Perigos da mistura de álcool e medicamentos no carnaval

Publicado em 29/01/2018 - saude - Da Redação

Perigos da mistura de álcool e medicamentos no carnaval

Com a aproximação do carnaval, aumenta a ingestão de bebidas alcoólicas e, consequentemente, o risco de interação entre álcool e medicamentos.  

Segundo levantamento realizado pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em 2014, a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. Considerando que o consumo de álcool per capita no Brasil é de 8,7 L, superior à média mundial de 6,2 L, de acordo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) do mesmo ano, o consumo de medicamentos e bebidas alcoólicas é uma prática comum no Brasil.

Segundo a farmacêutica Adriana Tupynambá, diretora tesoureira do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), qualquer tratamento medicamentoso é prejudicado com a ingestão de álcool. “Medicamento é coisa séria. A bebida altera o metabolismo do corpo e pode alterar a eliminação da substância, deixando esse processo mais lento ou mais rápido do que o previsto, atrapalhando de forma importante o efeito causado no organismo”, explica.

O caso mais comum de interação perigosa entre álcool e medicamentos é o dos antibióticos, que têm efeito no organismo prejudicado quando ingeridos junto com bebidas alcoólicas, sendo recomendável a interrupção total do uso de bebidas durante o tratamento medicamentoso.

Outros medicamentos de uso comum pela população também sofrem alterações. “No caso dos analgésicos e antitérmicos, como Paracetamol e da Dipirona, e anti-inflamatórios, o efeito diminui devido à eliminação mais rápida da substância, podendo acarretar até a sobrecarga do fígado”, afirma Adriana.

Adriana Tupynambá ressalta a importância de sempre consultar o farmacêutico em caso de dúvida sobre medicamentos. “Ele é o profissional mais próximo da população e especialista no assunto. Quando for comprar nas drogarias, converse com o profissional de Farmácia e aproveite para esclarecer tudo o que precisa saber sobre o uso do fármaco, especialmente sobre a interação com bebidas se for participar de alguma festa de Carnaval”.