DE NOVO, É NATAL!

Publicado em 22/12/2017 - marco-regis-de-almeida-lima - Da Redação

DE NOVO, É NATAL!

Por ocasião das comemorações do último aniversário do município de Muzambinho fui taxativo e seco no meu artigo semanal: “Nunca gostei das efemérides melosas”. A isso me referia não somente quanto “à gastança supérflua nos aniversários das cidades”, mas, também “à aversão que sempre nutri por festanças nessas mesmas datas domésticas”, preferindo uma natural e bem comedida reunião entre familiares.

                               Nesse mesmo sentido, gostaria de ver o mundo cristão revivendo o nascimento de Jesus Cristo sem o alarido das músicas mundanas, sem a vadiagem da juventude pelas ruas, “pubs” e botequins, mormente sem a primazia pagã do Papai Noel. Desejaria, ardentemente, que o homenageado da noite e do dia de Natal fosse, efetivamente, o aniversariante – Jesus Cristo!

                               Além disso, o Natal de Jesus não é uma comemoração qualquer. Não é o natalício da gente, de nós pobres mortais. Tomo a liberdade de reproduzir um texto extraído do ‘Maringá Post’: “Jesus Cristo é o personagem principal da Bíblia Sagrada. Por mais que Você não creia em sua história, provavelmente deve conhecer um pouco a respeito desse Homem que viveu aqui na Terra. A sua importância é tamanha que o nosso calendário é contado a partir do nascimento Dele”.

                                 Entretanto, notável é o que foi profetizado por Isaías, que exerceu seu ministério durante 60 anos, desde o final do reinado de Uzias, passando por Jotão e Acaz, chegando a Ezequias, reis de Judá. Através desses dados, calcula-se que Isaías tenha vivido entre 765 a 681, antes de Cristo. Do mesmo modo que ele próprio se identifica em Isaías 1:1, simplesmente como “filho de Amoz”, desta mesma maneira há citações sobre ele em Reis e Crônicas. Pois, em suas profecias acerca de juízo e libertação para Israel e Judá, encontra-se no livro bíblico dele a antevisão explícita do nascimento do Cristo: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7-14)

                                 A respeito de não se haver dado ao nazareno o nome predito pelo profeta – Emanuel – e sim, Jesus, assim nos esclarece o Presbítero André Sanchez (#você pergunta), dizendo que nenhuma contradição existe, começando a explicação pelo evangelho de São Mateus 1:18-25, trecho em que José foi esclarecido em sonho, por um anjo, sobre a gravidez de Maria através do Espírito Santo, e o nome a ser dado ao nascituro – Jesus – pois o mesmo intentava abandoná-la secretamente. Para Sanchez, José recebeu essa ordem, sendo que a revelação do profeta estaria no significado de “Deus conosco”, no nome Emanuel, no sentido de que esta seria a missão dele de estar entre nós, a sua pessoa e a sua obra. Como texto bíblico, o nascimento de Jesus é amplamente descrito no evangelho de São Lucas (2: 1-20), devendo ser obrigação cristã, relê-lo por agora.

                               Nada do que escrevi é novo nem novidade. No entanto, devo cumprir a missão de reproduzi-los para que a memória seja reavivada e as influências celestiais do período natalino continuem agindo sobre nós. Ah! Vou estragar toda a religiosidade até agora seguida para uma divagação. Na verdade, teorias de ufólogos, que, não estou certo de estarem contidas nas obras de Erich von Däniken (Eram os Deuses Astronautas?) editado em 1968, traduzido em 32 idiomas e que vendeu 60 milhões de exemplares, ou em Zacharia Sitchin (O 12º Planeta), o tal de Nibiru, da recente e fracassada ideia do fim-do-mundo.  Aliás, não vou profanar a religiosidade, mas, tão somente questionar a Estrela de Belém, que estaria a quebrar a ordem universal se fosse mesmo uma estrela ‘temporona’ a guiar os Três Reis Magos. Uma nave espacial seria uma explicação plausível, pois os extraterrestres também são filhos de Deus, Aqui poderiam estar acompanhando o nascimento do Filho Dele. Feliz Natal (cristão) a todos!

*Marco Regis é médico, foi prefeito de Muzambinho (1989/92; 2005/08) e deputado estadual-MG (1995/98; 1999/2003) – [email protected]