Um poeta... Um escritor... uma saudade...

Publicado em 07/08/2017 e atualizado em 07/08/2017 - ponto-de-vista - Da Redação

Um poeta... Um escritor... uma saudade...

É assim que vejo: O poeta ? o que faz para os outros? Esforça-se ao máximo, dedicando-se a sua poesia, pensando em, unicamente, entreter o seu leitor. O escritor? ? escreve suas crônicas, pensando e elaborando os seus textos, na expectativa do que o outro quer ler. Porque o escrever - tanta perícia,/ Tanta requer,/Que ofício tal... nem há notícia /De outro qualquer. Agora... A saudade ? esta é doída, sentida. Não tem outro jeito. É a que fica. É inexorável. Não tem volta. É uma lembrança de tudo que fez... Para o outro. Foi embora o poeta, o escritor, o cronista, o advogado... Ficou o seu nome. O seu trabalho. O seu acervo literário, com a publicação de alguns livros. Ficou a Fundação de uma Academia de Cultura. Foi o seu fundador! Foi também um dos fundadores do Lions Clube em São Sebastião do Paraíso. Deixou seguidores e boas lembranças infindas, que por mais que o referenciamos, não faremos justiça ao seu merecimento. Uma certeza: jamais cairá no esquecimento. Ocupante da cadeira número 1, na Academia Paraisense de Cultura, Dr. Olavo Borges, sempre querido e imortal Acadêmico, 81 anos, partiu rumo a outro oriente e, com certeza, continuará fazendo suas crônicas e poesias em outro norte. Na minha iniciação como Acadêmico Correspondente da APC, disse-me Dr. Olavo: “Gosto de suas crônicas. Elas são pequenas e não cansam o leitor”. As suas também são curtas, Dr. Olavo, enormes são os seus conteúdos. E eterna a sua lembrança em nós. Obrigado, irmão de alma. Podia ter ficado mais, Dr. Olavo!

Fernando de Miranda Jorge
Correspondente Acadêmico da APC
Jacuí/MG