NATAL - O Nascimento de Jesus Cristo

Publicado em 20/12/2019 - marco-regis-de-almeida-lima - Da Redação

NATAL - O Nascimento de Jesus Cristo

Pessoalmente, posso me considerar um ser que vai convivendo e ultrapassando gerações. No princípio da minha caminhada terrena, vivenciei períodos em que a humanidade se mostrava amarrada à vida na crosta terrestre, na litosfera. Prevaleciam anseios individuais ou coletivos influenciados por dogmas religiosos confrontados por teorias políticas, econômicas e sociais. O rádio era o grande meio de comunicação e de diversão. Na minha juventude viria a conhecer a televisão, e acompanharia a soltura das amarras da humanidade em direção ao espaço sideral através de naves teleguiadas ou pilotadas por astronautas, com pegadas do homem deixadas na Lua, ou equipamentos funcionantes em outros planetas do sistema solar, até fora dele rumo ao ignoto. Cheguei à velhice, acompanhando a frenética evolução terráquea, a instantaneidade das comunicações, enfim a Era Digital. Só não torço nem creio que a inteligência artificial suplante a humana. Pelo menos, ainda engatinha no detalhe de operadores virtuais. Porém, é indubitável que a robótica já faz parte do frenesi evolutivo. Não posso me atrever a previsões quanto ao futuro nem gostaria de estar vivo dentro desse cenário. De qualquer modo, vivi fantásticas transformações. Ao mesmo tempo, minha vivência pouco significou dentro dos bilhões de anos da vida terrestre.

 Apesar de tudo, chegamos a uma nova época natalina. Também aqui as mudanças tem sido evidentes. Querem ofuscar Jesus Cristo, o aniversariante, pelo brilho e o colorido das luzes. O sagrado de outrora vem se profanando. As missas e os cultos cristãos foram dando lugar a comemorações pagãs e a rituais de gula. Os cânticos natalinos motivadores da nossa alma, incentivadores da união e do afeto familiar, são substituídos por ritmos mundanos. Os presépios natalinos, que simbolizavam reflexão e veneração, hoje são contemplados apenas como manifestações artísticas. A ingenuidade da presença do Papai Noel cedeu espaço para a enorme exteriorização do consumismo, cada vez mais descartável e agressor da vida planetária.

Insistamos que o Natal a ser celebrado é o aniversário de nascimento d’Aquele que, posteriormente, se autoproclamaria: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12). A revelação messiânica pode ser encontrada no Velho Testamento da Bíblia: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Isaías 7:14). O acontecimento esplendoroso do nascimento de Jesus Cristo é amplamente descrito no Novo Testamento (Lucas 2 : 1-14):    1   “Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, ordenando o recenseamento de todo o mundo habitado.  2 Este primeiro recenseamento foi feito sendo Quirino governador da Síria.  3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.  4 Assim, subiu José da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,  5 a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.  6 Estando eles ali, cumpriram-se os dias em que ela havia de dar à luz,  7 e ela deu à luz a seu filho primogênito, envolveu-o em panos, e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.  8 Havia naquela mesma região pastores que viviam nos campos, e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.  9 Apareceu-lhes um anjo do Senhor, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e foram tomados de grande temor.  10  O anjo lhes disse: não temais. Eu vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo.  11 Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.  12 Isto vos servirá de sinal: achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.  13 No mesmo instante apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:  14 Glória a Deus nas alturas, paz na Terra entre os homens de boa vontade”.

Finalmente, por que Cristo e não Emanuel?  Em ‘ACIdigital’ (Agência Católica de Informação),  peruana, de 15-dez-2018, responde o teólogo, Padre Miguel Fuentes, que Emanuel é nome profético de Cristo, enquanto Jesus é nome próprio, pessoal, ambos não se contrapondo. Cita, inclusive, este religioso, o Evangelho de Mateus (Mateus 1 : 21-23) que enfoca ambas as citações.

Ao ensejo, desejamos Feliz Natal, na Paz de Cristo, aos queridos leitores deste semanário.


*Marco Regis é médico, foi prefeito de Muzambinho (1989/92; 2005/08) e deputado estadual-MG (1995/98; 1999/2003)