'Curva está achatada, mas não diminuindo', diz OMS sobre pandemia no Brasil

Publicado em 10/08/2020 - saude - Da Redação

'Curva está achatada, mas não diminuindo', diz OMS sobre pandemia no Brasil

Organização Mundial de Saúde aponta que Brasil atingiu o platô, mas segue num patamar elevado de mortes


O diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse na segunda-feira (10) que a curva de mortes por coronavírus no Brasil “está achatada, mas não diminuindo” e ressaltou que a hidroxicloroquina, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro para o tratamento da doença, não é a solução para o país.

Em resposta a uma pergunta sobre a postura de Bolsonaro, Ryan reafirmou que não há comprovação da eficácia da substância no combate ao novo coronavírus, durante coletiva de imprensa da entidade. No fim de semana, o Brasil ultrapassou o marco de 100 mil mortes por Covid-19.

Antes de Ryan, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse no início da coletiva que o mundo chegará a 20 milhões de casos de Covid-19 nesta semana.

Tedros também comentou que possíveis vacinas contra a doença exigirão o investimento de mais de US$ 100 bilhões. “Parece ser muito dinheiro e é de fato”, disse. “Mas é (um valor) pequeno se comparado aos US$ 10 trilhões que já foram investidos por países do G-20 em estímulos fiscais para lidar com as consequências da pandemia até o momento”, acrescentou.

Ele afirmou ainda que é preciso eliminar a Covid-19 de forma eficaz para que “possamos reabrir as sociedades de forma segura”.


Por ESTADÃO CONTEÚDO