A Voz de Todos - Edição 1067

Publicado em 09/12/2011 - vonzico - Ivon W. Vieira (Vonzico)

PENSAMENTO DA SEMANA – “Não haverá nunca vento favorável para quem não sabe para onde vai”. (Todos nós)
MUZAMBINHO, UMA CIDADE “SEM ESPORTES” – Outrora, aos domingos e feriados, tínhamos que escolher, pois os nossos campos de futebol, as quadras de vôlei e basquete, estavam sempre ocupadas, com jogos memoráveis de diversas facções, mas o que se vê hoje? Quase nada, ou melhor, nada mesmo, e a juventude não tem para onde ir. Lembram dos jogos entre Comércio e Atlético? Do Vera Cruz do Alto do Ângelo? Dos times da zona rural? E os jogos entre Azul e Vermelho do Colégio Salatiel, acabaram de vez? E Atenas e Esparta, de saudosa memória? Muzambinho foi sempre uma cidade esportiva em todos os setores, mas de uns tempos à esta parte, tudo ficou num passado distante! Lembram da Corrida de São Silvestre, no último dia do ano? Será que é pedir muito aos professores de Educação Física para organizarem competições? Uma cidade com estabelecimentos de ensino tradicionais, incluindo a Escola Agrotécnica, não pode deixar de realizar competições esportivas, ou estamos errados?

E AS ESCOLHAS DE RAINHAS E PRINCESAS? – Muitos ainda dizem que o clima de Muzambinho é propício para que a beleza feminina se sobreponha a tudo, mas, o famoso mas.. tudo passa e não se fala mais no assunto. Lembram quando a cidade ficava em polvorosa com escolha da mais bela? Que “saudade da aurora de minha vida” diria um poeta! Muzambinho sempre teve as mulheres mais lindas da região, e ainda continua, mas ninguém mais fala em escolha em nenhuma festa da mais bela de hoje. Lembramos, e vamos repetir até a exaustão, de Mirtes Gonçalves Siqueira, Nininha Martins, Silvia Varoni, Aparecida Cesarino Leite, Alda Pinho e vai por ai afora. Vamos reviver tais acontecimentos? Muitos dizem que “vivemos no passado”, mas quem teve o privilégio de viver nos tempos imemoriais quando nossa cidade era “cantada em prosa e verso”, não pode esquecer! Muzambinho sempre foi referência na região, mas hoje não passa de uma “pequena cidade do interior”, como muitas outras. As quermesses de hoje passam quase que desapercebidas, ou estamos errados? Vamos dar uma guinada e voltarmos aos tempos de glória, quando se falava Muzambinho era sinal de grandeza e quem nos visitava uma vez, voltava sempre!

LEMBRAM DE NOSSOS FAMOSOS ESQUADRÕES DE FUTEBOL? – Aos domingos e feriados a cidade ficava em polvorosa, pois grandes equipes de futebol nos visitavam, e o campo da Rua Vieira Homem (Antônio Milhão, hoje), ficava lotado, pois os times de Muzambinho eram invencíveis. Antônio Milhão, Bastiãozinho Pereira, João de Castilho, Arthur Boneli, Peixeiro, Luiz Carlos Fernandes, Bizinho Zeitune, Broim Abdala, Eduardinho Amaral, Joanico Montanari e muitos outros foram seguidos posteriormente por Larico, Márcio Vieira Gomes, Nego Magnoni, Mantovani, Duílio e Almírio Boreli, Lizes Melo, Renê, Corote (o maior de todos) e lá estávamos nós, completando a ala esquerda da seleção da cidade. Poderíamos escrever grandes laudas para ressaltar o nosso querido futebol, mas de uns tempos a esta parte, tudo parece ter acabado de vez. Grandes famílias formavam grandes craques, tais como Montanari, Boneli, Pereira, e inclusive a nossa, e as tardes eram memoráveis. Quando Muzambinho ia jogar nas cidades vizinhas, inclusive em São José do Rio Pardo e Mococa no estado de São Paulo, formavam-se caravanas de torcedores e dezenas de automóveis os transportavam. Parece um “saudosismo” mas é a pura verdade, e hoje nada acontece. Que pena!

MUZAMBINHO SEMPRE FOI UMA “CIDADE FESTEIRA” – Grandes quermesses eram realizadas defronte a Igreja ou ao lado do Colégio Salatiel, com grandes atrações, escolha das “princesinhas” e jogos diversos. Lembram das grandes procissões com cavaleiros, carros de bois e automóveis? E a “Frente Negra”, representada pelo Sr. José Roxo, Negrita, Chico de Sá Rita, Nô Zé Ernesto e esposa, no dia 13 de maio (abolição da escravatura) desfilavam pela cidade, com grandes festejos? É uma pena que tais comemorações passem em branco. Os desfiles de 7 de Setembro, incluindo os alunos da Agrotécnica, Ginásio e as demais escolas? Alguém se lembra? Vamos dar uma guinada, e voltar aos velhos e tradicionais tempos? Até no bairro Brejo Alegre tínhamos uma “bateria de latas”, que alegrava a todos! Alguém certa vez escreveu: “Muzambinho, a Terra que Tinha”, e parece que acertou na mosca. Que pena!

AINDA BEM QUE TEMOS A “FOLHA REGIONAL” – Muitos jornais por aqui tentaram se manter, mas felizmente somente a nossa querida “Folha Regional”, sob o guante do amigo Vagner Alves tem se mantido num diapasão de crescimento, abrangendo não só a cidade propriamente dita, mas toda a região sul-mineira, levando e trazendo a notícia, sempre dentro da ordem, discrição, e tendo com pilar a VERDADE. Parabéns a todos que compõe tal periódico, e temos a satisfação de fazer parte com nossos comentários e “causos”.

ATÉ A “SEMANA SANTA” NÃO É A MESMA? – Lembramos, em nossa infância e juventude, que a Semana Santa era festa religiosa mais prestigiada, e as pessoas da zona rural costumavam alugar casas e passavam a semana toda na cidade, prestigiando a maior “comemoração católica”, com respeito e carinho. As procissões eram bem organizadas e a cidade ficava repleta de visitantes e muzambinhenses que voltavam para sua cidade. Quem viveu tais acontecimentos, como nós, sente hoje que tudo está se esvaziando e tudo passa sem muito movimento. Será o sinal dos tempos? Dizem que somos “saudosistas”, mas que dá saudade não há a menor dúvida!

O QUE SALVA AINDA É O CARNAVAL – O que realmente mantém nossa cidade em evidência são os dias carnavalescos e esperamos que continue sempre em evolução e a cada ano mais pessoas aportem em nossa cidade, inclusive os filhos ausentes. Nosso carnaval tem sido nos últimos anos o melhor da região e esperamos que as autoridades municipais mantenham a cooperação devida para o maior brilhantismo e um grande apoio às escolas de samba e blocos, para que se superem em brilhantismo todos os anos. Eta Muzambinho danada de boa!

PIADA DA SEMANA: DOIS CACHORROS CONVERSANDO – Debaixo de uma árvore toda iluminada para o natal, um cão diz para o outro: Finalmente colocaram luz no nosso banheiro.