Ausência de vereadores de Guaxupé provoca adiamento de projeto da Prefeitura para isentar a Copasa de impostos

Publicado em 05/04/2012 - legislativo - Carlos Alberto / Assessor de Imprensa

Matéria foi apresentada pela primeira vez ao Legislativo guaxupeano há quarenta anos, quando foi firmado o primeiro contrato entre a cidade e a Companhia

O projeto de lei enviado pela Prefeitura à Câmara para isentar a Copasa de impostos municipais, foi adiado para a próxima reunião. Isto, devido à ausência de quatro dos dez vereadores locais na sessão extraordinária, ocorrida na quarta-feira, 4 de abril. A matéria, que tramitou pela primeira vez no Legislativo de Guaxupé há quarenta anos, deverá encontrar certa resistência entre parte dos parlamentares, que criticam o estilo de a referida empresa de saneamento negociar com os municípios onde atuam. A reunião, que foi convocada ao meio dia de terça-feira, aconteceu às 13h da quarta, tendo comparecido inicialmente os vereadores Levi Baltazar Valderramos, Ari Cardoso, Luiz Smargiassi Filho (Didinho), Miguel Antônio Stamponi, Sérgio Murillo Lattaro e o presidente Nico. Sérgio Luiz Faria dos Santos chegou depois, quando o tema em questão já havia sido aprazado. O pedido de vistas, aliás, partiu de Miguel. “Isenção fiscal é um assunto de grande responsabilidade e, por isto, gostaria que os dez vereadores estivessem aqui para votar. Como não estão, que seja votado na próxima reunião”, pediu ele, que foi atendido por todos os presentes, com exceção de Sérgio Lattaro.
A próxima reunião está marcada para segunda-feira, 9 de abril, às 19 horas. Ontem, após o encerramento da extraordinária, alguns vereadores comentaram o teor do projeto solicitado pela Prefeitura em favor da companhia que distribui a água para Guaxupé: “A Copasa quer continuar executando seus serviços na cidade, mas exige a anistia de impostos. Eu, que sempre defendi a implantação de uma autarquia, vejo que a Copasa quer tudo e não dá nada em troca”, disse o presidente Nico. Também Sérgio Faria acha que a Copasa não deveria receber a isenção. “Para mim, todas as empresas devem pagar impostos. Mas, a Copasa, embora eu não esteja a defendendo, atua assim em todos os lugares onde opera no Brasil. Então, o Executivo não está criando nada que já não existisse antes. Eu estou líder do prefeito, mas tenho minhas convicções. Não tenho nada contra a Copasa, mas ela é uma parceria público privada, que tem ações nas bolsas de valores de Tóquio, Nova York e Singapura. Então, o imposto que estamos pagando aqui, está enriquecendo o pessoal que investe nestas bolsas”, argumentou o vereador.
Já Ari Cardoso, disse lamentar o perfil dominador da Copasa, mas pediu cautela aos colegas: “A gente fica triste por ver que um município do tamanho de Guaxupé tem que ficar se submetendo às imposições da Copasa, que realmente é muito exigente e oferece pouco à cidade. Mas, por outro lado, eu vejo que temos que tratá-la com respeito pelo tempo em que está na cidade e, além de tudo, tem a história da autarquia, a qual eu penso que não possa ser construída por este grupo que está na Prefeitura”, disse ele. Entre os demais legisladores presentes à sessão de quarta-feira, não houve opinião sobre o assunto.