Saiba quem são os 13 candidatos à Presidência da República e seus vices

Publicado em 06/08/2018 - politica - Da Redação

Saiba quem são os 13 candidatos à Presidência da República e seus vices

Nomes foram apresentados durante as convenções partidárias, que chegaram ao fim no domingo (05)

Ao cabo das convenções partidárias, que chegaram ao fim no domingo (5), foram definidos os 13 candidatos e seus respectivos vices que vão concorrer à presidência do país. Alguns dos partidos já tinham apresentado suas composições antes do dia 5, mas o PT, de Lula, o PSL, de Jair Bolsonaro, e o PDT, de Ciro Gomes, definiram seus companheiros de chapa no último dia do término do prazo.  Saiba quem são os candidatos e conheça o perfil de cada um deles.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Lula, atualmente preso em Curitiba, disputará a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores ao lado de Fernando Haddad. Jair Bolsonaro (PSL), por sua vez, convidou o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) para compor chapa. Ciro Gomes, que concorre ao cargo pelo PDT, elegeu como candidata a vice a senadora Kátia Abreu (PDT).

O médico Geraldo Alckmin (PSDB) fechou a composição com a deputada senadora Ana Amélia (PP). Marina Silva foi a indicação da Rede para concorrer à presidência junto com Eduardo Jorge (PV). Pelo Podemos, o senador Alvaro Dias será o candidato à presidência e chamou para vice o economista Paulo Rabello de Castro (PSC) para compor a chapa. O Cabo Daciolo concorrerá a vaga pelo Patriotas ao lado da vice Suelene Balduino Nascimento (Patriotas). Guilherme Boulos (PSOL) chamou a líder indígena Sônia Guajajara (PSOL) para vice, enquanto Henrique Meirelles (MDB) fechou chapa com o ex-deputado Germano Rigotto. O Partido Novo indicou João Amoêdo, que, por suz vez, elegeu o professor universitário Christian Lohbauer para vice. Pelo PPL, João Goulart Filho disputa a vaga do Palácio do Planalto ao lado do professor universitário Léo Alves. O Partido Democracia Cristã elegeu José Maria Eymael para competir pelo cargo máximo do executivo junto com o pastor Helvio Costa (DC). O PSTU oficializou a candidatura de Vera Lúcia, e o professor Hertz Dias (Hertz Dias) será seu vice.

Alvaro Dias (Podemos) e Paulo Rabello de Castro (PSC)

Alvaro Dias e Paulo Rabello compõem chapa pelo Podemos 

Paulista de 73 anos, Alvaro Dias é o atual líder do partido e está no quarto mandato como senador por Curitiba, no Paraná. Foi governador do Paraná, deputado federal por três legislaturas e vereador de Londrina (PR). Com ensino superior em história, mudou de sigla sete vezes ao longo da vida pública. Em seu discurso na convenção, Dias priorizou propostas de combate à corrupção e afirmou que chamará o juiz Sérgio Moro para ser Ministro da Justiça.

Ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, 69, é economista nascido no Rio de Janeiro. Deixou o cargo no BNDES para concorrer à cadeira do Palnalto pelo PSC, mas desistiu da candidatura para compor a chapa presidencial com Alvaro Dias.

Cabo Daciolo (Patriotas) e Suelene Balduíno Nascimento (Patriotas)

Natural de Florianópolis (SC), Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, mais conhecido como Cabo Daciolo, tem 42 anos, é bombeiro militar e deputado federal pelo Rio de Janeiro. Em seus discursos, defende mais investimentos em educação e segurança e, durante a convenção partidária, se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

Nascida em Brasília, Suelene Balduíno Nascimento é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal. Seu ideário político gira, essencialmente, em torno da melhoria da educação. Chegou a ser cogitada para pré-candidatura ao Senado pelo Patriotas, mas foi convidada para compor chapa com Daciolo.

Ciro Gomes (PDT) e Kátia Abreu (PDT)

Ciro Gomes  e Kátia Abreu vão concorrer à presidência pelo PDT

Na disputa pela terceira vez à cadeira do Palácio do Planalto (as outras foram em 1998 e 2002), o advogado e professor Ciro Gomes, 60, é natural de Pindamonhangaba (SP). Sua carreira política foi construída no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza e governador do estado. Assumiu o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994) e foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006.

Natural de Goiânia, Kátia Abreu, 56, filiou-se ao PDT em março deste ano depois de ter sido expulsa do MDB por fazer críticas ao presidente Michel Temer e defender Dilma Rousseff durante seu processo de impeachment. Pecuarista, chegou a se filiar ao antigo PFL, ao DEM e ao PSD. Venceu a primeira eleição em 2002 como deputada federal e, em 2006, se tornou senadora pelo Tocantins, sendo reeleita em 2014.

Geraldo Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP)

Pela segunda vez, o médico Geraldo Alckmin, 65, disputa eleição presidencial  - a primeira foi em 2006, quando perdeu para o ex-presidente Lula. Nascido em Pindamonhangaba (SP), é médico e foi deputado estadual e federal pelo estado paulista. Governou São Paulo por quatro vezes: em 2001, 2002, 2010 e 2014. Em seu discurso na convenção, defendeu a reforma política e afirmou que quer recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros.

Nascida em Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, a professora e jornalista Ana Amélia, 73, é senadora pelo Estado do Sul, cargo que ocupa desde 2011. Com laços ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), tem um perfil conservador e antipetista.  

Guilherme Boulos (PSOL) e Sônia Guajajara (PSOL)

Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o paulistano Guilherme Boulos, 36, é ativista político e escritor. Em seu discurso feito durante a convenção partidária, anunciou que irá anular atos do governo do presidente Michel Temer, como a reforma trabalhista, o regime fiscal que estabeleceu um teto aos gastos públicos e as concessões de áreas de exploração de petróleo a grupos estrangeiros.

