Lima x Limão - Ed. 1049

Publicado em 08/08/2011 - estevao-bortoloti - Estevão Bortoloti

ACONTECEU MESMO – Tem gente que acredita em tudo. Acredita até em Papai Noel, políticos de carreira, deflação, cartomante, saci-pererê, que investindo em caderneta de poupança pode obter lucro. O já há muito finado José Libânio, freguês do meu saudoso pai negociante das bandas do Brejo Alegre, acreditava que pau de fósforo nascia como vagem penduradinho no pé, e tanto acreditava que adquiriu destes um pacote contendo dez caixas, lavrou o quintal fazendo carreiras de pequenos sulcos onde plantou três palitos em cada um. Quando sua “lavoura” falhou ficou uma fera e procurou meu pai reclamando da má qualidade das “sementes”. Queria seus quinhentos réis gastos de volta o que meu pai não concordou. Nunca mais o Seu Zé Libânio entrou na nossa casa comercial, mas segundo contava um seu sobrinho passou o resto da vida tentando o seu FOSFORAL para tanto optando por diversas marcas, do PINHEIRO AO GRANADA, FIAT-LUX E BEIJA-FLOR. Já idoso e senil passou seus últimos dias internado no asilo de Muzambinho.
O também já finado amigo Pedro Florêncio (nome fictício por questões óbvias) morador que era do Sítio da Banana, grande apreciador da “manguassa”, cada vez que vinha a cidade adquiria três garrafas da mesma que escondia do seu pai muito bem escondido nas moitas do bananal. “Pra quando senti saudade tê como remediá a necessidade”, costumava dizer. Só que um dia seu pai resolveu erradicar a plantação de banana e no seu lugar optar pelo café. Como era verão de sol escaldante pensou em queimada e “TACOU FOGO NA LAVOURA”. O incêndio lavrou forte e foi um Deus nos acuda de seguido e enorme tiroteio ouviu a quilômetros de distância assustando o velho que chispou para dentro de sua casa, tanto que nem reparou no PEDRO que sentado no alpendre a tudo via e assistia triste e quase chorando. Denuncia e suspeita de armas e munições escondidas no Bananal movimentou a polícia que logo suspeitou que o Pedro estava envolvido com tráfico de armas. Interrogado, desconsolado e nervoso, o Pedro desabafou: “Que armas e balas que nada Seu Delegado. Foram as minhas cento e quarenta e duas MENINAS de água que gato não bebe que motivadas pelo fogo dançaram até estourar. Não sobrou uma só prá remédio, ô azar!”. NOTA: Até os dias de hoje os pasmados – E CORTADOS – apanhadores de café daquela lavoura se perguntam se cacos de vidro serve de adubo!

Um alô para o sensível, culto e bem conscientizado amigo, o José Varoni, da Padaria CASA DO PÃO, sempre disposto a apoiar e divulgar os escritores e poetas de Muzambinho sua terra natal. Em seu estabelecimento o José faz questão de manter bem a vista dos seus fregueses uma vitrine rotativa contendo obras de todos os autores locais. Que bom seria se mais pessoas de prestígio ou condições semelhantes procurassem imitá-lo. Bom para nossos escritores, nossa cultura e MUITO BOM PARA O FUTURO DAS NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES!

Falando de compras e inflação até a poucos meses com dez reais você comprava um jaú ou um douradão de vinte quilos já limpo e escamado. Hoje em dia com a mesma quantia você só consegue comprar meio quilo de lambari congelado com barrigada e tudo o mais. E ainda vivem apregoando que o brasileiro precisa aprender a comer pescado porque o pescado é saudável, gostoso, é carne branca, não tem gordura, é rico em Ômega 3, etc, etc e etc. VAI NESSA!

Alô para o amigão bom de papo o Jurandir Toledo Pereira, popular “Juranda”, inteligente, entendido em muitos ofícios, funcionário exemplar do Instituto Federal do Sul de Minas. NOTA 10 PARA VOCÊ “JURANDA”.

