TERRA de minas

Publicado em 24/10/2017 - ponto-de-vista - Da Redação

TERRA de minas

Minas Gerais... Gerais?! Então são muitas. Mas... Minha Minas é aqui, nesta terrinha que vi crescer, desde meus tempos de criança, vindo de Fortaleza de Minas, hoje assim chamada. Em outros tempos, era “Santa Cruz das Areias” e foi lá que nasci. As duas terras: Jacuí e Fortaleza são de Minas, as minhas Minas, não gerais, mas únicas. Gosto de ambas. Até porque, por muito tempo, uma foi município da outra. Minha torcida por elas sempre foi incondicional para um crescimento ordenado, aos poucos conquistando o que lhes é de direito, devagar e continuamente, sem perderem o seu status de cidades pacatas e ordeiras. Gosto de apreciar a Jacuí cedo, bem cedinho. Gosto de vê-la à noite, à noitinha, e lá às desoras, com ninguém nas ruas e praças, todo mundo recolhido e curtindo seu clima ameno. Ainda, em passado recente, quando naqueles tempos a iluminação era fraca, a tal ponto que entre um poste (de madeira) e outro, a escuridão dominava, não se reconhecia os transeuntes, era bom, inocentemente bom. Não havia medo de caminhar pelas ruas à noite, como hoje, com resplandecente clarão de luzes de suas Lâmpadas de Neon ou Neônio (gases nobres e raros) - usados em quase todas as cidades grandes e pequenas. Tempos sem desafios, nem tantas preocupações com o estado esse de coisas desagradáveis. A comunicação passava longe daqui, por isso não tínhamos conhecimento atualizado das armadilhas e fraudes dos políticos e da política, se é que aconteciam como nos dias de hoje em todo o Brasil. Prefeito, naquele tempo, em cidades como a nossa, era apenas a obsessão de ser o mandatário para representar seus conterrâneos. Não o poder pelo poder. O Prefeito pouco podia fazer: pequenos reparos nas vias públicas, sem depender de verbas oriundas do Estado; atendimentos de reclamações e pedidos diversos, como nomeações de professoras e diretoras de ensino. Hoje, as prefeituras vivem de verbas e convênios estaduais e federais, de todo lado, “gastação” com assessores e gestores, cargos que não existiam. O senhor prefeito trabalhava sozinho. Até os vereadores, meros voluntários, não recebiam nada (Meu Pai foi um deles). Eram simples coadjuvantes nas tarefas do bem fazer para a satisfação do seu povo. É. Pensa que não gosto da Jacuí de hoje? Gosto! E muito! Apesar dos contratempos, dos descalabros.

Fernando de Miranda Jorge - Acadêmico Correspondente da APC / Jacuí/MG – e-mail: [email protected]