Lima & Limão - Ed. 1063

Publicado em 07/11/2011 e atualizado em 07/11/2011 - estevao-bortoloti - Estevão Bortoloti

ENTREVISTA COM O SECRETÁRIO DA SAÚDE, OTÁVIO HENRIQUE DOMINGOS

“TEZO” BORTOLOTTI - Como tem sido o seu relacionamento com as lideranças do Executivo e com seus subordinados do setor de saúde?

OTÁVIO HENRIQUE - Muito bom. Quando todos estão realmente imbuídos na meta de trabalhar em prol da comunidade não ocorrem picuinhas e se surge algum mal entendido ante a boa vontade reinante ele é rapidamente sanado. Valorizo, respeito e sou valorizado e respeitado pelos meus superiores e subordinados.

T.B – Quer dizer então que você está realmente satisfeito a frente da Secretaria?
O.H – Muito satisfeito. Sinto-me orgulhoso, realizado e também grato ao nosso grande prefeito, o Sérgio, que convidou-me ao cargo confiando na minha capacidade. E entendo que venho correspondendo.

T.B – Por enquanto você conta com a assessoria do inteligente e esforçado Luiz Augusto, mas logo poderá ficar sem ele, não é verdade?
O.H – O Luiz Augusto é experimentado, idealista, dinâmico, carismático e acima de tudo um grande amigo. Ele tem outra função mas torço para que este seu POR ENQUANTO tenha longa duração.

T.B – E as conquistas do setor como vão?
O.H – Conseguimos a reestruturação no setor de agendamento de consultas, o que permitiu aumentar muito o número de pacientes atendidos. Em oftalmologia de 17 para 82 consultas/mês. Em endoscopia de 02 para 18 exames/mês, tomografia de 10 para 36 exames /mês, audiometria de 03 para 27 exames/mês, eletroencefalograma de 03 para 14 exames por mês. Já foram licitados os equipamentos para as salas de Raio X e para reabertura de um moderno laboratório de análises clínicas. O atendimento odontológico noturno foi ampliado de 09 para 18 atendimento/dia.

“Também, conforme A Folha Regional já publicou em sua edição passada, outros setores da administração foram beneficiadas. Uma patrol nova adquirida através de licitação. A verba o valor de R$ 485 mil é resultado de emenda do Deputado Federal Aelton Freitas. Licitação de dois caminhões de lixo (compactadores) que deverão ser entregues nos próximos 30 dias. Dois ônibus de transporte coletivo já em pleno funcionamento facilitando o ir e vir dos trabalhadores dos bairros e vilas distantes do centro.Início do recapeamento da Av. Coronel José Martins e muito mais que por falta de espaço publicaremos na próxima oportunidade. Por ai fica fácil de se notar como o prefeito Sérgio vem trabalhando com vontade, portanto sendo vitorioso nas suas reivindicações e conseqüentes conquistas para a cidade de Muzambinho.”

VALENDO MAIS OU VALENDO MENOS? – Agora, devido a crise econômica que assola o mundo inteiro o valor do dólar DILSPENCOU e nosso dinheiro DILNHEIRO valorizou DILMAIS tornando nossa vida bem mais DILFÍCIO. Gostaria que alguém me explicasse como isso pode ser possível. Menos a “companheira” DILMA, é claro! Botei R$ 50,00 na gibeira, fui fazer a feira e voltei pra casa com quatro chuchus, um quilo de tomate e um pé de couve. Não sobrou para a pamonha que o neto pediu. O gozado é ouvir nossas agências de pesquisas alardear deflação, que os preços vem caindo, quando todo mundo sabe muito bem que o quevem caindo mesmo no Brasil – destaque para Brasília – são outras coisas. FALEI E NÃO VOU SAIR CORRENDO!

CHIQUEIRO VERDADEIRO – É a condição do terreno baldio localizado na esquina da Rua Cristovão Colombo com a Rua Cesário Coimbra, Barra Funda. Pessoa ou pessoas fizeram do local um verdadeiro e fedorento depósito de lixo doméstico. Há pouco tempo o proprietário mandou limpar mas logo depois o local já estava novamente atulhado de lixo em saquinhos plásticos com até restos de galinhas e gatos mortos. Não dá pra acreditar pois o caminhão de limpeza não falha e não custa ensacar e pendurar o lixo, mas parece que tem gente que gosta mesmo é de viver no meio da sujeira. QUE VERGONHA!

