Pacheco defende que fundo eleitoral seja repassado ao combate do coronavírus nos municípios

Publicado em 25/03/2020 - politica - Da Redação

Pacheco defende que fundo eleitoral seja repassado ao combate do coronavírus nos municípios

O líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco (MG), defendeu, na terça-feira (24), que os recursos previstos para as eleições municipais deste ano, caso os pleitos sejam suspensos, sejam usados diretamente no combate ao coronavírus (Covid-19) nos municípios. Estima-se que os gastos da Justiça Eleitoral, com as eleições nos 5.568 municípios brasileiros, cheguem a R$ 5 bilhões: R$ 2 bilhões do Fundo Partidário, R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral e R$ 1 bilhão do Tribunal Superior Eleitoral. O senador ressaltou que o avanço da pandemia, nas próximas semanas, será determinante para a decisão. 

Desde a semana passada, o senador tem defendido a suspensão das eleições do dia 4 de outubro por conta da pandemia. Para Pacheco, o momento é de “sacrifício”, tanto por parte do poder público quanto da iniciativa privada, de forma que os reflexos do novo vírus sejam os menores possíveis, especialmente nas regiões mais carentes do país. “Desde a semana passada, venho dizendo que, a depender do cenário nas próximas semanas, é sim o caso de se suspender as eleições municipais e de se destinar os recursos correspondentes para a saúde pública dos municípios, já que as eleições são municipais. Sou a favor de todo sacrifício comum, das iniciativas pública e privada, no sentido de minimizar os reflexos dessa pandemia”, ressaltou o líder do Democratas no Senado.

Rodrigo Pacheco lembrou ainda que os R$ 5 bilhões a serem gastos nas eleições municipais deste ano, se transferidos para a saúde, podem não somente ajudar nas ações de prevenção de novos contágios da doença como salvar centenas de vidas. Pesquisas mostram que, só os R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral, por exemplo, poderiam aumentar em 30,5% o número de respiradores no Brasil. Como cada aparelho custa, em média, R$ 100 mil, seria possível adquirir, com essa verba, mais de 20 mil respiradores, considerados essenciais no tratamento de casos mais graves do Covid-19. “O momento é de racionalidade, parcimônia e de decidir o que é prioridade para o país. É o que eu sempre digo: a democracia é perene, e a saúde é imediata”, destacou o senador.


ASCOM