COLUNA MG (09 de Maio de 2019)

Publicado em 10/05/2019 - coluna-minas-gerais - Da Redação

COLUNA MG (09 de Maio de 2019)

Museus são fechados por falta de recursos

O Museu do Oratório, em Ouro Preto e o Museu de Sant'Ana, em Tiradentes, ambos localizados na Região Central de Minas Gerais, vão permanecer fechados entre os dias 06 de maio e 05 de junho. O motivo da paralisação é a falta de patrocínio e recursos para manutenção dos museus. A informação foi divulgada pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG), mantenedora dos museus, na última sexta-feira, 3, por meio de nota. Os locais foram concebidos e são geridos com recursos de leis de incentivo à cultura. A possibilidade de fechamento foi anunciada em janeiro deste ano, quando se declarou insuficiência de patrocínio para a manutenção dos espaços. (Voz Ativa- Ouro Preto)

Vereadores visitam barragens 

Uma comitiva de Vereadores esteve presente nas dependências da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) em Araxá. O objetivo da visita, a convite da empresa, foi o de verificar em que condições se encontram as barragens da companhia. Técnicos responsáveis pelo departamento prestaram esclarecimentos e apresentaram o centro de monitoramento das barragens aos parlamentares presentes. O Presidente da Câmara, vereador Roberto do Sindicato, agradeceu a recepção da CBMM e a transparência demonstrada durante a visita dos parlamentares. "Araxá tem uma empresa que faz muito pela cidade, que gera muitos empregos e além disso tem responsabilidade social e zelo com a comunidade", afirmou. A companhia fundada em 1955 é líder mundial na produção e fornecimento de nióbio. (Diário de Araxá) 

Reajuste de 4,59% é confirmado 

O prefeito de Divinópolis, Galileu Machado, autorizou a concessão de 4,59% de reajuste ao salário dos servidores. Em ofício enviado à secretária municipal da Fazenda, Suzana Xavier, Galileu concede o reajuste, de acordo com a Lei local de nº 6.749 de 2008, em duas vezes. Conforme o documento enviado, vão ser concedidos 2% na folha de pagamento de julho deste ano; e os 2,59% restantes, na folha de janeiro. O prefeito explica que a segunda parte do reajuste coincide com o compromisso do governo de Minas Gerais de iniciar os pagamentos atrasados. "Sabidamente, o mês no qual o governador do Estado, por meio de acordo celebrado com os municípios e homologado pelo Tribunal de Justiça, se comprometeu a iniciar o pagamento dos valores que o Estado de Minas confiscou aos municípios", destacou o prefeito. (Gazeta do Oeste- Divinópolis)

Lei proíbe contratar condenados

Pessoas condenadas nas normas previstas na Lei Federal 11.340/16, a Lei Maria da Penha, podem não ser mais contratadas no âmbito da administração direta e indireta, para todos os cargos em livre nomeação e exoneração, no município de Formiga. Para isso, o prefeito Eugênio Vilela ainda tem de sancionar o Projeto de Lei aprovado pela Câmara Municipal. A proposta prevê a proibição para aqueles que já tenham sido condenados em decisão transitada em julgado, com a vedação perdurando até o comprovado cumprimento da pena. Os autores do projeto, os vereadores Joice Alvarenga e Flávio Martins, destacam que a violência contra as mulheres vem aumentando nos últimos anos. (Jornal Nova Imprensa- Formiga)

Leopoldina tem mais de 50 casos prováveis

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou nesta terça-feira, 7, o Boletim Epidemiológico com novos dados referentes aos casos de dengue, zika e chikungunya no estado. Conforme o relatório, até agora foram registrados 209.276 casos prováveis de dengue no Estado. São 82 óbitos em investigação para dengue. Vale ressaltar que os óbitos em questão foram notificados ao longo de 2019 e não são, necessariamente, óbitos recentes. Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 1.587 casos prováveis da doença em 2019. Até o momento, não houve registro de óbitos suspeitos da doença. Já em relação à Zika, foram registrados 650 casos prováveis da doença em 2019 até a data de atualização do boletim. (Jornal O Vigilante Online- Leopoldina) 

