Denúncia leva PMs à caminhonete do bancário morto há um mês em Guaxupé

Publicado em 19/06/2020 - policia - Da Redação

Denúncia leva PMs à caminhonete do bancário morto há um mês em Guaxupé

O veículo estava num cafezal da Fazenda Córrego da Prata

Policiais militares da 79ª Cia. PM/MG localizaram, na tarde de quinta-feira, 18 de junho, a Mitsubishi L200 Outdoor preta, com placas de Alpinópolis, pertencente ao gerente bancário Alexandre Vieira Rodrigues, de 39 anos. Executado com um tiro na cabeça dia 20 de maio último, em frente a agência guaxupeana do Banco do Brasil, onde atuava no setor de atendimentos, o rapaz era dono do veículo, que foi levado por parte dos assaltantes e abandonado na zona rural, durante fuga após o plano criminoso ter sido frustrado durante a operação.
A caminhonete foi encontrada por patrulheiros em área da Fazenda Córrego da Prata. Sem sinais de avarias, ela estava trancada e encoberta por cafezal. O veículo, após periciado, foi removido para pátio credenciado ao Detran. Segundo consta, a ocorrência em questão foi consequência de denúncia anônima. Vale lembrar que dois suspeitos de participação no crime foram presos dia 1º de junho último, os quais cumprem prisões preventivas.
Além dos dois detidos pela Polícia Civil regional, em ação ocorrida dia 1º de junho, o também integrante do bando, Heber Vasconcelos Lopes, de 34 anos, perdeu a vida quando saía com Alexandre do banco, na condição de refém. Alvejado por policiais que mantinham-se de prontidão em frente à agência, ele teria sido o responsável pelo disparo que matou o gerente bancário, que era casado, pai de dois filhos e natural de Alpinópolis.
A tragédia, diga-se de passagem, foi sentida em toda a comunidade, dada à violência com que se desencadeou. Muito bem quisto, Alexandre foi tomado de assalto na própria casa onde morava com a família, tendo todos os entes queridos sido mantidos como reféns até o amanhecer, quando o bancário e o assaltante Heber deslocaram até o BB, onde o trabalhador seria obrigado a retirar dinheiro à quadrilha, que mantinha seus filhos e esposa em cárcere. Conforme divulgado praticamente em tempo real pela reportagem, Alexandre e Heber morreram na frente do banco. O caso continua sendo investigado pela PC regional.


Fonte: Jornal Jogo Sério / Carlos Alberto