Arantes defende aprovação da reforma da previdência

Publicado em 22/04/2019 - politica - Da Redação

Arantes defende aprovação da reforma da previdência

A convite do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (CDL-MG), Marcelo de Souza e Silva, o deputado Antonio Carlos Arantes participou, na segunda-feira (15/04/19), de uma palestra sobre a importância da aprovação da reforma da previdência para o futuro do país.  O evento reuniu associados da CDL e teve como palestrantes o ex-ministro da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant, e o diretor nacional de Benefícios do INSS, Alessandro Roosevelt.

O deputado Arantes, que é vice-presidente da Assembleia Legislativa, elogiou a iniciativa da CDL: “Há muita desinformação a respeito e precisamos mostrar que a reforma da previdência é vital para a retomada do crescimento. A previdência está sem controle, com um déficit anual de 180 bilhões. E metade do orçamento é para pagar 9% de privilegiados, e a outra metade é para pagar os 91% dos aposentados restantes. Então, há uma classe privilegiada e outra massacrada. Precisamos corrigir as coisas. A previdência é de todos”, reforçou. Arantes chamou ainda a atenção para a questão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que o governo repassa para as pessoas carentes e também para o produtor rural: “Receber esse benefício aos 70 anos, como o governo quer, não é justo. No caso do produtor rural, que trabalhou a vida inteira, ele terá pouco tempo para usufruir esse benefício, além de ser muito difícil comprovar que trabalhou o tempo necessário. Precisamos repensar esse critério, limite de idade e o valor oferecido, que não pode baixar tanto”, ressaltou.

O presidente Marcelo Souza e Silva abriu o encontro deixando clara a posição da CDL: “Precisamos da reforma da previdência para que o país volte a crescer, a atrair investidores e a gerar empregos”, afirmou.

O ex-ministro Roberto Brant também defende a aprovação da reforma da previdência: “O sistema atual está condenado, não aguenta mais cinco anos. Depois disso, o país quebra, a hiperinflação volta e vamos enfrentar uma recessão prolongada. Aprovar a reforma agora é a única saída para o Brasil”, declarou.

Para o diretor nacional de Benefícios do INSS, Alessandro Rooselvet, há muito tempo que se fala em reforma: “Tivemos avanços tímidas nos governos anteriores, mas agora precisamos de soluções maiores. Para cada oito pessoas aposentadas, temos uma na ativa. O país não tem como bancar isso por mais tempo”, concluiu.

ASCOM / Texto e fotos: Juvenal Cruz Junot