COLUNA MG (07 de Junho)

Publicado em 07/06/2018 - coluna-minas-gerais - Da Redação

COLUNA MG (07 de Junho)

Prefeitura quer vender shopping

            A possibilidade de venda do Shopping Popular - que fica em uma das áreas mais valorizadas da cidade, a Praça Doutor Carlos - tem tirado o sono dos dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Montes Claros e promete gerar muita polêmica entre moradores e autoridades. O presidente do órgão que representa os milhares de servidores municipais, Célio Flávio Oliva, afirma que a administração municipal está prestes a legalizar a documentação necessária para sacramentar a venda, o que ele considera um absurdo e "um grande desrespeito ao funcionalismo". Segundo Célio Flávio, a venda não pode ser feita porque o empreendimento pertence ao Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros (Prevmoc) e não à prefeitura. (O Norte de Minas - Montes Claros)

 

Operação vistoria postos em Divinópolis

            Operação do Corpo de Bombeiros nos postos de combustíveis realizada na terça-feira teve 50 militares e 19 viaturas percorrendo os estabelecimentos da cidade e região, num total de 38. Somente em Divinópolis foram 18 militares em sete viaturas. A corporação coordenada pelo 10º Batalhão percorreu ainda Formiga, Oliveira, Itaúna, Nova Serrana e Pará de Minas. A 3ª edição do "Alerta Vermelho" desencadeou ações de orientação e prevenção realizadas em postos de combustíveis, buscando orientar os funcionários dos estabelecimentos e população quanto às medidas de segurança contra incêndio e pânico, de modo a garantir a proteção das pessoas e prevenção de incêndios. (Jornal Agora - Divinópolis)

 

Pagamento de tributos preocupa empresários

            O Sindcomércio Sete Lagoas reuniu representantes de entidades de classe e empresários locais para discutir sobre a questão dos pagamentos de tributos no decorrer do mês de junho. O assunto vem preocupando a classe, em vista de todos os prejuízos que teriam sido gerados ao setor pela recente paralisação dos caminhoneiros. Uma atitude já foi adotada por representações da classe. Através de suas federações, o Sindcomércio, ACI e CDL já se manifestaram ao governo de Minas solicitando a prorrogação dos vencimentos dos impostos estaduais. Após varias colocações, ficou definido que seria encaminhada à Prefeitura de Sete Lagoas e à Câmara Municipal, oficio solicitando a prorrogação de 15 a 20 dias para o vencimento do ISS.  (Sete Dias - Sete Lagoas)

 

Acadêmicos participam de Simpósio

            Entre os dias 31 de maio e 02 de junho aconteceu o XIII Simpósio de Direito Constitucional, no Teatro Guaíra, em Curitiba/PR. A professora de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Varginha (Fadiva), Ma. Lilian Maria Salvador Guimarães, esteve presente no evento, ao lado dos acadêmicos da instituição, que são monitores da disciplina, Paulo Gustavo Amorim, José Maria Roque e Rafael Silva Gomes e da acadêmica do 6º período A, Thaís Darc Freitas. Segundo a professora, o evento reuniu importantes nomes de diversos ambientes jurídicos, entre acadêmicos, advogados, ministros, desembargadores e professores. (Gazeta de Varginha)

 

JF é a 4ª com maior saldo de empregos

            Juiz de Fora é a quarta cidade no ranking mineiro com maior saldo de empregos entre micro e pequenas empresas (MPE). Em abril, o resultado entre admissões e demissões resultou na criação de 369 vagas com carteira assinada. No segmento, o município só perde para Belo Horizonte (2.478), Contagem (651) e Uberlândia (578). Os dados foram divulgados pelo Sebrae-MG e são um recorte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na análise dos quatro primeiros meses do ano, o saldo foi de 35.971 vagas no estado, número quase 86% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior (19.341). (Tribuna de Minas - Juiz de Fora)

 

