A Folha Regional - Artigos - Paulo Botelho

O UNIVERSO E AS CIVILIZAÇÕES INTELIGENTES

Em 03/12/2010 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

Às vezes, fico triste com a vida, seus percalços, dificuldades e surpresas desagradáveis. Aí, tento procurar enxergar este planeta de fora dele. Assim como os astronautas: de lá, de suas naves espaciais, ou da lua, como testemunharam vários deles, a Terra é visível em azul e branco, singela e hospitaleira! Daquela perspectiva, ela emerge como terceiro planeta de um sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros do universo. Universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo segue com tal organização que permite a nossa existência. Caso contrário, não estaríamos mais por aqui.

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PROBLEMA E OPORTUNIDADE

Em 16/11/2010 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“Do berço ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamamos de problemas, são apenas lições”. De Magistro, Santo Agostinho (354-430). Na curta rua do bairro da Saúde onde fica o apartamento de Ana, minha filha, só tem uma única casa térrea que sobrou depois de tanta especulação imobiliária. A pressão que o chinês Fan-Liang-Pin sofreu para vender a casa “não está no gibi!” – Quase foi expulso da casa, não obstante o que já sofrera do “camarada” Mao-Tse-Tung quando teve que deixar a China e a Universidade de Pequim. Ainda professor de Métodos Quantitativos no Ensino Superior em São Paulo, Fan continua tendo dificuldades com o Português. “Põe a teu carro no meu porta quando vier visitar filha!” Mas, Fan, disse a ele outro dia: como você e sua família vão fazer para sair e entrar de carro? Resposta: “Primeiro filho mora em Canadá; segundo filho é casada; terceiro filho mora comigo e deve andar de ônibus; assim tenho Wei-Ji: resolvo teu problema e tenho oportunidade de economizar!”

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No Botijão, os Embriões

Em 09/07/2010 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“Por quê os papas, cardeais e bispos gostam de ser chamados de Sua Santidade e  Sua Excelência e se vestem com roupas coloridas de tons berrantes?”   Perguntava minha avó paterna, dona Maria de Luna Botelho. Filha do poeta e magistrado Joaquim de Luna Miranda Couto, escrevia e falava corretamente  francês. Ela gostava, na hora do almoço, de citar exemplos extraídos dos contos de Guy de Maupassant, um crítico mordaz da hierarquia da Igreja Católica.

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Na casca de noz

Em 27/10/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”.(Hamlet, de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês). A primeira vez que vi uma foto do físico inglês Stephen Hawking fiquei desolado. E me perguntei: Como é possível formular e defender teorias com tantas limitações físicas; prisioneiro em uma cadeira de rodas?Nascido em Oxford, Inglaterra, em 1942, exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu-Galilei, Hawking obteve o seu doutorado em física pela Cambridge University em 1966. Neste mesmo ano, foi diagnosticada nele uma doença degenerativa (Esclerose Lateral Aminiotrófica) que o mantém – até hoje – privado de locomover as pernas e de falar. Ele só escreve.

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A Sintaxe da Indecência

Em 20/10/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“A minha tristeza é só feita de fatos , de sangue nos olhos e lama nos sapatos”. Minha Fortaleza, de Chico Buarque. Estava lá, na primeira página do jornal, a manchete: “Bolachas de lama viram opção por falta de comida”. “Em Porto Príncipe, no Haiti, tudo é de todos, inclusive o chão de terra que os haitianos do local pisam e transformam em alimento”, dizia a nota da manchete. Entre as casas de zinco e ruelas com esgoto ao ar livre, mulheres vendem sob lençóis pequenas massas redondas cuja receita é lama, água e óleo. Elas ficam expostas ao sol por algumas horas e depois são levadas ao forno e prontas para o consumo!

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Dia e Noite

Em 06/10/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“Em cada anoitecer dorme uma porção de luz”.De A Fenomenologia do Espírito, de Hegel, filósofo alemão.Com tristeza, tenho pensado no drama de Édipo, personagem trágico do poeta grego Sófocles. Para salvar uma cidade subjugada por uma esfinge (monstro mitológico) que ameaçava o povo de fome e de peste, Édipo teria que resolver o enigma proposto por ela: “Decifra-me ou Devoro-te”.

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Sylvio de Podestá (1928 - 2009)

Em 07/08/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

Um ferrabrás no primeiro contato, mas doce, como uma moça, no convívio. Andar ereto, de meio-galope, movido com a força de dois corações, era difícil acompanhá-lo. Com essa força motriz, deixou para trás, os bem nutridos soldados do famigerado Batalhão, quando da “Primeira São Silvestre” de Muzambinho.

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Sobre as Rosas

Em 27/07/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

Toda mudança assusta e assombra. Mudos, falantes, esfuziantes, estressantes, nos mudamos como quem salta. E, no ar, antes de mergulhar sofremos na pele a estocada do tempo. “Mudar é descobrir a embriaguez do tempo e da morte” dizia Sartre. Nós mortais mudamos, isto é: passamos e morremos. “Tua alma, tua palma” já repetia dona Maria de Luna Botelho, minha avó, uma mulher erudita e enfezada.

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Se eu falasse a língua dos anjos

Em 06/07/2009 - Paulo Botelho - Paulo Botelho

“Se eu falasse a língua dos anjos,se eu falasse a língua dos homens,sem amor, eu nada seria.” (São Paulo, Coríntios I – 13:1) O passado que atravanca o Brasil está mais presente entre nós do que qualquer um pode imaginar. Desde a maneira de falar e escrever, passando pela maneira de viver, até a maneira de pensar a vida e a política. O sociólogo José de Souza Martins da USP, constata: “Ainda falamos, em todo o Brasil, um resquício da língua nheengatu, que poderia ser chamada de língua nacional brasileira ou língua do povo”. Segundo Martins, foi uma língua criada pelos missionários jesuítas, provavelmente, influenciada pelo padre José de Anchieta. Baseada na língua tupi e organizada a partir da gramática portuguesa, difundiu-se por toda a costa leste brasileira.

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