Como tratar uma pessoa sob suspeita de coronavírus ou uma pessoa infectada?

Publicado em 29/07/2020 - especial - Da Redação

Como tratar uma pessoa sob suspeita de coronavírus ou uma pessoa infectada?

As últimas notícias em nossa região tem sido assustadoras, devido a pandemia do novo coronavírus, ou covid-19. A cada dia, o número de casos suspeitos, casos confirmados e óbitos têm aumentado; o isolamento social, o uso de máscaras, o uso de álcool gel, etc, está se tornando cada vez mais comum, e mesmo assim parece que não tem sido o suficiente. Diante desse quadro, a compreensão da sociedade acerca das pessoas contaminadas e como elas se comportam em relação a elas, se mostra assustadora. 

Um dos primeiros casos confirmados em nossa região é um exemplo disso. Na cidade de Poços de Caldas, uma mulher chamada Thais Gammarano relatou através de um vídeo na tv local da cidade “TV POÇOS” que: “estava com o corona vírus”. Sua irmã Tatiana, em outro vídeo disse: “o que mais doía era o desrespeito e preconceito sofrido diante da enfermidade”. Uma triste realidade diante dessa situação, o preconceito e o desrespeito pioram ainda mais o momento que estamos vivendo.

O covid-19 é uma doença nova que parou o mundo e que ceifou milhares de pessoas, e gerou angústia e medo em outras tantas. Estamos aprendendo a conviver com esta doença, no dia-a-dia. Temos que tomar as medidas de prevenção? Sim. Temos que manter o distanciamento social? Sim. Temos que usar máscara e álcool em gel? Sim.  Mas, não podemos desrespeitar as pessoas. O isolamento social já é difícil, ainda mais quando se tem a notícia de uma enfermidade como essa. 

Na Palavra de Deus encontramos uma enfermidade em que as pessoas eram separadas do convívio social, a “lepra”. Essa doença era caracterizada pela brancura (Êx 4:6) e por inchações, tumores ou manchas que desfiguram a pele. Também descrita no Livro de Levítico (Lv 13 e 14), provavelmente incluía outras doenças da pele, além da lepra conhecida hoje que é a hanseníase, até um tipo de mofo era chamado de lepra (Lv 13:47–59; 14:33–57). Os leprosos eram forçados a morar longe das outras pessoas, afastado das cidades, mendigavam para comer, e quando se aproximassem das pessoas deviam gritar: “Imundo, imundo!”.

Que triste, não? Vários anos se passaram, Deus deu sabedoria aos homens, e hoje temos um tratamento eficaz contra a “lepra”, mas, o ser humano continua hostil ao seu semelhante. Sabemos que Jesus em seu ministério, curou vários leprosos (Mt 8:2–4; Lc 17:11–19) e abençoou várias pessoas que eram excluídas da sociedade e do convívio social, concedendo-lhes saúde, o retorno a sociedade e principalmente a vida eterna.

Os anos se passaram, o conhecimento se acumulou, mas diante de uma pandemia, temos atitudes iguais às pessoas do passado. Acabamos excluindo novamente as pessoas ao nosso redor, em vez de mostrar empatia; preferimos rejeitá-las e desprezá-las, sem pensar em como se sentem em vez de ajudá-las em suas necessidades.

Pensemos diante disso, qual a melhor maneira de tratar uma pessoa sob suspeita ou contaminada pelo vírus? 

Em primeiro lugar, ame essa pessoa de todo o coração, conforme está escrito em Mateus 22:39, “amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, um amor não condicionado pelas circunstâncias, mas tratando os outros como gostaríamos de ser tratados, pois ninguém faz mal a si mesmo.

Em segundo lugar, valorizar as pessoas, embora não podemos visitar, pegar nas mãos, abraçar, podemos ligar para as pessoas, mandar mensagem, fazer uma chamada de vídeo, até mandar cartas, algum presentinho, algum alimento, coisas que demonstram carinho, atenção, cuidado e valor.

Em terceiro lugar, ajudar em suas necessidades, pois pelo fato de estarem proibidas de saírem de casa, podem precisar de algo, de um favor; às vezes necessitam de compras de alimentos, remédios, etc. Se dispor a ajudar caso necessite, demonstra empatia e traz alegria ao coração. Seja altruísta.

Nós, seres humanos precisamos nos tornar mais sensíveis ao próximo, diante das necessidades de cada um. Apesar de algumas pessoas não terem responsabilidade, não seguirem as recomendações, não evitarem aglomerações, não demonstrarem preocupação com o seu semelhante, às pessoas  ainda precisam ser amadas e cuidadas. Que possamos assim como Jesus, amar, cuidar, respeitar e tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados.

Que Deus nos abençoe e nos ajude diante desse momento em que vivemos. 

Pr Leandro Batista da Silva - IPI de São Bartolomeu Cabo Verde