COLUNA MG (15 de Julho)

Publicado em 15/07/2019 - coluna-minas-gerais - Da Redação

COLUNA MG (15 de Julho)

Norte de Minas está sem soros antivenenos

            O Norte de Minas está sem soro para tratamento de pessoas vítimas de acidentes com cobras, escorpiões, cães e gatos  desde o segundo semestre de 2015 e por isso, a Comissão Intergestora Regional  (CIRA) aprovou na sexta-feira, 12, um pleito para que as lideranças da região se mobilizem visando pressionar o Ministério da Saúde a regularizar os estoques. O assunto foi abordado pela secretária municipal de Montes Claros, Dulce Pimenta, tendo em vista que Montes Claros é responsável pela organização da media e alta complexidade. (Gazeta Norte Mineira- Montes Claros)

 

Cemig alerta para os danos das queimadas

As queimadas, mais frequentes nesta época do ano, podem causar interrupções no fornecimento de energia, trazendo transtornos para a população e para os serviços essenciais. Levantamento realizado pela Cemig apontou que, apenas no ano passado, mais de 100 mil clientes tiveram o fornecimento de energia afetado por incêndios. Ao todo, foram cerca de 250 ocorrências de interrupção de energia, a maior parte delas na região Norte de Minas. De janeiro a maio deste ano, foram registradas 44 interrupções causadas pelo fogo na área de concessão da empresa, sendo que a região Leste de Minas registrou o maior número. (Diário Tribuna - Teófilo Otoni)

 

Detentos cultivam horta em presídio

            Um projeto desenvolvido pela direção do presídio de Botelhos possibilita que os detentos trabalhem no cultivo de hortaliças e, enquanto aprendem uma profissão, ajudam a quem precisa. Toda a produção da horta local é doada para entidades assistenciais do Sul de Minas. Para os detentos, a ação representa muito. "Mudou a minha vida inteira", diz um dos participantes do projeto. Todos os dias, dezenas de caixas de verduras e legumes são entregues para creches, escolas, igrejas e asilos e também para famílias que enfrentam dificuldades financeiras cadastradas pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). (Folha Regional- Muzambinho)

 

Copa de Karatê é realizada pelo 25º ano

            Em sua 25ª edição, a Copa Sete Lagoas de Karatê vai ser realizada no Ginásio Vinicio Dias Avelar (Av. José Sérvulo Soalheiro, 2.420, bairro Aeroporto), no dia 28 de julho, às 8h30 da manhã. O evento é organizado por Rainério Costa, árbitro pan-americano, professor e fundador da Academia de Karatê Shidô Kan, que já formou mais de 14 caratecas faixas pretas, além de atuar na arbitragem de diversas competições nacionais e internacionais, em conjunto com a Federação Mineira de Karatê. A competição conta com mais de 100 categorias, que são divididas em masculino e feminino, por faixas, idade e peso. A organização espera mais de 200 competidores este ano, em contraste com os 180 do ano passado. (Jornal Sete Dias- Sete Lagoas)

 

Campanha de vacinação antirrábica iniciada

            Começou nesta segunda-feira, 15, a campanha de vacinação antirrábica na zona rural de Uberaba. A imunização vai atender o calendário de Vacinação Antirrábica Animal de acordo com orientações da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A campanha é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias. A SES informou que apenas 37.1% das vacinas esperadas para a campanha 2019 foram recebidas pelo governo federal. De acordo com a chefe do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias, Lara Rocha Batista, com a redução no número de vacinas recebidas, o Estado avaliou o histórico epidemiológico nas Unidades Regionais de Saúde de maior vulnerabilidade para raiva por variante tipo 2. (Jornal da Manhã- Uberaba)

 

Evento leva histórias para cidades

            Com o tema "Reino das Histórias", a terceira edição do Conexão Férias chega a Mariana e Barra Longa com uma programação repleta de atrações para todas as idades. O evento, aberto ao público, vai levar diversão e conhecimento cultural para crianças e jovens dos municípios. Em Mariana, o evento vai acontecer na praça Cláudio Manoel (praça da Sé), a partir das 14h, no dia 14 de julho. Já em Barra Longa, as atividades vão acontecer na praça Manoel Lino Mól, a partir das 16h, no dia 20 de julho. A programação desta edição vai integrar diversas atividades de lazer e intervenções artísticas. Vão ser oficinas interativas, contação de histórias, apresentações de dança e música de grupos locais e convidados. (Portal da Cidade- Mariana)

 

BR-354 deve ganhar sete novos radares

            O trecho da BR-354, que passa pelo município de Campo Belo, Perdões e Cana Verde, deve receber pelo menos sete novos radares que vão ser instalados em pontos estratégicos onde o número de acidentes é frequente. Somente neste ano segundo levantamento realizado pelo G1, pelo menos onze pessoas morreram no trecho. O trecho é de pista simples e costuma ser movimentado por muitas carretas e caminhões, o que é preocupante quando se fala em acidentes. Os moradores da região conseguiram cerca de duas mil assinaturas em um abaixo-assinado pedindo por mais segurança na rodovia. (Correio do Sul- Varginha)

 ASCOM

Construindo um país!