Meu alô também para o inteligente leitor Marcos, o MARCÃO, filho do já finado Sargento José Barbosa que durante muitos anos trabalhou como competente e estimado militar. O Marcão “se liga” nos meus escritos. NOS DOCES E NOS AZEDOS.
Um certo senhor da nossa classe média rica fofocando para seus amigos – que por sinal também são meus amigos – que além de semi-analfabeto sou muito implicante. Um verdadeiro CHATO, Senhor presunçoso: que sou iletrado não concordo, pois conheço mais de trinta por cento do nosso analfabeto menos algumas letras do meio e do fim. Quanto a ser chato também não concordo, mas conheci e JÁ TIVE na minha boêmia e desregrada mocidade. Curou-me o já finado, popular e saudoso Antônio Bento da farmácia da dona Josefina A SANTA. Deixei por último a resposta a acusação de implicante para poder afirmar com a imodéstia que me é característica que me auto-intitulo um cidadão honrado, sensível e consciente a ponto de preocupar-me com a segurança, direitos e bem estar dos meus semelhantes. Posso ser chato e zero em EDUCAÇÃO mas orgulho-me em ser mil em coragem, senso de responsabilidade e CORAÇÃO. No mais estou “me lascando” com a sua opinião. QUEM GOSTA DE AFIRMAR QUE NÃO AJUDA MAS TAMBÉM NÃO ATRAPALHA JÁ MORREU E AINDA NÃO SABE!

Alô especial a distinta senhora da nossa sociedade Dona CLEONICE POLI, viúva do saudoso NILTON (Nhonhô) GASPAR. Dona Cleonice disse-nos leitora assídua da nossa coluna. Grato Dona Cleonice!

A colaboração do ser humano é necessária ao combate e erradicação de muitas doenças, mas infelizmente muitos não colaboram, assim favorecendo até a proliferação destas. Na minha rua e em muitos outros pontos da nossa cidade existem pessoas mal-educadas que usam terrenos baldios para dar fim ao lixo doméstico, assim colaborando diretamente para a criação de animais nocivos a nossa saúde. UMA VERDADEIRA CALAMIDADE! “O lote vazio está ali bem em frente a sua casa então pra que pendurar saquinhos de lixo no portão? A cachorrada irá esparramar, irá feder e criar bichos que irão invadir minha casa e a casa dos vizinhos? E daí?” É triste termos que morar próximos a pessoas com tal mentalidade. SOCORRO VIGILÂNCIA SANITÁRIA!

Meu alô pleno de agradecimento para o digníssimo DR. IVAN MACEDO, Juiz de Direito merecidamente descansando aposentado. O Dr. Ivan valoriza meu esforço e sempre me incentiva a prosseguir com essa coluna. OBRIGADO DOUTOR!

Meu abraço e cumprimento ao inteligente e respeitável arquiteto Doutor Américo Carnevali que com méritos de sobra passa a presidir nossa ACADEMIA MUZAMBINHENSE DE LETRAS. Dando continuidade ao excelente trabalho da distinta dama senhora Maria de Lourdes Armelim Martins que se afasta da presidência mas continua como ACADÊMICA VITALÍCIA E PATRONA DA CADEIRA NÚMERO 01 DA CITADA ACADEMIA.

Alô com franca admiração ao polêmico mas sem sombra de dúvida sapiente professor e engenheiro LUIZ CARLOS ARAÚJO, sempre motivado pelo seu ideal de conscientizar e tentar melhorar as coisas, atitude correta e corajosa mas bastante delicada podendo causar mais inimigos que amigos. OLHO VIVO AMIGO, POIS FALO DE CADEIRA!

E PARA TERMINAR...

SE AMANHÃ EU AINDA ESTIVER VIVO
QUERO CONTEMPLAR UMA CRIANÇA SORRINDO
UM PÁSSASRO CANTANDO
O VENTO AGITANDO UMA FLOR...
SE ESTIVER PARA MORRER
QUERO SEGURAR NAS MÃOS
DA MINHA ESPOSA, FILHOS, NORAS E NETOS
E SIMPLESMENTE MORRER PENSANDO EM DEUS
E NA MINHA FILHA QUE NO CÉU ME ESPERA.

Até outro dia amigo leitor!