Volta às aulas, novos recursos e greve de professores na Escola Salatiel em Muzambinho

Publicado em 16/02/2020 - educacao - Da Redação

Volta às aulas, novos recursos e greve de professores na Escola Salatiel em Muzambinho

A Escola Estadual Prof. Salatiel de Almeida, maior educandário de Muzambinho, retomou as atividades em sala de aula na segunda-feira, 10 de fevereiro. A diretora geral Valquíria Machado relatou que tudo foi preparado durante o mês de janeiro. Porém, revelou que a pré-matrícula on line não funcionou, pois o sistema é novo e não suportou as novas informações. A situação gerou grande preocupação por parte das mães dos alunos, exigindo um esforço por parte das equipes das Escolas Salatiel de Almeida e Cesário Coimbra. Até mesmo sendo necessário organizar ou reorganizar a escola. Mas a diretora reconhece que a intenção foi muito positiva.

Valquíria informou ainda que houve um menor número de contratações, exatamente pela efetivação de muitos profissionais. Para ela, uma situação bastante positiva porque a escola fica com uma equipe definida e efetiva, conhecendo a sua realidade. Foram contratados apenas dois professores, sendo um para o ensino religioso e outro da disciplina de física. Também foi contratado o mínimo necessário das equipes da secretaria e limpeza. Entre professores e servidores, a Escola Salatiel soma 62 profissionais. Quanto ao número de alunos, a situação indefinida de matrículas até a última semana inviabilizou a contabilização. O ano de 2019 foi encerrado com 450 alunos no período da manhã, quase 300 no período da tarde e cerca de 80 no período noturno.

A diretora garantiu que o transporte escolar está garantido em todas as linhas dos períodos da manhã e tarde, conforme convênio já renovado com a prefeitura. Porém, não mais haverá o transporte no período noturno, devido a impasse entre a prefeitura e governo estadual.


NOVOS RECURSOS

A diretora relatou que já foi assinado convênio no valor de R$ 70 mil, recurso conquistado através do deputado estadual Antônio Carlos Arantes. O recurso será investido na fachada da escola e conclusão da reforma do salão nobre (troca de janelas e portas, parte elétrica e corredor interno). Valquíria ainda citou uma verba parlamentar de Arantes no valor de R$ 20 mil, que já está na conta da escola. O processo de licitação está ocorrendo visando a aquisição de ar condicionado, câmara fria para a cozinha, uma geladeira e telão de quatro metros para o salão.

A escola também foi contemplada com o projeto Mãos à Obra, através do governo estadual. O projeto é composto de três etapas, envolvendo pequenas, médias e grandes reformas. No caso da Escola Salatiel, o pedido foi encaminhado pelo prefeito Sérgio Esquilo diretamente ao Secretário de Governo, Bilac Pinto. A resposta foi imediata, através da Secretaria de Educação e Secretaria de Infraestrutura, informando que a escola muzambinhense foi contemplada. Principalmente, quanto à necessidade de ampliação do refeitório e outras reformas.


REFORMA DA QUADRA

O projeto de reforma da quadra esportiva foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Secretaria de Estado da Educação. A expectativa é que o governo estadual mantenha a postura de executar os projetos já aprovados. Com a reforma, a intenção é abrir a quadra para uso da escola e eventos da comunidade. 


GREVE DOS PROFESSORES

Estava anunciado um movimento de greve do magistério estadual a partir da terça-feira, 11 de fevereiro. Valquíria revelou que os professores participaram de reunião, sendo que a maioria optou por aderir ao movimento grevista. Um representante do Sindicato da classe de Belo Horizonte também esteve em Muzambinho se reunindo com servidores da Escola Salatiel e Escola Cesário Coimbra. Os professores que não aderiram à greve poderão continuar na ativa, com uma readequação das atividades. Porém, depois também deverão participar da reposição das aulas.

A diretora da Escola Salatiel esclareceu que o problema não ocorre apenas no atual governo estadual. Ou seja, a defasagem ocorreu nos últimos anos. Além disso, é questionada a separação de classe na concessão de benefícios. Os professores também não recebem o piso nacional há alguns anos. “Há um conjunto de fatores. Há uma sinalização de que não foi definida uma data para retorno. Portanto, não é só uma paralisação, mas uma greve por tempo indeterminado”, disse.