O Natal é o farol a nos guiar no Ano Novo

Publicado em 24/12/2015 - marco-regis-de-almeida-lima - Da Redação

O Natal é o farol a nos guiar no Ano Novo

Extenuados vamos chegando ao final de mais um ciclo de nossa viagem espacial a bordo dessa imensa e magnífica cápsula viva que é a Terra. Nesse longo período, nem demos conta que seguimos em permanente rotação e translação, apenas percebemos a saída do Verão, passando pelas demais estações: Outono, Inverno e Primavera. Eis que, de novo, adentramos na área de luz multicolor do farol natalino e sentimos ser o momento da conexão dos nossos ‘plugs’ humanos aos espirituais para uma efêmera pausa para reflexão e renovação das nossas energias. Novamente, aqui no hemisfério sul é Verão. Novamente é Natal.

Certamente que o Natal que se oferece para celebração não é esse que se traveste de Papai Noel, em chamamento constante para a gula e o consumismo. Nem o da ceia que simboliza fraternidade, ao contrário daqueles que nela pregam o ódio e a dissensão da nação brasileira, por meio de uma palavra estrangeira difundida como ‘impeachment’. Nem o de uma relação de ódio judaico- árabe. Nem de cobiça entre pobres e ricos; muito menos de desprezo num mundo dividido, do Norte em relação ao Sul.

O Natal a ser celebrado verdadeiramente é o Aniversário de Nascimento d’Aquele que se proclamou, posteriormente, a Luz do Mundo (João 8:12), acontecimento revelado muito antes ao Profeta Isaías (7:14): “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel”. O evento é amplamente descrito no Livro de Lucas (2: 1-14): “Naqueles dias, foi publicado um  decreto de César Augusto, convocando toda a população do Império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e da família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam,  e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: não temais eis que aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E, isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: ‘Glória a Deus nas alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”’!

O que eu desejava escrever para a edição desta semana especial já foi há muito tempo escrito, apenas reproduzi. Feliz Natal para todos!

*[email protected] – Marco Regis é médico, foi prefeito de Muzambinho (1989/92; 2005/08) e deputado estadual-MG (1995/98; 1999/2003)