AS EMOÇÕES VISÍVEIS

Publicado em 29/05/2015 e atualizado em 29/05/2015 - ze-nario - Da Redação

AS EMOÇÕES VISÍVEIS

Não faltaria assunto para falar de mais uma grande festa de aniversário de “A Folha Regional”, acontecida no último dia vinte e três de maio. Três ou quatro laudas seriam insuficientes para discorrer sobre tantas e quantas nuances interessantes, observadas abundantemente durante o evento.

            Poderia falar da presença de personalidades locais e regionais, que afluem maciçamente para o evento; poderia falar da impecável organização apresentada aos convidados, desde a recepção na chegada ao recinto até a saída ao final da festa; poderia falar das bebidas e comidas servidas, que sempre primam pelo melhor; poderia falar do ambiente, sempre adequado e aconchegante; poderia falar da oportunidade de encontrar velhos amigos, que deliciosamente se renova a cada ano. E também da auspiciosa chance de fazer novas amizades, algo tão bom quanto rever as antigas.

            Poderia ainda falar longamente da minha própria emoção de estar ali mais uma vez, ao longo de mais de dez anos, confessando que não posso precisar com exatidão quantas vezes estive presente porque não me lembro. Poderia até nem falar nada, porque tudo isso já é de conhecimento de todos.

            Mas, tomando a liberdade e usando a costumeira bisbilhotice dos cronistas, vou falar da emoção alheia. As emoções, assim como qualquer  sentimento humano, supostamente são invisíveis. Apenas supostamente, porque acredito que em certas ocasiões elas são claramente visíveis e até  palpáveis.

            E naquela noite do dia 23 de maio, nas dependências do maior salão de festas do espaço Santa Rita Eventos, as emoções estavam perfeitamente visíveis, principalmente nos semblantes dos membros da equipe de “A Folha Regional”, competentemente capitaneada pelo diretor Vagner Alves.

            Em cada um desses semblantes viam-se estampadas as marcas dessa intensa luta de vinte e cinco anos, comemorados naquela data. Mas não eram marcas de cansaço tristeza ou frustração. Ao contrário, eram marcas da alegria incontida de passar juntos todos esses anos, convivendo harmonicamente, num ambiente de camaradagem e respeito, cuja existência eu pude testemunhar nas inúmeras vezes em que convivi com essa exemplar equipe de trabalho.

            E certamente pela satisfação de construir conjuntamente algo tão sólido e admirável, que acabou transformado em um dos mais longevos e respeitados veículos de comunicação do sul-sudoeste de Minas Gerais, cuja respeitabilidade ficou evidente mais uma vez, no último dia vinte e três.

            E essas emoções transbordaram, escorreram pelo salão de festas, voaram pelos ares do ambiente, ficando totalmente visíveis e palpáveis quando a anfitriã Vaine Alves usou o microfone para agradecer aos leitores, assinantes, anunciantes, patrocinadores, ilustres participantes daquela pujante festividade e, evidentemente, aos membros da equipe do jornal.

            Embargada pela emoção e acompanhada de lágrimas teimosas, sua voz se fez ouvir, traduzindo toda a intensidade do momento e também, creio eu, sintetizando os sentimentos dos demais membros da equipe. Mais de uma vez suas falas foram intercaladas pelos aplausos calorosos e intensivos dos presentes que, tenho certeza, foram contaminados pelas emoções que pairavam no ar e invadiam cada recanto do salão.

            Pois bem, nesta oportunidade usei este espaço para, conforme o prometido, falar das emoções alheias. Mas, nada mais claro e evidente, essas emoções foram compartilhadas com todos nós que estávamos presentes, penetrando em nosso subconsciente e deixando uma grande lição a ser absorvida: a força da união e do trabalho em equipe que resultou no sucesso absoluto de “A Folha Regional” durante o últimos vinte e cinco anos.

            Por isso, mais uma vez quero parabenizar ao Vagner Alves e a toda a equipe do jornal por mais essa grande demonstração de prestígio junto ao seu público e pela reconhecida eficiência no trato com os convidados. Obrigado a todos!   

José Nário F. Silva (Muzambinho/MG)