COLUNA MG - Rede de Notícias do Sindijori MG

Publicado em 25/05/2017 e atualizado em 25/05/2017 - variedades - Da Redação

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Câmara aprova reajuste da categoria retroativo
O projeto de lei que dispõe sobre a revisão geral da remuneração dos servidores foi aprovado em regime de urgência na terça-feira, 23, na sessão ordinária da Câmara Municipal de Poços de Caldas. O reajuste salarial de 9,2% e composto por 6,29% correspondem à variação da inflação medida pelo IPCA no ano passado e mais 2,91% de recomposição de perdas salariais. O aumento não será integral, pois pelo Acordo Coletivo, o reajuste será divido em três parcelas. Também foi aprovado o reajuste no vale alimentação, que passa de R$ 430 para R$ 450. Uma emenda apresentada pelos vereadores oposicionistas Ciça Opípari (PT) e Paulo Tadeu (PT) acabou não sendo votada. A emenda foi considerada inconstitucional pela assessoria jurídica da Câmara Municipal. (Jornal da Cidade - Poços de Caldas)

Prefeitura fecha contrato com hospital
Representantes da secretaria municipal de Saúde de Sete Lagoas tiveram espaço aberto na tribuna da Câmara Municipal durante a Reunião Ordinária de terça-feira, 23. O secretário Magnus Silva e a subsecretária de gestão de saúde, Lara Jamile, detalharam o contrato do município com o Hospital Nossa Senhora das Graças. Em ato semelhante, a direção do hospital apresentou em sessão recente, os números da unidade. A subsecretária Lara revelou que o município tem uma proposta para efetivar um contrato de R$ 492 mil mensais durante este ano. Foi divulgado pela gestora que há um impasse a ser resolvido em relação a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O município pretende reduzir a contrapartida diária de aproximadamente R$ 400 por leito para pouco mais de R$ 230. (Boca do Povo - Sete Lagoas)

Melhorias urbanas beneficiam população
Com objetivo de descentralizar os investimentos e obras no município de Rubelita, priorizando as demandas mais emergentes e pontuais, o prefeito Otávio Miranda promoveu no Povoado de Lagoa de Baixo, melhorias significativas no panorama urbano da comunidade com a reforma da praça e a instalação de uma academia livre para mais conforto e opções esportivas para os moradores. Também um projeto de melhorias urbanas está sendo executado com construção de meio-fios, limpeza e pavimentação de ruas na comunidade com vista a completa urbanização de todo o Povoado. A realização de atividades sociais, culturais e esportivas como a Cavalgada de Lagoa de Baixo, e o programa ação global com integração de toda a administração na assistência social, de saúde e de lazer para a comunidade são projetos executados e de grande alcance social. (Tribuna do Norte - Salinas)

Barroso terá curso de gestante
A Secretaria de Saúde, em parceria com o Hospital de Barroso, oferece, no próximo dia 30 de maio, a partir das 14 horas, o Curso para Gestante, que será ministrado pela pediatra Roberta Hercília Possa Pereira, abordando assuntos relacionados aos cuidados com o recém-nascido. As interessadas devem procurar a Unidade de Saúde de sua ESF (Estratégia Saúde da Família), para realizarem sua inscrição para o curso e também o cadastro no SisPreNatal e vacinação. A Secretaria de Saúde ainda destaca que a UBS oferece diversas atividades físicas para as gestantes. O SisPreNatal é um software desenvolvido para acompanhamento adequado das gestantes inseridas no Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN), do Sistema Único de Saúde. (Primeira Página - Barroso)

Aminas assume Hospital de Caratinga
A Associação Mineira de Assistência à Saúde (Aminas) irá assumir a administração do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA) de Caratinga. A decisão aconteceu em reunião realizada na segunda-feira, 22, na Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Belo Horizonte. Durante o encontro, foram apresentadas ao presidente da Aminas, Joel Tristão, as exigências para que a empresa viesse a assumir o gerenciamento do HNSA e, ao final dos debates chegou-se ao acordo para que a instituição passe a responder pelo hospital de Caratinga. Ficou estabelecido que o custo para a implantação do plano de ação e de metas apresentado pela Aminas será dividido da seguinte forma: 50% para o Ministério da Saúde, 25% para a Secretaria de Estado da Saúde e os 25% restantes pelo Município de Caratinga. (A Semana Agora - Caratinga)

