Lima x Limão - Ed. 1051

Publicado em 12/08/2011 e atualizado em 12/08/2011 - estevao-bortoloti - Estevão Bortoloti

ACADEMIA MUZAMBINHENSE DE LETRAS: A SÍNDROME DO POUCO CASO – Caros leitores. Em Muzambinho, nossa querida cidade, acontecem fatos tristes tão negativos que nem dá pra acreditar. Grandes e úteis iniciativas que vieram para somar em benefício da educação e cultura do nosso povo destaque para nossos irmãos, sobrinhos, filhos e netos acabam ou estão prestes a acabar por falta de interesse e um real apoio de quem de direito. DIREITO E DE DEVER! Apóiam, valorizam iniciativas vulgares, mas quando cidadãos idealistas e responsáveis entendem de assumir empreitadas que realmente edificam, respondem com promessas vãs ou desculpas sem sentido, inaceitáveis. Há poucos dias, nossa Academia Muzambinhense de Letras, uma importante iniciativa de cunho cultural e que já deveria estar merecendo irrestrito apoio material e moral da parte dos nossos poderes constituídos completou seu primeiro ano de existência praticamente ignorada por eles, incluindo também neste ato de indiferença nossa Secretaria de Cultura com respectivo Secretário. Nota-se no semblante e nas atitudes dos pares da citada academia – escritores e diretoria – os poucos que ainda freqüentam as reuniões marcadas em ambientes emprestado, a decepção latente de quem desejava contribuir pelo bem da comunidade e foi tão mal recebido, tão mal compreendido. Nossas reivindicações? Reconhecimento pela útil iniciativa, um cômodo adequado para servir de sede da instituição, uma mesa e uma estante para livros, pastas e papeis. Nada que a boa vontade aliada a conscientização não pudesse oferecer. Fica aqui o desabafo de quem entende que cultura é bem mais que o gigantismo do nosso mal organizado e mal controlado carnaval e outros eventos levados a efeito para agradar somente a classe mais jovem. Para um amanhã mais elevado e tranqüilo, Muzambinho precisa de empreendimentos mais saudáveis e edificantes e não será com promoções de orgias sem controle regradas a cerveja e outros vícios que tal será possível.

Nosso respeitoso alô para a distinta e simpática Senhora Cidinha Varoni, esposa do nosso dileto amigo José Varoni da Casa do Pão. Alô extensivo aos seus inteligentes e educados filhos. Dona Cidinha é leitora da nossa coluna.

LIDERANÇAS FAZEM ESCOLA – São tantas as falcatruas armadas pela maioria dos governadores, deputados, senadores e outras importantes lideranças governamentais que nossos ladrões “pés de chinelo” até se julgam com o direito de imitá-los. É a impunidade de um milhar incentivando milhões. ISTO É UMA VERGONHA!

Alô de admiração para o Régis Policarpo, locutor político-social da nossa Rádio do Povo. Em conhecimento e previsões político-partidária ninguém o supera. Ele predisse acontece. PARABÉNS RÉGIS!

A PROVA DO MILAGRE – Sabem aquele senhor de terno de brim káqui, chapéu e gravata borboleta que aparece no jardim todo orgulhoso e empertigado ao lado da sua máquina fotográfica tipo caixão, de tripé e acionada a lâmpada de magnésio? Aquele das fotografias precárias e antigas tiradas nas primeiras décadas do século passado na Praça dos Andradas, hoje Pedro de Alcântara? Aquele senhor é, ou melhor explicando ERA meu tio, o Emídio Botelho fotógrafo lambe-lambe e dedicado jardineiro daquela praça. Um dos seus trabalhos como fotógrafo era feito a domicílio fotografando pessoas mortas dentro dos seus caixões, para que com as mesmas fossem feitas lembranças ilustradas que eram distribuídas aos parentes e amigos do falecido(a). Certo dia foi chamado para tal missão e lá foi Tio Emídio acompanhado de um menino seu ajudante, rumo a fazenda do Capitão Pedroso que falecera naquela manhã. Uma vez na casa grande e após as formalidades de praxe o tio estudou bem o defunto, posicionou a máquina na direção adequada, tomou fôlego e justamente no segundo quando bateu a chapa, o Zeca, seu ajudante, entendeu de tropeçar no tripé. O resultado na revelação foi espantoso: caixão vazio e defunto estirado do lado de fora. No dia seguinte corpo já sepultado, original para ilustrações perdido, família xingando, o pobre tio se desculpando e o Zeca, surrupiando a chapa estragada faz a maior malandragem que se podia imaginar: por conta própria revelou a foto e uma vez na gráfica encomendou umas duzentas cópias ilustradas. Até que fosse descoberto chegou a vender por duzentos réis cada A PROVA DOCUMENTADA DO GRANDE MILAGRE OCORRIDO NA ZONA RURAL DA CIDADE DE MUZAMBINHO. (Nota do colunista: A patente e o nome do falecido foram trocados).

SÓ FAZEM POR MERECER LIMÃO! – Será que algum dia ALGUÉM OU ALGUNS, irão se conscientizar e por cérebro e mão-a-obra tomando enérgicas providencias – sem temor de ferir sentimentos e perder “amigos” – contra estes motoristas mal orientados e mal educados que não respeitam as passagens de pedestres até xingando e acelerando para “abrir caminho” e também estes motociclistas irresponsáveis e caipiras que dirigem em alta velocidade pondo em constante risco a integridade física de idosos, senhoras e crianças? Analisando bem o problema chega-se a conclusão de que quando acontecem certas tragédias os culpados passíveis de penalidades, são bem mais do que se pensa e a lei identifica, concordam?!

AI MEU OUVIDO!! – Senhoras procurando-me para protestar contra a propaganda comercial volante cada dia mais alta atrapalhando até a distração das novelas de TV. Alegam que em Guaxupé, Alfenas, Poços de Caldas, etc, o som é bem mais baixo e até mais bem entendido. Indagam indignadas: PORQUE NÃO EM MUZAMBINHO ONDE ATÉ ANUNCIANTES DAS CIDADES VIZINHAS ACHAM DE VIR GRITAR!

PRA QUEM NÃO SABE – A palavra CATÓLICO vem do grego KHATHOLIKOS e significa UNIVERSAL. Portanto toda religião, cristão ou não, espalhada pelo mundo todo É CATÓLICA muito embora a expressão passou a identificar a igreja de Roma.

Um alô de incentivo ao conselheiro tutelar José Milton, responsável e dinâmico no seu trabalho junto as nossas crianças e adolescentes e seus familiares. O José Milton também é leitor e admirador da nossa coluna de histórias, elogios e denúncias.

O pouco com Deus é MUITO. O muito sem Deus é NADA. Amigo leitor, não se esqueça de Deus e Ele não se esquecerá de você!