Em seis dias de mutirão foram realizados o mesmo número de procedimentos feitos pelo SUS em três meses

Publicado em 16/08/2019 - saude - Da Redação

Em seis dias de mutirão foram realizados o mesmo número de procedimentos feitos pelo SUS em três meses

O 7º Mutirão de Cirurgias de Hérnias da Parede Abdominal – promovido pela Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH) - atendeu 175 pacientes e realizou o reparo de 250 hérnias, entre os dias 05 e 10 de agosto, nas cidades de Belo Horizonte, Ouro Preto e Divinópolis, em Minas Gerais.

De acordo com o presidente SBH, Christiano Claus, após o mutirão, os pacientes que continuam na fila para realizar a cirurgia pelo Sistema Único e Saúde (SUS) terão significativa redução na espera. “As operações realizadas em seis dias pelos cirurgiões voluntários representam cerca de três meses de trabalho, normalmente, nos hospitais participantes e redução na fila dos pacientes que esperam pela cirurgia, de cerca de um a dois anos”, declarou Claus.


Ao todo, 21 cirurgiões, de diferentes regiões do Brasil e do mundo, realizaram as cirurgias no Hospital Universitário de Ciências Médicas e Complexo Hospitalar São Francisco, em Belo Horizonte; Hospital Santa Mônica, em Divinópolis e na Santa Casa de Ouro Preto.


A iniciativa - da Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH)- conta com o apoio da ONG Hérnia International. De acordo com diretor executivo da sociedade coordenador do Mutirão, Gustavo Soares, o evento alcançou seus objetivos. “Foi um sucesso. Conseguimos ajudar um grande número de pacientes em uma ação conjunta entre: hospitais, voluntários e a SBH. Gostaria de agradecer a todos os participantes, pessoas que fizeram a diferença e tornaram esse evento possível”, afirmou. 

Os pacientes operados pelo mutirão serão acompanhados pelos médicos dos hospitais participantes. “Neste ano, atingimos todos os nossos objetivos com o mutirão, não temos como resolver os problemas do SUS enfrentados em diferentes cidades, mas fazemos a nossa contribuição. Esse número de 175 pacientes , quase 250 hérnias operadas, é expressivo e significativo”, ressalta Claus. 

A doação de equipamentos e materiais é feita por empresas que são parte da aliança corporativa da SBH. “Essas contribuições permitiram que a maioria das cirurgias foram realizadas através de técnicas minimamente invasivas, laparoscópicas - possibilitando aos pacientes melhores resultados e melhores recuperações”, ressaltou o presidente da SBH.

A hérnia é um defeito nos músculos do abdome que permite que o intestino ou uma porção de gordura passe através dele. A única forma de curá-las é a cirurgia. Foi a primeira vez que um hospital particular participou do mutirão e faz a doação de sua estrutura para a realização das cirurgias.

Números - Em todo o Brasil foram realizadas 281.392 operações de hérnia da parede abdominal, entre março de 2018 e março de 2019, de acordo com o DataSus. Destas, 11 mil na região sudeste e 89 no nordeste. Do total, apenas 1.745 (0,62%) foram realizadas de forma minimamente invasiva. 
“Técnicas menos agressivas de tratamento e novos materiais cirúrgicos têm sido cada vez mais utilizados para melhorar os resultados e beneficiar os pacientes”, explica o vice-presidente da SBH, Marcelo Furtado.
As hérnias da parede abdominal afetam cerca de 20 a 25% da população adulta brasileira e representam a cirurgia mais realizada por cirurgiões gerais. Elas ocorrem principalmente na virilha (hérnia inguinal), no umbigo (hérnia umbilical) e no local onde foi realizada previamente uma cirurgia (hérnia incisional). 

A ONG Hérnia Internacional - A ONG Hérnia Internacional é uma instituição 100% voluntária que criou o projeto Operation Hernia (Operação Hérnia) há mais de 10 anos , com o objetivo de realizar missões humanitárias de cirurgia de hérnia. A ONG promove mutirões em cerca de 28 países, especialmente, naqueles que possuem menos condições de acesso a sistemas de saúde como como o Camboja, Quênia, Etiópia, Uganda e Paquistão.


Andreza Rossini - Assessora de Imprensa
Comunicore - Comunicação e MKT