COLUNA MG - Rede de Notícias do Sindijori MG

Publicado em 26/05/2017 - variedades - Da Redação

COLUNA MG - Rede de Notícias do Sindijori MG

Santa Casa usa faixas pretas em protesto

A Santa Casa de Poços de Caldas está entre os hospitais filantrópicos que participaram ontem de uma ação coletiva, 26, em protesto contra a atual situação da saúde pública no país. Em Minas Gerais, pelo menos 128 hospitais filantrópicos sofrem com atrasos nos repasses de recursos financeiros e com a dívida do Governo de Minas, que já ultrapassa R$ 250 milhões. Em luto, a Santa Casa expôs em sua fachada faixas pretas. Além disso, os pacientes e familiares receberam informações sobre a crise no setor e explicações sobre a suspensão do atendimento de alguns serviços do SUS em várias instituições. A iniciativa foi da Federassantas, que representa as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas. (Jornal da Cidade - Poços de Caldas)

 "Folha Regional" comemora 27 anos

A "Folha Regional", de Muzambinho, estará comemorando neste sábado o seu 27 aniversário e vai fazer uma festa reunindo os amigos numa confraternização no Santa Rita (Fazendinha). O evento comemorativo anualmente reúne um público expressivo, com a participação de parlamentares, prefeitos, empresários, profissionais da área júrida e jornalista, contando com boa música, completo cardápio e, neste ano, haverá o sorteio de uma moto. A edição impressa do semanário "Folha Regional" circula em mais de 25 municípios do Sul e Sudoeste de Minas e, conforme o seu diretor Wagner Alves, "tem na sua credibilidade a marca registrada do jornalismo feito com ética e qualidade, premiada com o reconhecimento da Assembleia Legislativa de Minas. (A Folha Regional - Muzambinho)

 Servidores do Ipremu são ouvidos em CPI

Os servidores das gestões passadas de Odelmo Leão e Gilmar Machado que integravam o comitê de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia (Ipremu) foram ouvidos ontem, na Câmara Municipal, durante a quarta reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar supostas irregularidades nas contas do instituto entre os anos de 2013 e 2016. Também foi ouvido Paulo Ricardo Blasi, diretor da empresa que fez uma auditoria no Ipremu neste ano. Em depoimento, Claudio Barbosa e Mônica Silva Resende de Andrade, contratados pelo ex-diretor do Ipremu durante a gestão de Gilmar Machado para integrar o comitê, afirmaram que tinham conhecimento que investir acima de 25% em fundos, de acordo com a legislação, barraria a Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). (Diário do Comércio - Uberlândia)

 Prefeitura não fará repasse para Divinaexpo

Após décadas de parceria, a Prefeitura de Divinópolis não fará repasse à Divinaexpo. O prefeito Galileu Machado (PMDB) tomou a decisão após receber recomendação do Ministério Público (MP) nesta semana. O sindicato informou que, com isso, será necessária a cobrança de ingresso no domingo. O valor será R$ 20 (R$ 10, meia-entrada). O repasse previsto inicialmente era de R$ 220 mil. Após críticas, a prefeitura renegociou com o Sindicato Rural e o valor caiu para R$ 110 mil. Mesmo assim, o Ministério Público (MP) usou, entre outros, o argumento de que o Município está em estado de calamidade financeira. (Portal Agora - Divinópolis)

2o Sabores da Montanha em Gauxupé

Guaxupé sediou na noite de terça-feira, 23, a abertura oficial do 2o Festival Gastronômico "Sabores da Montanha". O evento contou com a presença do secretário adjunto de Turismo do Governo de Minas, Gustavo Arrais, prefeitos, secretários municipais de cultura e turismo, assim como dos empresários que oferecerão por 30 dias, pratos com descontos especiais em seus bares e restaurantes. Em 2016 foram 05 cidades participantes do Festival Gastronômico. Já este ano o número dobrou e passa a contar com 10 municípios, sendo: Guaxupé, Arceburgo, Guaranésia, Monte Santo de Minas, São Pedro da União, Juruaia, Nova Resende, Muzambinho, Bom Jesus da Penha e Itamogi. O 2o Festival Gastronômico "Sabores da Montanha" teve início no dia 25 de maio a 25 de junho. (A Folha Regional - Muzambinho)

 JEMG bate recorde em participação

Na noite de terça-feira, 23, no Ginásio Poliesportivo da Praça de Esportes, Teófilo Otoni recebeu o maior número de delegações dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), para a Etapa Microrregional. Alunos de aproximadamente 50 escolas representaram os 24 municípios participantes do evento. Além dos estudantes, dezenas de autoridades políticas da região prestigiaram a solenidade de abertura dos jogos. Tantas presenças ilustres se justificaram pela importância e representação dos Jogos Escolares de Minas Gerais - JEMG. Teófilo Otoni é uma das 49 cidades-sede da etapa microrregional dos jogos, que acontece na cidade até o dia 28 deste mês. (Diário do Mucuri - Teófilo Otoni)

 

Somos um país honesto!

