Rodrigo Pacheco cobra ação do Governo para Barragem de Jequitaí

Publicado em 07/04/2020 - politica - Da Redação

Rodrigo Pacheco cobra ação do Governo para Barragem de Jequitaí

O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco (MG), disse, na terça-feira (7/4), que é preciso encontrar uma solução “rápida, possível e segura” para a retomada do projeto da Barragem de Jequitaí, no Norte de Minas Gerais. O decreto, publicado na última segunda-feira (6), pelo Governo de Estado, de que as obras estarão suspensas, por no mínimo 90 dias, surpreendeu a todos na região. Em dezembro, o senador conseguiu alocar R$ 50 milhões para a retomada do empreendimento. Para Pacheco, não é momento de discutir ou contrariar os critérios utilizados pelo Governo para paralisar a construção e, sim, de encontrar alternativas viáveis para que a barragem se torne uma realidade, o mais rápido possível, para a população da região.
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais anunciou a suspensão do Projeto Jequitaí, sob a alegação de que o estado está “em calamidade pública” por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). A paralisação, incialmente, será por 90 dias, podendo ser prorrogada até o fim da epidemia. Rodrigo Pacheco lembrou que o mais difícil, principalmente em tempos de crise econômica, a barragem já tem: R$ 79 milhões, em caixa, para a construção. Agora, acrescenta o parlamentar, é avaliar a atual situação do país junto aos interesses e à urgência dos moradores do Norte de Minas, que aguardam há quase 50 anos pela conclusão do empreendimento.
Dos atuais R$ 79 milhões disponíveis em caixa para a retomada da construção da barragem, R$ 50 milhões foram conseguidos graças ao esforço pessoal do senador Rodrigo Pacheco, no Congresso Nacional. Em dezembro, o líder do Democratas articulou, junto ao ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e conseguiu a liberação, por meio de crédito suplementar, de R$ 50 milhões para Jequitaí. Os outros R$ 24 milhões foram conseguidos por meio de emenda de bancada e os R$ 5 milhões restantes foram depositados pelo Governo do Estado que, por lei, é obrigado a investir 10% dos recursos oriundos do Governo Federal para a barragem.
Rodrigo Pacheco ressaltou ainda que é momento de união e sensibilidade por parte do Governo estadual para retomar, o quanto antes, a execução da obra, que irá potencializar atividades de abastecimento, ecoturismo, recreação, piscicultura, entre outros segmentos. “O mais difícil nós conseguimos, que foi a obtenção do recurso para reiniciarmos o projeto. Agora, cabem ao Governo de Estado e à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) tomar as providências para que as obras sejam retomadas. Não irei discutir os critérios de suspensão em razão da calamidade, mas espero que o trabalho seja retomado o quanto possível”, frisou o líder do Democratas.

O senador voltou a ressaltar que a Barragem de Jequitaí tem uma “importância vital” para o Norte de Minas Gerais e que, além de o empreendimento alavancar o desenvolvimento socioeconômico da região, irá fomentar a criação de 35 mil empregos diretos e 70 mil indiretos. “Em um momento de pandemia, isso tem um enorme significado: garantir a empregabilidade. Além do mais, o Norte de Minas é uma região carente e esta obra é fundamental para a região. Não podemos simplesmente paralisá-la. Temos que estudar critérios e possibilidades uma vez que há recursos em caixa para sua continuação”, frisou Pacheco.
O Projeto Jequitaí foi iniciado em 2013 para permitir o melhor aproveitamento do potencial do rio Jequitaí, por meio da regularização da oferta de água, reduzindo os riscos de enchentes e da falta de água em decorrência da seca. A área de influência do empreendimento engloba os municípios de Claro dos Poções, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Jequitaí, Lagoa dos Patos, Várzea da Palma, Pirapora, Buritizeiro, Coração de Jesus, Joaquim Felício, Bocaiúva e Montes Claros.
Com a implantação do Projeto Jequitaí, será possível a geração de energia instalada de 20,6 megawatts, garantindo uma série de melhorias aos meios urbano e rural de municípios situados na sua área de influência. As atividades agrícolas a serem desenvolvidas fortalecerão o polo agroindustrial já existente na região e a previsão é de que a área irrigada chegue a 35 mil hectares.