Disfunção de Assoalho Pélvico é tema de capacitação para médicos e enfermeiros em Poços

Publicado em 05/07/2018 - regiao - Da Redação

Disfunção de Assoalho Pélvico é tema de capacitação para médicos e enfermeiros em Poços

A Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a pós-graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Unicamp, a Universidade de Campinas, promoveu uma capacitação para médicos e enfermeiros da Atenção Básica, sobre Prolapso de Órgãos Pélvicos, Uso de Pessários e Treinamento do Assoalho Pélvico. Cerca de 80 profissionais participaram do encontro teórico na PUC Poços e do treinamento prático, com pacientes, no Hospital da Zona Leste, totalizando 8 horas de capacitação. O evento, realizado na última segunda, 2, compõe a pesquisa que será tese de doutorado da enfermeira Mestre. Ângela Ferreira da Silva, da unidade básica de saúde São Jorge, sob orientação da Professora. Dra. Maria Helena Baena de Moraes Lopes que ministrou a capacitação juntamente com a Professora Dra. Camila Teixeira Moreira Vasconcelos - Docente da Universidade Federal do Ceará e com o Professor Dr. José Ananias Vasconcelos Neto - Coordenador do serviço de uroginecologia e disfunção do assoalho pélvico do Hospital Geral de Fortaleza. “A disfunção do assoalho pélvico consiste em uma ampla gama de problemas que surgem quando a musculatura do assoalho pélvico não funciona adequadamente. Os músculos desta região devem apoiar os vários órgãos localizados na cavidade pélvica, como bexiga, reto e órgãos reprodutivos femininos. Além disso, também estão relacionados com o funcionamento dos esfíncteres urinários e anal. Deste modo, alterações na musculatura pélvica podem resultar em disfunções urinária e intestinal”, explicou Ângela.

As manifestações clínicas que podem aparecer quando há disfunção do assoalho pélvico envolvem: constipação; sensação de esvaziamento incompleto do reto, o que pode ocasionar uma incontinência fecal, em decorrência do esforço repetitivo para eliminação das fezes ainda presentes no reto; prolapso dos órgãos pélvicos; incontinência urinária; disfunção sexual; dores crônicas (como a vulvodínia). “No Hospital da Zona Leste, atendemos a sete pacientes com prolapso de órgãos pélvicos e incontinência urinária. Inserimos pessários em todas e na semana que vem elas retornarão para avaliação. Elas saíram até emocionadas do Hospital, com sensação de agradecimento e alívio. O pessário é uma peça que pode substituir de forma satisfatória a necessidade de intervenção cirúrgica para pacientes com contraindicação para a cirurgia. São cuidados que trazem melhor qualidade de vida, melhora da sexualidade, diminuição dos sintomas do prolapso e dos sintomas urinários”, afirmou a enfermeira e pesquisadora do projeto. 

“Sem dúvidas esta capacitação foi uma iniciativa importantíssima que vai se refletir nos atendimentos, na maior possibilidade de identificação dos casos, na administração de atividade física para prevenção e até na preparação do assoalho pélvico para gestação”, comentou Camila Bacelar, coordenadora da Atenção Básica. 

Os resultados da pesquisa serão analisados para nortear futuras ações do município. “Todas estas são iniciativas muito valiosas, de construção de um trabalho que visa mais atenção e mais cuidado a estas pacientes, podendo se concretizar em um projeto de implantação do Ambulatório de Disfunções do Assoalho Pélvico, para atendimento específico destes casos”, finalizou o secretário de Saúde, Flávio Togni de Lima e Silva.


ascom