Olavo Machado Junior

 Com orgulho e confiança no futuro, comemoramos hoje o Dia da Indústria, em um cenário que não é exatamente o que gostaríamos de ter. A crise permanece grave e os acontecimentos dos últimos dias indicam que pode piorar diante dos escândalos que continuam chegando ao Palácio do Planalto - ou do Jaburu. Felizmente, o industrial é um idealista obstinado, que não desanima nunca, que não esmorece jamais. E que segue adiante, com esperança e fé de que, em breve, com a sociedade unida e consciente, tudo vai mudar para melhor.

A indústria mineira é um exemplo e, por isso, aproveitamos a data para homenagear aqueles que a constroem. E, sou testemunha, todos empresários se esmeram na realização de um trabalho gerador de riquezas e oportunidades para a sociedade. São milhares de empresas de todos os portes, instaladas nos quatro cantos do estado e responsáveis pela geração de milhares de empregos. A FIEMG e seus 138 sindicatos filiados cumprem a missão da representá-las e defender os seus interesses mais legítimos.

Em Minas, no total, somos mais de 500 mil empresas de todos os setores da economia gerando mais de 4 milhões de empregos. Destas, mais de 64 mil são indústrias que empregam mais de 1,1 milhão de trabalhadores. No Brasil, são quase 4 milhões de empresas - 3.971.108 -, todas responsáveis pela oferta de quase 50 milhões de empregos - 48.060.807. No setor industrial, somos, em todo o país, mais de 500 mil companhias geradoras de quase 10,5 milhões de empregos.

São estas empresas e seus empreendedores, incluindo os industriais, que fazem a economia rodar, que pagam os impostos que financiam todos os programas sociais dos quais os governos se apropriam. Sem elas, não haveria Bolsa-Família, não haveria o SUS, não haveria escolas e hospitais públicos, nem estradas, nem segurança pública.

Pois bem, neste momento, de forma generalizada e absolutamente injusta, estes milhares de empresas e de empreendedores são expostos à execração pública e lançados na vala comum aberta pela Operação Lava-Jato, que, em boa hora, nasceu para investigar a corrupção e punir corruptos, nos setores público e privado. Vida longa e profícua é o que desejamos à Lava-Jato, mas que seus efeitos se limitem a punir aqueles que efetivamente tenham contas a acertar com a Justiça.

Não é justo, nem é correto, "carimbar" milhares de empresas e empresários pelos erros e crimes cometidos por um grupo reduzido de pessoas e organizações que se locupletaram com o assalto cometido contra o erário público. Na verdade, empresas e empresários que trabalham corretamente, com honestidade, também são vítimas da corrupção e dos corruptos, sejam eles empresários ou políticos.

A corrupção e o uso indevido do dinheiro público - sabemos - atuam diretamente contra o bom ambiente de negócios. Servem, ao contrário, para criar concorrência desleal e falsas ilhas de desenvolvimento para os que dessas ações se beneficiam, em meio à recessão e ao desemprego que emperram o país e vitimam milhões de trabalhadores.

Quantas empresas quebraram em razão direta da corrupção que quase destruiu a Petrobras? Dezenas, centenas, milhares, podem ter certeza. Dos 14 milhões de trabalhadores que estão hoje condenados ao desemprego, também podemos ter certeza, grande parte é vítima dessa corrupção desenfreada. As micro e pequenas indústrias instaladas nas regiões mais remotas do país, assim como as mais sofisticadas fábricas localizadas nos centros mais desenvolvidos, também são vítimas da crise ética que asfixia o Brasil e agrava a crise econômica.

O setor industrial brasileiro rejeita e repudia essa generalização odiosa e injusta. Hoje, no Dia da Indústria, devemos bater no peito, na altura do coração, e dizer, em alto e bom som, com orgulho, que o Brasil é um país honesto, que os brasileiros são um povo honesto, que os empresários brasileiros são corretos e têm firme compromisso com o país.

Devemos dizer, todos, que esperamos celeridade do Judiciário, desde a primeira instância até a Suprema Corte - é inexplicável que processos tramitem por 10, 20, 30 anos e acabem por prescrever, como estamos cansados de ver acontecer. Devemos dizer que repelimos falsos líderes políticos que transformam nosso Parlamento em balcões de negócios, em verdadeiras feiras livres onde princípios e valores éticos são sempre oferecidos como pechinchas. Devemos dizer, mais uma vez, "basta" e "chega" a autoridades do Executivo que transformam em prioridade absoluta os seus mais subalternos interesses pessoais.

No Dia da Indústria, vamos dizer a todos aqueles que conspiram contra o país que nossa luta será para removê-los da vida pública, utilizando-nos da força da democracia, da nossa voz e do nosso voto.

Com todos os problemas que a nação enfrenta, temos, sim, muito orgulho e motivos para comemorarmos esta data. Temos motivos para homenagear empresários - de todos os portes - pela garra e pela capacidade de realização que os tornam exemplo e referência para todos os industriais mineiros. Orgulhemo-nos, todos, de sermos industriais em Minas Gerais e no Brasil.

Olavo Machado Junior é presidente do Sistema FIEMG