Centro Administrativo vai ser construído 

Na tarde de segunda-feira, 6, autoridades municipais, servidores e convidados participaram da apresentação do projeto arquitetônico para a construção do Centro Administrativo de Araguari. O evento promovido pela secretaria de Administração aconteceu no auditório da Superintendência de Água e Esgoto (SAE). A iniciativa da gestão municipal atende a um requerimento do vereador Warley Ferreira de Moraes (PMB) apresentado em meados de abril de 2018. A matéria foi reencaminhada à Câmara Municipal em fevereiro de 2019. Em sua solicitação, o edil propõe ao Executivo, a possibilidade de construir em Araguari um centro administrativo, visando reunir em um só local vários órgãos da administração pública. (Gazeta do Triângulo- Araguari) 

 

DO EMPREGO, TRABALHO  E EDUCAÇÃO

Stefan Salej

Está difícil de aceitar, mas o fato é que os empregos que se perderam nos últimos anos não voltam. As mudanças nos modelos de negócios e tecnológicos requerem novas habilidades . Os tempos são outros, e não são só as novas habilidades, mas também quem fica fora do trabalho perde a habilidade de assumir um novo emprego. É simples, você dirigia um carro com marcha mecânica, por exemplo uma Kombi há anos. Depois você não dirigiu esse veículo por um ano. Aí tem vaga para motorista de van escolar modelo 2019. Toda automática, com GPS, sensores, ABS etc. Você simplesmente não sabe dirigir a nova van.

Nessa situação estão milhões de brasileiros que perderam o emprego e não estão aptos para trabalhos bem diferentes do que os que exerciam no passado. Ou seja, a formação profissional e a experiência não serão suficientes para assumir novas funções em qualquer escala hierárquica e em qualquer profissão daqui por diante. Os desafios no exercício profissional, a partir de agora, por mais simples que seja a profissão, são diferentes e temos que nos adaptar a eles.

Como? De um lado o sistema educacional brasileiro não é orientado para o mercado. Não estou dizendo o mercado de trabalho. Estou dizendo para o mercado mesmo. Ou seja, como não sabemos para onde vamos, fora umas  declarações  bombásticas sobre a economia liberal e sua clareza quanto a falta de limites, não sabemos se a economia brasileira ainda terá indústria, que está minguando, que tipo de serviços, agro e comércio vão dominar. Como não temos rumo de desenvolvimento, não podemos  ter um  sistema educacional orientado para o mercado e então não sabemos qual será o mercado de trabalho.

Claro que não faltam conjunturas sobre a aceitação de novas tecnologias, em especial robótica e inteligência  artificial, mas são casos esporádicos que não tem fundamento nenhum na área empresarial, como diretriz estratégica. Veja o caso da indústria 4.0, cuja adaptação não depende só de capital, mas de uma direção estratégica  do país, de que vamos ter menos mão de obra de baixo custo e de produtividade baixa versus sistemas inteligentes de produção com mão de obra de custo mais alto e produtividade bem mais alta.

Nesses cenários de novos desafios,  é fundamental a sociedade transmitir a ideia de permanente aperfeiçoamento profissional. Incutir no sistema educacional, ou seja em alunos e estudantes, que nunca podemos parar de estudar. O que era ontem apreender inglês, terá que ser estudar mandarim. E junto com o mandarim, novas tecnologias como  blockchain, AI, IOT etc.etc. Isso hoje, mas e amanhã? 

Nesse desafio praticamente de vida ou morte para cidadão, ou seja se não estiver preparado para um novo desafio de trabalho e emprego (que também não é mais  estruturado como no passado), a pergunta é  se estamos preparados.

Não, não estamos. Os conselhos profissionais e a justiça de trabalho nos protegem para morrermos orgulhosos na praia do mar de competitividade no qual navegamos.

O sistema educacional público está falido, sob a égide de uma gestão pública confusa e absolutamente dissociada da realidade econômica do país, com poucas  exceções que confirmam a regra. O sistema privado de ensino, inclusive de religiosos, cuida do lucro como primazia do seu objetivo.

Vamos ter que pensar em reforçar o sistema que atualiza e prepara, no ciclo de vida do cidadão, um sistema  mais ágil, mais voltado para futuro e também socialmente responsável. Não é só educar quem tem dinheiro, os MBA por exemplo, mas também as pessoas que não têm recursos, querem trabalhar e não têm oportunidade. Talvez  essa seja a grande chance do sistema S, desde que transparente, mostrar-se ágil e integrado com o mercado e com os sistemas educacionais.

STEFAN SALEJ

Ex Presidente do SEBRAE Minas e da FIEMG

Vice-Presidente do Conselho do Comercio Exterior da FIESP

Coordenador adjunto do GACINT Grupo de análise da conjuntura internacional da USP