Metodologia da Rede Municipal de Educação de Guaxupé promove a autonomia das crianças

Publicado em 10/10/2018 - educacao - Da Redação

Metodologia da Rede Municipal de Educação de Guaxupé promove a autonomia das crianças

Os professores do ensino fundamental das escolas municipais de Guaxupé completam 240 horas de formação no PROEPRE, Programa de Educação Infantil e Ensino Fundamental, desenvolvido por mestres e doutores que integram a equipe de profissionais do Laboratório de Psicologia Genética da Unicamp, sob a orientação da professora. Dra. Orly Z. Mantovani de Assis.

Esta formação, segundo a secretária municipal de Educação, Sandra Costa, tem contribuído para mudanças nas práticas educacionais destes professores, possibilitando avanços significativos na formação de alunos intelectual e moralmente autônomos, que tenham espírito crítico para refletir, questionar tudo o que lhes é proposto e que sejam capazes de contribuir para transformações culturais e tecnológicas.

Um imperativo na área educacional tem sido: “as crianças mudaram”, e essa  mudança implica na necessidade de metodologias ativas, procedimentos pedagógicos que propiciem aos alunos o desenvolvimento integral nos aspectos cognitivo, afetivo, social e físico.

Para atingir este objetivo, o trabalho diário das turmas de primeiro ao quinto ano é organizado contemplando uma rotina que contempla: atividades diversificadas, coletivas, individuais e independentes. 

As atividades diversificadas possibilitam aos alunos a construção de conhecimentos, ao mesmo tempo constituem uma boa oportunidade para que eles aprendam a tomar decisões, ter iniciativa, desenvolver responsabilidade, realizem as atividades respeitando seu ritmo, valoriza a autonomia, a capacidade e a criatividade das crianças. Além de promover a interação social entre os alunos, vivência de regras de convívio e resolução de conflitos. 

“Este trabalho com atividades diversificadas no fundamental é uma grande conquista para rede municipal, pois, é uma continuidade de uma metodologia desenvolvida na Educação Infantil há dezoito anos”, comentou Sandra.

Andréia Cristina da Silva, professora da E.M Elias José – CIEG, relatou: “O trabalho com atividades diversificadas trouxe para minha prática um olhar diferenciado em relação a construção da aprendizagem das crianças. É possível perceber o protagonismo das crianças, explorando suas capacidades de agir, pensar e executar as propostas de maneira autônoma”. 

Aline Cleminchac Campoe, também professora desta escola, descreveu: “Os alunos estão mais organizados, com mais facilidade de trabalhar em grupo, melhoraram na ortografia e na matemática. De acordo com os cantos da semana, consigo detectar falhas e dificuldades dos alunos, sendo possível na semana seguinte preparar cantos que auxiliem nestas dificuldades”.

Os professores destacam que os benefícios para a criança que vivencia este tipo de trabalho são inúmeros, tais como: interação entre pares, as trocas de pontos de vistas, favorece a cooperação, fundamental para as crianças aprenderem a trabalhar junto com o outro, respeitar diferentes pontos de vistas, dividir o material coletivo.

Para Érica Gonçalves, especialista da educação da E.M. Dona Olympia Leite Ribeiro, “as crianças se envolvem mais nas propostas de atividades que são oferecidas a elas, isso porque elas têm  a oportunidade de escolha dentre as opções de atividades intencionais que o professor oferece, o que é essencial para a construção do conhecimento. Uma das dificuldades encontradas pelo professor em sala de aula é intervir com todas as crianças ao mesmo tempo e no trabalho com as diversificadas isso é possível, uma vez que a intervenção acontece em pequenos grupos ou individualmente”.

Essa metodologia de trabalho tem possibilitado a ressignificação dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, um dos objetivos da Base Nacional Comum Curricular.