Comissão continuará cobrando melhorias na Expresso Gardenia

Publicado em 18/11/2019 - politica - Da Redação

Comissão continuará cobrando melhorias na Expresso Gardenia

Em visita à empresa, parlamentares constatam melhorias, mas adequações ainda seriam insuficientes.

A Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai continuar acompanhando as ações necessárias à melhoria dos serviços prestados pela empresa Expresso Gardenia, dona de concessão pública para transporte de passageiros no Estado, principalmente no Sul de Minas.

O presidente da comissão, deputado Léo Portela (PL), e o deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) estiveram na sede da empresa, no bairro São Francisco, em Belo Horizonte, na quinta-feira (14/11/19), indagando os responsáveis sobre o que tem sido feito, desde o mês de maio, quando uma audiência pública realizada na Assembleia deixou claro o descontentamento de moradores e lideranças do Sul do Estado em relação à Gardênia.

Na ocasião, após questionamentos de parlamentares e participantes da audiência, o compromisso assumido pela direção da empresa foi de adotar, dentro de 120 dias, diversas medidas para sanar os problemas mais recorrentes, como quebras de veículosatrasos nas saídas e chegadas e aspectos relacionados à limpeza e à conservação dos ônibus.

Em resposta aos questionamentos do deputado Dalmo Ribeiro Silva, autor do requerimento que deu origem à visita, o presidente da Gardenia, Antônio Afonso da Silva, e alguns de seus colaboradores diretos falaram sobre a revisão de processos internos, que têm gerado resultados positivos, segundo eles, como mais investimentos no call center, treinamento de gestores, contratação de engenheiros para acompanhar as revisões mecânicas dos ônibus e renovação gradativa da frota.

Segundo a empresa, a idade média da frota de ônibus é de 8,5 anos. De maio para cá, 50 veículos com menor tempo de uso foram incorporados às linhas do Sul de Minas, mas a empresa continuaria com dificuldades financeiras para adquirir outros ônibus novos.

Após ouvir as explicações dadas pela direção da companhia, o deputado Léo Portela elogiou o esforço dos dirigentes, mas afirmou que é dever da comissão continuar acompanhando a prestação de serviços pela Gardenia. 

O deputado Dalmo Ribeiro Silva, que é do Sul de Minas, onde se concentram mais de 90% das operações da Gardenia, disse que seu gabinete recebe um grande volume de reclamações. “Em relação ao primeiro semestre, quando pedimos a audiência, diminuiu um pouco o número de queixas, mas ainda tem milhares de casos de pessoas insatisfeitas”, lamentou o deputado.

Tanto Dalmo Ribeiro Silva quanto Léo Portela solicitaram aos dirigentes da Gardenia que, a cada melhoria realizada, deem conhecimento à Assembleia, para que os deputados possam dar retorno à população.

Investimento em tecnologia visa garantir mais conforto aos passageiros

Um dos investimentos mais recentes da empresa, de acordo com o gerente de Tecnologia da Informação da Gardenia, Leonardo Fernandes, foi na instalação de um sistema de telemetria, que transmite dados de cada viagem, em tempo real, relativos ao modo como o motorista conduz o veículo.

Eles incluem velocidade, uso das marchas, embreagem, freios, rotação do motor e tempos de parada. “Tudo isso garante mais segurança e conforto para os passageiros”, disse o gerente operacional da empresa, Pedro Julião.

O sistema também é utilizado pela Gardenia para premiar os motoristas que consigam se manter por mais tempo sem nenhum desvio no padrão estabelecido pela empresa.

Empresa pode abrir mão de parte das linhas que detém

A Gardenia começou sua história em Pouso Alegre (Sul de Minas), com dois caminhões de cargas. Hoje ela detém a concessão pública para exploração de 98 linhas de ônibus no Estado. A maioria dessas concessões foram renovadas, a partir de 2012, para mais 28 anos.

Ao fazer um resumo do histórico da empresa, o presidente Antônio Afonso admitiu que ela foi afetada em cheio pela crise econômica do País. “A partir de 2011, perdemos muito da nossa capacidade de investimento. A concorrência com outros tipos de transporte também nos afetou bastante”, disse ele.

Uma das alternativas para continuar se modernizando seria reduzir um pouco o tamanho e a quantidade de operações da Gardenia, com a cessão de alguns das linhas que ela opera hoje, para outras empresas, conforme o próprio presidente. “O assunto ainda está sendo estudado, queremos ver se há bons parceiros interessados nisso”, afirmou Antônio Afonso.

A Gardênia tem 55 anos de atuação e hoje opera com transporte de passageiros e de cargas. Mantém 350 veículos e cerca de 915 empregos diretos. No transporte de passageiros, segundo a direção da empresa, são realizadas 22 mil viagens por mês, com uma média de 500 mil usuários. 


ASCOM