinas, armados até os dentes. Até mesmo aqui na nossa antes pacata Minas Gerais, terra de grandes sábios e poetas de renome, ela está sendo ignorada e esquecida.

Porém, vários testemunhos dão conta disso, uma pequena e brilhante luz é sempre vista ao seu lado, nessa fuga inglória. Muitos juram que essa luz, que sempre acompanha a paz por esses caminhos tortuosos, é a esperança. A esperança que é sempre a última a morrer. Na verdade, tem muita gente que afirma que a esperança não morre nunca. Outros dizem que se ela morrer, a paz também morrerá.

Sei que não são boas essas notícias, mas enquanto a paz viajar de braços dados com a esperança, nós podemos esperar por algo positivo.

Assim sendo, nós que temos esperança no triunfo da paz, sempre esperaremos um futuro melhor para a humanidade, mesmo contra todas as evidências. Sempre acreditaremos que um dia os homens passarão a medir sua grandeza pela capacidade de promover a paz e não pela eficiência em espalhar a guerra. Sempre confiaremos que as intrigas um dia acabarão por toda a terra.

Temos conosco que num futuro próximo cessarão as mesquinharias que movem as ações humanas, cedendo lugar aos nobres sentimentos. Nesse dia, tenho certeza, a paz dominará e sua luz invadirá a terra, iluminando os cérebros dos homens de bem. Por isso, não perdemos a esperança. A esperança que viaja sempre ao lado da paz, iluminando-lhe os caminhos.

Se assim não fosse, não estaria aqui, a dar notícias da paz. Espero com isso contribuir para a valorização da vida em todas as suas formas e também promover a tolerância que é a base da convivência humana.

Paz para todos!

José Nário F. Silva/ Muzambinho