Big Brother Brasil é eliminado na internet

Publicado em 24/01/2013 - variedades - Da Redação

Estrategista de marketing digital, Gabriel Rossi explica por que usuários estão bloqueando a atração nas redes sociais

A décima terceira edição do ”Big Brother Brasil” segue com audiência modesta. Em alguns dias vem apresentando seus piores resultados da história. Em outros, crescimento de espectadores. Mas e na internet? “Nunca o BBB esteve tão em baixa na web quanto agora. O estrondoso sucesso das edições passadas, com as pessoas discutindo e apoiando participantes e diariamente termos na liderança de rankings, nem de longe pode ser observado agora”, afirma o estrategista em marketing digital Gabriel Rossi.
Logo no começo desta nova edição, quando o apresentador Pedro Bial surgiu na telinha, o desprezo de usuários de redes sociais ficou aflorado. Imagens e mensagens mostraram uma certa “revolta cibernética” que o programa causou - e ainda causa - nos usuários do Facebook e do Twitter. “Hoje, com uma simples extensão que você instala no seu navegador de internet, é possível bloquear, no Facebook ou no Twitter, qualquer conteúdo relacionado ao Big Brother. Há ferramentas que identificam termos comuns ao BBB e não deixam que a pessoa receba mensagens de seus amigos ou seguidores. As pessoas que abominam o programa passaram a utilizar destes artifícios para eliminar o BBB, pelo menos, das redes sociais”, relata Rossi.
De acordo com o especialista, atualmente existe um internauta cada vez mais exigente, que a cada dia confia mais nos amigos para obter conteúdo e entretenimento, em vez de grandes instituições. “Se houvesse um guia prático das redes sociais para esses internautas, feito por eles mesmos, com certeza a regra número 1 seria a repugnância aos reality shows.”
O espaço que os comentários ocupam na rede virtual e a segmentação de assuntos dos usuários tende a acontecer não só em tempos de reality show. Para o estrategista, os filtros de conteúdo também são uma tendência na época de eleição. “Essa medida foi muito vista no Twitter durante a campanha eleitoral americana. Cada vez mais o usuário procura por conteúdo segmentado e customizado. E é muito provável que aconteça o mesmo o aqui no Brasil com as eleições de 2014”, conclui.