Não há demanda para o Hospital de Campanha do Expominas, diz Secretaria de Saúde

Publicado em 14/07/2020 - saude - Da Redação

Não há demanda para o Hospital de Campanha do Expominas, diz Secretaria de Saúde

O pico da pandemia é esperado para esta quarta-feira, dia 15 de julho; 1.688 pessoas já perderam a vida em decorrência da Covid-19 em Minas Gerais

Com 72% dos leitos de terapia intensiva (UTI) ocupados e 60% dos de enfermagem na mesma situação, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) informou que, neste momento, não há demanda para o hospital de campanha, aberto no Expominas, para atender a casos de coronavírus. A pasta não diferencia qual o percentual de ocupação dos leitos para Covid-19 dos que não são. O pico da pandemia é esperado para esta quarta-feira, dia 15 de julho.

Em Minas Gerais,1.688 pessoas perderam a vida em decorrência da Covid-19, e 78.643 se infectaram com o coronavírus nos últimos quatro meses. “O hospital de campanha começou esses 30 leitos única e exclusivamente para a iniciativa colocar em andamento os contratos que têm por objetivo fazer funcionar aquela unidade, já que a tônica do governo, desde o começo, foi o planejamento de uma estratégia bem delineada como tratamos sobre determinação e supervisão do governador do Estado já no sábado. E, neste momento, não há demanda para o hospital de campanha”, explicou o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral.

Ele ainda explicou que a intenção do Estado sempre foi de ampliar número de leitos em hospitais em detrimento das estruturas temporárias. “Nosso objetivo sempre foi a expansão de leitos de UTI porque era uma estrutura que ficaria como legado para o cidadão mineiro numa estrutura de saúde que já está montada, já está estruturada e que certamente mesmo depois da pandemia servirá para o atendimento dos mineiros. Já são quase 1.300 leitos de UTI, e nós fizemos isso para enfrentar adequadamente a pandemia, e também não deixamos de lado os leitos de enfermaria, que já giram em torno de 9.000 a mais”, completou Cabral.

Durante entrevista coletiva nesta terça-feira (14), o secretário de saúde Carlos Eduardo Amaral falou sobre a entrega de medicamentos para enfrentamento da pandemia em outros Estados, deixando de fora Minas Gerais. “Nós temos inúmeros Estados que estão realmente em situação de desabastecimento muito maior do que Minas Gerais e, após a conversa que nós tivemos com Ministério da Saúde, nós tivemos uma sinalização muito clara de que o ministério iria socorrer primeiro esses Estados que estão na iminência de ficarem completamente sem medicamentos e, em seguida, nós seríamos contemplados com a distribuição de medicamentos também”, disse Amaral.

O secretário também explicou que o Estado tem promovido troca de medicamentos entre unidades de saúde, para evitar que alguma sofra com desabastecimento. E que ações planejadas antes do pico da pandemia, como a liberação de R$ 92 milhões para compra de medicamentos e a recomendação para interrupção de cirurgias eletivas tem garantido insumos para tratar Covid-19 e outras enfermidades.

Transmissão

Sobre a taxa Rt, que indica para quantas pessoas em média uma pessoa infectada transmite o coronavírus, o secretário Carlos Eduardo Amaral informou que em Minas esse número é próximo de 1,03.

“Isso significa que a taxa de transmissão no Estado como um todo teve um pouco de queda na última semana. Isso, para nós, é muito importante porque sinaliza que possivelmente na semana que vem ou na outra semana nós tenhamos uma desaceleração da transmissão e do número de casos de pessoas que necessitam de tratamento hospitalar. Esse Rt vem se mantendo abaixo de 1,2. Mas é importante que nós entendamos que tem regiões que ainda têm o Rt mais alto e, em compensação, nós temos regiões em que o RT já baixou de 1. Isso significa que nessas regiões pode estar havendo um encolhimento na taxa de transmissão e uma redução da transmissão”, explicou o secretário.


Por PAULA COURA - JORNAL O TEMPO