Campanha do Perdão quer resgatar livros

            Mais de mil livros retirados na Biblioteca Pública Municipal de Uberaba não foram devolvidos. O levantamento é de 2008 até este mês, o que gera preocupação sobre a não-devolução de exemplares que pertencem a toda população e sobre as multas geradas. Pensando nisto, foi lançada a "Campanha do Perdão", para resgatar livros que foram emprestados e não foram devolvidos. Já em execução, a campanha segue até o dia 30 de junho. Neste mês, os usuários terão isenção de multa, que é de R$1 por dia a cada livro. Para se beneficiar, o usuário deve ir à Biblioteca com as obras emprestadas e apenas fazer a devolução. (Jornal da Manhã - Uberaba)

 

Câmara de Muriaé apoia Disque-Denúncia

            Entre os temas debatidos na sessão desta semana da Câmara de Muriaé está o que obriga várias localidades no Município a fixar placas informativas sobre o Disque 180 (Violência contra a Mulher) e o Disque 100 (Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes)  e outro que autoriza o Departamento Municipal de Saneamento Demsur a ser parceiro da Prefeitura na limpeza de lotes abandonados.  De acordo com o projeto de Lei do vereador José Carlos (PSB), aprovado na sessão de 05/06, todos os postos de gasolina, meios coletivos de transporte, hospitais e ambulatórios públicos, policlínicas e afins, hotéis, restaurantes, escolas, clubes, casas de show e outros locais de grande circulação no âmbito do município de Muriaé terão que afixar placas (Gazeta de Muriaé)

 ascom


DA CERTEZA DA INCERTEZA

 STEFAN SALEJ 

Cachorro mordido por cobra tem medo do barbante (dito popular). 

Agora, você imagina a nação toda mordida pela greve de caminhoneiros . Está todo mundo com medo do que vai acontecer. E o boato corre solto, cada facção, seja política ou criminosa, tentando tirar ao máximo proveito da desgraça generalizada que caiu sobre todos nós nas últimas semanas. Mas, estamos aqui e nem todos podemos emigrar para os Estados Unidos, onde já há valadarenses demais. E por aqui temos que administrar o medo, o receio, a incerteza eleitoral, a fraqueza do governo e mais todos os ingredientes externos, como as políticas de fortalecimento do dólar e de sanções comerciais que Trump inventa e geram mais incertezas. 

Neste momento, quem aceitar que a volatilidade será uma constante e administrar  a incerteza  será o vencedor na travessia que pode durar além do período eleitoral. Uma constatação que ficou nesta crise é que as forças do tal mercado financeiro especulativo prevalecem sobre as forças produtivas neste país. A política de preços dos combustíveis, que deveria fazer parte da política energética nacional, ficou por conta de  um grupo de gestores de uma empresa monopolista que defendia o valor das ações da empresa, de seu lucro e esquecia totalmente  que existe um país miserável, sem capacidade de pagar o que eles querem cobrar. Salve o investidor, salve a gerência, salve o mercado e dane-se o povo. Quem sabe os defensores dessas teorias ganham o prêmio Nobel de economia. 

Aliás, uma boa coisa neste momento é fechar os ouvidos e olhos aos analistas e economistas, que defendem todos uma economia a favor dos especuladores financeiros. Por incrível que pareça, nem Roberto Campos conhecido na época como Bob Fields por ser favorável aos Estados Unidos,  e nem Mario Simonsen, sem falar no Horácio Lafer, eram tão  a favor de uma minoria especuladora como os atuais economistas de plantão que estão aí. Nenhuma economia que destrói a capacidade produtiva do país, assim como a de poupança e consumo, e privilegia a especulação do mercado financeiro, gera um país mais justo e equitativo na distribuição de renda e fomento do desenvolvimento. 

As certezas que temos são que devemos manter o cliente satisfeito, o funcionário motivado, o caixa independente de bancos e empréstimos, e olhar bem para onde vai a demanda nesta estrada de mudanças tecnológicas rápidas. O resto são fatores que você não determina e não influi como empresário. Esqueça a  política, esqueça os economistas e analistas, volte a visitar os clientes e o chão da fábrica. Pegue o leme do seu barco e não deixe que a tempestade domine o seu destino. Muito menos uns usurpadores do bem comum que hoje dominam o país. E tem mais: nem sempre após a tempestade vem a bonança. Pode vir outra tempestade.