“RECORDAR É VIVER” – Pois é caros leitores(as). Vez por outra bate a saudade e este cronista “de pé no chão” pega papel e caneta para escrevinhar relembrando fatos da sua já tão distante infância. A pequena crônica logo abaixo fala do princípio dos anos quarenta, época da minha meninice livre, solta, sem compromissos com ninguém e nada, um tempo maravilhoso em que tudo era alegria e sonhos inocentes. Vez por outra, repito, contando com a paciência e compreensão de vocês o menino que um dia fui pulará para dentro desta coluna vivendo aventuras, tendo como companheiros a criançada do seu paraíso o antigo BREJO ALEGRE, aquele Brejo Alegre que era de gente muito humilde, muito pobre, mas realmente MUITO, MUITO ALEGRE.

HOJE É DOMINGO PEDE CACHIMBO... – Acordo com o grande relógio de parede da nossa sala de jantar batendo às sete horas. Estico os braços, espreguiço. Da cozinha vem o aroma convidativo do café de coador feito por mamãe misturado ao da última fornada de pães da nossa padaria A SOBERANA, cuja sessão industrial fica nos fundos da nossa moradia. Cinco minutos depois já estou trocado e lavado, com o dedo indicador cutucando as costelas do “dôrfo”, meu irmão caçula, sempre preguiçoso que só ele na hora de largar o colchão de palha e o ralo cobertor “tomara que amanheça”. Me deixa, reclama ele: Hoje é domingo não tem escola, não tem aula – reclama vira-se prô canto – não tem aula mas tem Missa e Comunhão. Nada de redumansa, olha a vara da Dona Albertina! A advertência da comprida vara de marmelo que vez por outra castigava nossa desobediência e molecagens, as nossas e dos demais “meninos levados” do Brejo Alegre fez com que o Dorfo criasse novo ânimo. Agora de camisas e calças curtas desbotadas, que sapatos nem tínhamos, lá fomos nós, eu, meu irmão, o ZÉ ROXO, O MICO ESTRELA e o PEDRO DA SÁ LÍDIA subindo a Rua Cesário Coimbra rumo a Igreja Matriz, o estômago reclamando por causa do jejum obrigatório antes da hóstia consagrada. No último quarteirão, projetando-se além do muro do quintal do Dr. Ismael os galhos da jabuticabeira exibindo seus frutos maduros e tentadores – não pode, gritou o Pedro. Antes de comungar é pecado. O CAPETA TENTA, A GENTE COME E AI OU MORRE ENTUPIDO OU O RESTO DA VIDA PASSA FOME. Foi a minha avó quem disse. – Que nada, Pedro. Desobedecer e roubar para matar a fome não é pecado, sentenciou o Mico Estrela já encavalado em cima do muro com as mãos estendidas para chacoalhar os galhos.
Hoje neste santo domingo, Frei Rafael estendeu a mão com a hóstia consagrada a cinco moleques, todos eles com as barrigas estufadas e doloridas de tanto devorar jabuticabas com cascas, caroços e tudo o mais que havia nelas. Já estamos de volta para o Brejo Alegre e nossas respectivas casas e provavelmente nem iremos provar o café com pão e bolão de fubá que nossas zelosas mamães, ou avós, já preparam para seus “anjinhos de cara suja”, porque agora mesmo todos eles, e alguns mais, munidos de estilingues para caçar e calções para nadar estarão trilhando o caminho da roda d´água rumo ao Rio do Chico Pedro. É, mas piiisiuu gente! Dona Albertina e sua vara não podem ficar sabendo!!


HOMENAGEM A MINHA TERRA NATAL – ACRÓSTICO


Minha poesia é pobre de beleza
Uma homenagem sem lirismo e jeito
Zelosa, muito embora a singeleza
A prova é do filial respeito.
Minha poesia sem profunidade.
Bem eu quisera fosse um elogio
Inda que seja modesto o conteúdo.
Não consegui, inculto na verdade
Hoje se a mente cala ao desafio
O coração porém não fica mudo.

Hoje, noite do dia 31 de outubro o crítico mordaz está mais LIMA que LIMÃO. Acho que a culpa é da abençoada e bem vinda chuva.
Amigos leitores até a próxima, com muita alegria e as bênçãos de Deus!