Análises do laboratório de entomologia da Vigilância Ambiental norteiam ações de combate ao Aedes em Poços

Publicado em 10/01/2018 - regiao - Da Redação

Análises do laboratório de entomologia da Vigilância Ambiental norteiam ações de combate ao Aedes em Poços

Poços de Caldas tem 76 agentes de endemias, profissionais que visitam as casas fazendo fiscalização, além de panfletagem em campanhas e da realização dos mutirões. Mas existe uma outra parte fundamental para a realização do trabalho de campo e que muita gente não conhece. No laboratório de entomologia da Vigilância Ambiental, que fica no prédio da Secretaria Municipal de Saúde, os agentes Alexandre Savini e Robson Rodrigues dos Santos se concentram na análise de: ovos, larvas e insetos, material coletado nas ruas, nas residências e em espaços públicos. “Aqui a gente verifica quais focos são positivos e quais são negativos, além de conseguir saber a densidade larvária do Aedes, ou seja, em qual região da cidade ele se concentra mais. 90% das larvas trazidas para cá foram coletadas de residências, o que reforça a importância do trabalho permanente de orientação”, disse Robson.

Além de fiscalizar a própria casa, de evitar pontos com água parada e de não jogar lixo em terrenos, os moradores também podem e deve denunciar situações deste tipo, pela Ouvidoria Municipal de Saúde, no 0800-283-0324, de segunda a sexta, das 8h às 17h, com ligação gratuita. É importante esclarecer que o Laboratório da Vigilância Ambiental não faz análises de material trazido pela população. “O trabalho do laboratório é nortear as ações de prevenção e de combate ao Aedes, então as análises se concentram na coleta feita pelos agentes, mediante planejamentos e pesquisas regulares”, explicou o coordenador da Vigilância Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago.

É neste mesmo laboratório que são realizadas as Pesquisas de Pontos Estratégicos, que identificam os pontos da cidade com maior concentração do Aedes, além do Liraa - Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Mosquito Aedes Aegypti, pesquisa amostral feita três vezes por ano, por meio da coleta e análise de larvas em casas de quarteirões escolhidos por meio de sorteio, para verificar a existência de focos positivos. O último levantamento feito na primeira semana de outubro manteve Poços abaixo de 1% no índice de classificação do Ministério da Saúde, faixa considerada com baixo risco de epidemia. O próximo Liraa será realizado este mês. Além de todas estas ações, a partir de fevereiro, Poços ganha mais um reforço no combate ao mosquito transmissor de dengue, zica e chikungunya, com as ovitrampas – armadilhas de ovos do mosquito, que a cada 15 dias vão demonstrar dados que o Liraa traz a cada três meses. “Vamos contar muito com o apoio da população, porque precisaremos de 200 residências voluntárias para o trabalho. As ovitrampas são novidade em Minas e Poços é um dos cerca de 100 municípios do Estado que vão utilizar mais esta estratégia este ano. Em breve divulgaremos mais informações sobre este trabalho em fase final de planejamento”, disse Jorge.

“Isso tudo demonstra a importância do que é feito pelos nossos agentes, seja nas ruas, seja no laboratório de análises, porque a união destas frentes de trabalho traz como resultado final, medidas pontuais e assertivas no combate as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes e quem ganha é a população”, avaliou o secretário de Saúde, Carlos Mosconi.

ASCOM