 FLAVIO ROSCOE

 O choro do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a emoção dos parlamentares no plenário da Casa, com a bandeira brasileira desfraldada, certamente traduzem a importância da aprovação da reforma da Previdência na última quarta-feira. De fato, como temos dito ao longo dos últimos meses, a nova Previdência cria no país ambiente propício à efetiva retomada dos caminhos do crescimento econômico sustentado e do desenvolvimento social, gerando riqueza, empregos e afastando definitivamente a crise que já dura mais de uma década. O mais relevante, no entanto, é constatar que seus efeitos vão muito além de sua repercussão no campo econômico e social.

 

O mais importante na aprovação do texto-base da reforma, antecipada em inúmeras pesquisas de opinião, indica que a sociedade brasileira optou por tomar em suas mãos a decisão de determinar o tipo de país que quer construir hoje e para o futuro. Nesta direção, a decisão tomada pelos deputados federais, por larga margem de votos, mostra que eles ouviram a voz das ruas e compreenderam, enfim, que o compromisso do Legislativo precisa ser com o país e não com interesses corporativos, fisiológicos e demagógicos. Depois de duas décadas de tentativas frustradas, a reforma da Previdência está aprovada.

 

Na verdade, ao resgatar a racionalidade econômica e orçamentária - e muito especialmente extinguir privilégios inaceitáveis que criaram no país cidadãos de primeira e segunda classe -, a reforma da Previdência é o primeiro passo de uma necessária marcha destinada a promover a reforma do Estado brasileiro, que se tornou maior do que a própria sociedade e transformou-se em voraz e insaciável mastodonte. Em vez de servir a sociedade, como seria normal, o Estado serve-se dela para distribuir privilégios e patrocinar desperdícios.

 

Neste cenário, na sequência da reforma da Previdência, uma importante e estratégica agenda de mudanças precisa do apoio da sociedade e, sobretudo, precisa do Congresso Nacional - deputados federais e senadores. Temas cruciais para o país estão nessa agenda, que inclui reformas estruturais, como a tributária, e medidas como privatizações, desburocratização e aperfeiçoamento do licenciamento ambiental. Em todas essas questões a excessiva presença do Estado sufoca empresas e cidadãos - e afasta investidores, nacionais e estrangeiros, que não estão dispostos a conviver com a insegurança jurídica. Esta é, em verdade, a agenda da produtividade e da competitividade.

 

A reforma tributária, passo prioritário após a reforma da Previdência, deve agora ser amplamente debatida, em uma discussão da qual a indústria e a Fiemg farão parte, mobilizando a sociedade mineira. Na mesa de debates estão diversas opções e devemos trabalhar para que a mais adequada ao Brasil seja levada adiante. É preciso que esse novo passo seja em direção à simplificação do enorme cipoal de normas existentes no país e, claro, que atenda às reais necessidades dos brasileiros de atração de investimentos e geração de oportunidades, riqueza e renda.

 

Hoje, de toda a riqueza produzida no país (o PIB), 33,7% (carga tributária) são gastos pelo governo, que ainda tem que refinanciar os pagamentos de juros da ordem de 6% do PIB, elevando continuamente a dívida pública, que já chega a 77,2% do PIB - e o pior é que o governo gasta muito e gasta mal. Felizmente, essa é uma conta na qual a reforma da Previdência terá impacto positivo, pois 48% dos gastos do governo correspondem ao pagamento de aposentadorias e pensões.

 

Tão gravoso quanto o elevado percentual da carga tributária em relação ao PIB é a complexidade do Sistema Tributário Nacional ao qual estão submetidas as empresas brasileiras, que gastam quase seis vezes mais tempo para cumprir as normas tributárias e trabalhistas do que suas concorrentes latino-americanas - 1.958 horas, contra 332 horas. A comparação é ainda mais grave quando feita com empresas de países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média é de 161 horas - 12 vezes menos que no Brasil. Outro exemplo é a absurda quantidade de normas tributárias editadas no país: entre outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição, e setembro de 2017, foram editadas 377.556 normas tributárias, o equivalente a aproximadamente 32 normas por dia, entre federais, estaduais e municipais.

 

Neste momento, o que o setor produtivo espera é que se conclua o processo de aprovação da reforma da Previdência. Em seguida, e com a máxima urgência, que venha a reforma tributária e, com ela, o redirecionamento dos gastos públicos de forma a liberar recursos para investimentos que gerem competitividade e empregos, especialmente em infraestrutura, que, hoje, fica com menos de 1% (dados de 2017) do total. É muito pouco ou quase nada diante das necessidades do país.

 

Enfim, durante anos e décadas pagamos alto preço por não fazer as grandes reformas.  Nunca foi fácil, mas a aprovação da reforma da Previdência mostra que é possível. Mostra, principalmente, que é hora de tirar do caminho os obstáculos que freiam o crescimento do país e abortam milhões de empregos. 

 

FLAVIO ROSCOE é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - Fiemg