Todo mundo é igual

Publicado em 02/08/2017 - ponto-de-vista - Da Redação

Todo mundo é igual

Conversa! Não precisa nem sair do lugar. Como?! Todo mundo é igual. Nem pensar... De onde tiraram essa ideia. Mas, não é mesmo? Cada qual é cada um. Entretanto, acho que a afirmação só tem sentido se assim fosse: “Sentimento, todo mundo esconde. Sofrimento, todo mundo tem. Solidão, todo mundo tem um momento. Pensamento, todo mundo esconde o seu. Tempo, todo mundo luta contra ele. Todo mundo é igual quando sente dor e perante a lei. E todo mundo é igual, sendo diferente. Todo mundo tem uma pessoa. No pensamento de Clarice Lispector: “Se todo mundo é igual, no temperamento tem um pouco de pimenta: não é todo mundo que gosta, nem todo mundo que aguenta.” Ou então, no pensar do ator e político austro-americano Arnold Schwarzenegger: “A pior coisa que eu posso ser é igual a todo mundo. Eu odeio isso.” Olha aqui, ser igual a todo mundo é muito chato. Só o amor constrói, será? “Amar é passar-se por bonzinho e tirar do outro o que precisa? Deve ser, todo mundo faz igual.” (Charles Canela). Eu fico aqui pensando, quando escrevo isso aí, que você, caro leitor, está a fim de saber o que acho de ser todo mundo igual: apesar das igualdades existentes, há muitas desigualdades, mesmo. Nas mesmas proporções. Basta olharmos em nós mesmos, seres semelhantes... Talvez, talvez mais desigualdades. Não tem como ser todo mundo igual. Que seria do mundo se todas as pessoas fossem iguais? Teriam as mesmas opiniões. Seria totalmente confuso. Sei lá! Ser normal é normal? Ou ser normal é diferente? E ser diferente é ser igual? Viu como é? É. Mas igualdade é o que não temos mesmo! Penso assim... Já John Lennon dizia que tinha o maior medo desse negócio de ser normal. Sei lá, mesmo!

Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – E-mail: [email protected]