O pensar e o sentir dos animais

Publicado em 06/02/2021 - paulo-botelho - Da Redação

O pensar e o sentir dos animais

Ao tentar acariciar um jacaré, nunca se sabe se podemos fazer cócegas na garganta dele. - Caso ele abra a boca, não se sabe se ele está gostando ou se preparando para nos comer. - Não foi isso que pude constatar, dia desses, ao assistir a um documentário na tv. - Um pescador (não me lembro de onde) mantém amizade com um jacaré que, pelo tamanho, é quase um crocodilo. Duas ou três vezes por semana os dois se encontram. A cena do encontro é digna de respeito: o pescador fica sentado com a sua vara na margem da lagoa; o jacaré se aproxima e fica bem junto do pescador que, por sua vez, fornece um peixe de bom tamanho ou um frango inteiro. Em seguida, o pescador fica acariciando a cabeça do jacaré. - Ao voltar para a lagoa ele não deixa de abanar o rabo!
Autoridades e ambientalistas que cuidam da fauna no Sri-Lanka anunciaram, logo após o violento Tsunami de 2004, que apesar da perda de milhares de vidas humanas, não houve nenhum registro de morte de animais. - Por que? - Porque eles têm audição aguçada, além de sensível e poderoso faro. - É possível que eles "ouviram" a inundação. Deve ter havido vibração; pode ter ocorrido mudanças na pressão do ar que alertaram os animais (elefantes, macacos, leopardos, tigres e gatos, entre outros) fazendo com que eles se deslocassem para lugares mais seguros. - É o sexto sentido deles. Sabe-se, também, que esse sexto sentido contempla as mulheres. Só uma mulher é capaz de saber o que uma outra mulher é capaz de fazer - ou de sentir. Homens não sabem e não são capazes!
No Egito, ao tempo dos faraós, matar um gato era crime punido com rigor. Quando um gato morria, de morte natural, conta o historiador Heródoto, as pessoas da casa choravam em luto como se sentissem a perda de um membro da família. O gato era consagrado ao Sol e ao deus Ozires: a gata era consagrada à Lua e à deusa Iris.
Se você, caro leitor ou leitora, for montar um cavalo, monte pelo lado esquerdo dele; se montar pelo lado direito, pode levar um coice. - Não mexa com o cérebro dele: cavalo pensa e sente melhor que nós humanos.
Em "Os Miseráveis", obra prima do escritor francês Victor Hugo, os tigres chegam sempre à noite; e com suas vozes suaves sugerem que os melhores sonhos humanos sejam realizados. Sem medo.

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Escritor.
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