À frente da coordenadoria executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, 44, nasceu no Maranhão e é formada em letras e enfermagem. Integrante do PSOL desde 2011, lançou-se como pré-candidata a vice de Boulos em março deste ano.

Henrique Meirelles (MDB) e Germano Rigotto (MDB)

O goiano Henrique Meirelles, 72, foi Ministro da Fazenda e Previdência Social no governo Temer. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB em Goiás. Foi chamado, em 2003, pelo então presidente Lula, para presidir o Banco Central, cargo que ocupou até 2011. Em seus discursos, destaca como prioridades investimentos em infraestrutura para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

Nascido em Caxias do Sul (RS), Germano Rigotto, 68, foi vereador e deputado estadual e federal. Começou a vida pública em 1976 ao ser eleito vereador de Caxias do Sul, pelo MDB. Foi deputado estadual, deputado federal por três mandatos e governador do Rio Grande do Sul. Em 2006, foi pré-candidato pelo então MDB à Presidência da República.

Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB)

Deputado federal pelo Rio de Janeiro, o paulistano Jair Bolsonaro, 63, entrou na carreira política em 1988, tendo sido eleito como vereador da cidade carioca, pelo Partido Democrata Cristão. Dois anos depois, assume a cadeira da Câmara pelo mesmo partido, cargo que ocupa pela sétima vez. Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente.

General Antônio Hamilton Martins Mourão, 64, é natural de Porto Alegre e entrou no Exército em 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras, ficando na ativa até fevereiro deste ano. Durante a convenção, o militar defendeu o combate à corrupção e diz ter aceitado o convite de Bolsonaro como cumprimento de uma missão.

João Amoêdo (Partido Novo) e Christian Lohbauer (Partido Novo)

Com discurso de que quer levar renovação à política e mudar o Brasil, o carioca João Amoêdo, 55, é um ex-banqueiro, administrador de empresas e engenheiro. Em 2011, fundou o Partido Novo, do qual se afastou em julho deste ano para concorrer às eleições presidenciais de 2018.  Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança.

De São Paulo, Christian Lohbauer, 49, é professor da Fundação Dom Cabral, em São Paulo. É formado em ciências políticas pela USP e é secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo. Defende o fim do financiamento público para campanha eleitoral e afirma que sistemas eleitoral e partidário estão falidos.

João Goulart Filho (PPL) e Léo Alves (PPL)

Filho do ex-presidente João Goulart, o carioca João Goulart Filho, 61, é poeta, filósofo, escritor e fundador do Instituto João Goulart. Foi deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo PDT e também é escritor. 

Natural do Rio Grande do Sul, advogado Léo Alves foi procurador federal e, atualmente, é professor da Universidade Católica de Brasília. 

José Maria Eymael (DC) e Helvio Costa (DC)

Nascido em Porto Alegre, José Maria Eymael, 78, ingressou no Partido Democrata Cristão (PDC) em Porto Alegre, em 1982. Três anos depois, concorreu à prefeitura de São Paulo, mas não foi eleito. Esta é a quinta vez que Eymael disputa a cadeira presidencial: o advogado foi derrotado nas urnas em 1998, 2006, 2010 e 2014. Dentre as suas propostas para a área econômica, estão o estabelecimento deuma política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo e apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio.

Nascido em Niterói, o pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa é professor universitário de teologia. Costa chegou a ser anunciado como candidato ao Senado pelo partido Democracia Cristã, mas acabou aceitando o convite de Eymael para compor a chapa.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT)

Natural de pernambuco, Luiz Inácio Lula da Silva, 72, já foi presidente do Brasil por dois mandatos: em 2002 e em 2006 pelo Partido dos Trabalhadores, fundado por ele em 1980. Está preso em Curitiba desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. Ainda assim, o partido lançou a candidatura do ex-presidente.  

Nascido em São Paulo, Fernando Haddad, 55, foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016. Sua carreira política, porém, começou em 1983, quando filiou-se ao PT. Em 2001, tornou-se subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, no governo de Marta Suplicy. Também foi Ministro da Educação do Governo Lula, em 2005. Há possibilidade, porém, de Manuela D'Ávila assumir a candidatura à vice-presidência, já que o PT fechou uma aliança com o PCdoB.

Marina Silva (Rede) e Eduardo Jorge (PV)

Concorrendo pela terceira vez a presidência do Brasil, Marina Silva nasceu em Rio Branco, no Acre, em 1958. Ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores, em 1984, e filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) no ano seguinte. Chegou a ser vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

Nascido na Bahia, o médico sanitarista Eduardo Jorge, 68, iniciou sua vida pública em 1960. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, do qual se desfiliou em 2003 quando entrou no PV. Foi deputado estadual de 1983 a 1986, deputado federal nas legislaturas de 1987 e 2003 e secretário municipal da Saúde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Vera Lúcia (PSTU) e Hertz Dias (PSTU)

Ex-operária, a pernambucana Vera Lúcia, 50, trabalhou como garçonete e datilógrafa antes de começar a trabalhar na fábrica de calçados, onde iniciou a militância sindical. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi militante do PT, mas foi explusa em 1992. Dois anos depois, criou o PSTU. Chegou a se candidatar à Câmara dos deputados por Sergipe em 2004, 2008 e 2012, mas nunca chegou a ocupar os cargos eletivos. Vera defende uma “revolução socialista” no país.

Militante do movimento negro, o maranhense Hertz Dias, 47, fundou o Movimento Quilombo Urbano, que une o rap e a militância política em defesa dos direitos dos jovens negros da periferia. Além disso, ele é também professor da rede pública de ensino.


Jornal 0 TEMPO - (Com agências)