Vereadores de Muriaé aprovam novo projeto
Muriaeenses que necessitam de remédios de uso contínuo poderão passar a receber os medicamentos em casa de forma gratuita. É o que determina o projeto de lei que institui a criação do programa "Remédio em Casa", aprovado por unanimidade pelos vereadores na reunião da Câmara na última terça-feira, dia 23. De autoria da vereadora Miriam Facchini, o benefício poderá ser concedido a idosos de 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e ainda a portadores de doenças crônicas - desde que sejam residentes no município e estejam devidamente cadastradas junto à Secretaria de Saúde de Muriaé. Antes, porém, o projeto precisa ser autorizado pelo prefeito Grego para que passe a ser desenvolvido. Caso seja sancionado pelo prefeito, o programa poderá funcionar diretamente pela Secretaria de Saúde ou por meio de convênio com empresa prestadora de serviço de entregas em domicílio. (Gazeta de Muriaé)

 

DO DIA E DO FUTURO DA INDÚSTRIA MINEIRA
Stefan Salej

Que indústria? A que nos últimos 15 anos, dominada pela liderança de um grupo empresarial só, perdeu 30 (dado da própria entidade da indústria, mas, na realidade, foi muito mais) em faturamento, e em empregos. Minguou. E perdeu o controle e o comando para fora do Estado e do país. Perdeu competitividade e o que sobrou foi sustentado pelos incentivos fiscais para grandes empresas, vindo de fora, ou pela teimosia e falta de opção de milhares de pequenos e médios empresários de origem mineira que persistem, apesar de tudo. É o caso da briga pelo controle e destruição da Usiminas, além da instalação da fábrica mais moderna da Fiat em Pernambuco, como o do endividamento brutal da CEMIG (para pagar os dividendos aos sócios privados e ao estado falido), além do desastre ecológico da SAMARCO (uma das centenas, em área tão sensível para a economia do Estado), que só reforçam a tese da crise que existe na indústria mineira. Não no final, pode ser dizer que os campeões na área de engenharia, como AG, foram também campeões da Lava Jato, filhote do Mensalão, começado por agentes publicitários mineiros.

Pode-se a tudo isso juntar a falta mão de obra qualificada no estado para a indústria do século 21, ao mesmo tempo que se excedem projetos megalomaníacos na área de pseudo-tecnologia e testes, que beneficiam os que detêm o poder nas entidades e não a maioria empresarial que está entregue ao seu próprio destino. E também não se pode esquecer uma massa trabalhadora abandonada no desemprego e desespero pelas circunstancias, que não têm oportunidade de requalificação, enquanto a indústria se gaba através de projetos de marketing de sua contribuição social.

Em resumo, a situação em que se encontra indústria mineira hoje é dramática e a história, como o cumprimento das leis, vai fazer seu julgamento, pela falta de projeto de desenvolvimento em troca de benesses empresariais e pessoais, em estreita colaboração com políticos hoje na berlinda judiciaria.

Agora, não é da condenação dos atores desta façanha, conhecidos por todos, que se vai construir uma nova indústria de Minas. Esse é papel da justiça. Mas, o que se precisa urgentemente é, de além de um diagnóstico nos moldes que foram feitos por Fernando Reis e, posteriormente, por Carlos Alberto Teixeira no BDMG, ou por Clelio Campolina, na UFMG, que a nova geração de empresários industriais assuma a estratégia de desenvolvimento industrial de Minas.

Não há a mínima possibilidade de desenvolvimento do Estado sem essa mudança de paradigma de liderança e de visão realista. Sem indústria competitiva, baseada em valores éticos, começando pelas lideranças (e vamos lembrar das lições do dr. Nansen Araújo, José Alencar, José da Costa, entre outros) mas com sua atualização tecnológica e inserção internacional, reforçando o capitalismo mineiro e o empresário local, não há nenhum futuro. Deixar como está e continuar com o modelo que empurrou a indústria mineira nos últimos 15 anos para o desastre que estamos presenciando é conscientemente insistir para que alguns maiorais, usando o espaço de liderança, se beneficiem, em prejuízo de milhares de empresas corretas, batalhadoras e que querem crescer junto com a sociedade. O to be or not to be. Hamlet, no reino podre da Dinamarca.

STEFAN SALEJ, Empresário e ex Presidente do SEBRAE Minas e da FIEMG~ FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE MINAS GERAIS