O que faz o veneno é a dose!

Publicado em 14/11/2016 - vitor-hugo - Da Redação

O que faz o veneno é a dose!

Quem profetizou esta frase foi o médico, filósofo e alquimista suiço Phelippus Aureolus Theophrastus Bombastus Von Hohenhein, nascido em Ensiedein (Suiça) em 17/12/1493, falecido em Salzburg (Áustria) em 24/09/1541. Fizemos questão de gravar a biografia deste renomado sábio que se auto denominou PARACELCIUS (porque se considerava acima de Celcius – famoso médico romano que viveu no século 1). Quando fazíamos nossas palestras técnicas para cafeicultores nos cinco municípios vizinhos e dois mais distantes Areado e Divisa Nova, fazíamos questão de citar esta frase, tão singela quanto profunda, porque tudo na vida, em excesso é prejudicial, um cálice de vinho diariamente é um remédio, um litro já seria desastroso, assim, até o dinheiro, em grande quantidade, pode escravizar seu próprio dono. Na agricultura então, encontramos um mar aberto na infração destes sábios princípios, é muito lembrada, principalmente por vendedores, a “Lei do Mínimo”, enunciada pelo barão Von Justus Liebig (1803-1873) por volta do ano de 1824: “a planta vive em função do elemento que existe em menor quantidade no solo”, com o desenho do “baldinho”, etc, mas por outro lado reza a “Lei do Máximo”, que as plantas não respondem além das dosagens necessárias ou “Lei dos Acréscimos e Decréscimos”, ai está os dizeres do sábio Paracelcius (o que faz o veneno é a dose) ou seja, interpretando pelo lado da nutrição, deduz-se que: o excesso é pior do que a falta, nós animais ainda temos o recurso de rejeitar o excesso de alimentos, mas a planta  não (certamente irá se intoxicar com os excessos). Temos que encontrar e viver no fiel da balança! Ou seja com moderação. O equilíbrio das chamadas bases do solo foi proposto pelo professor Albrecht, na Universidade do Missuri (EUA) na década dos anos 50, com referência na fração húmica do solo, cujas proporções atingiam os maiores índices de produtividade. Como podemos observar os fundamentos técnicos foram embasados no equilíbrio encontrado na natureza, disse ainda este renomado professor: “fertilize o solo e deixe o solo fertilizar as plantas”. Estes princípios muitas vezes são subestimados e os adubos aplicados em excesso acabam trazendo consequências graves a todos sistema vivo do planeta, desde a fabricação do adubo na retirada das matérias-primas até sua degradação lenta e altamente poluente. Os cientistas afirmam que a natureza consegue degradar apenas 25% dos resíduos que recebe nos dias atuais, ou seja, está passando da hora de que sejam tomadas medidas educativas que contenham as causas destes desequilíbrios, como diz a sabedoria milenar: “o plantio é voluntário, mas a colheita é obrigatória”. Se refletirmos com calma, vamos chegar a conclusão que as sábias palavras de PARACELCIUS (ditas há 500 anos) não perderam a validade.

Vitor Hugo do Nascimento / Muzambinho
Técnico do ex-IBC / E-mail: [email protected]