Panfletagem orienta a população de Poços sobre a hanseníase

Publicado em 27/01/2018 - saude - Da Redação

Panfletagem orienta a população de Poços sobre a hanseníase

Agentes de saúde e enfermeiros da equipe da Estratégia de Saúde da Família da Cascatinha escolheram a esquina da Avenida Santo Antônio com a Rua Corrêa Neto, para dar orientações  sobre a hanseníase, doença crônica, que atinge pele e nervos. A iniciativa que abordou os motoristas que passaram pelo local, na manhã da sexta, 26, faz parte do Janeiro Roxo, mês dedicado à divulgação de informações e de ações que visem o combate à doença. “Como o mês de janeiro é o mês de prevenção da hanseníase, a gente trouxe a equipe para a rua, para falar sobre o assunto, chamar a atenção das pessoas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a deficiência causada pelas lesões graves e é muito importante também, porque a partir do início do tratamento, a pessoa já deixa de transmitir a doença infectocontagiosa”, explicou a enfermeira Isabelle Lima. 

Quem parou na esquina, para aguardar a abertura do semáforo, recebeu um folder com informações sobre a doença, sintomas, diagnóstico e tratamento. “”Isso é excelente porque esclarece a população”, comentou a professora Alcione Alves dos Reis, 59. 

A hanseníase é caracterizada por manchas esbranquiçadas, avermelhadas, acastanhadas, em qualquer parte do corpo e com diminuição ou ausência de sensibilidade, especialmente ao calor e ao toque. Também são sintomas: dormência em membros superiores e inferiores, além de nódulos que aparecem e desaparecem com frequência. Em graus avançados, a hanseníase pode deixar sequelas graves como lesões que evoluem para incapacidade. 

Nas Unidades Básicas de Saúde, está disponível o teste de sensibilidade, que também pode ser feito no Programa Municipal de Hanseníase que funciona na Policlínica Central e tem equipe composta por: dermatologista, nutricionista, laboratorista, técnica de enfermagem e enfermeiro. Havendo suspeita, o diagnóstico é comprovado por exames clínicos e laboratoriais. O tratamento é medicamentoso, oferecido pelo SUS e a doença tem cura. “A hanseníase é uma doença silenciosa e perigosa, por ter sintomas que no início são sutis. Mas, sem tratamento, ela evolui e deixa marcas graves e irreversíveis. Por isso é fundamental que os pacientes procurem a unidade básica de saúde mais próxima de casa para tirar dúvidas, buscar orientação e o atendimento médico adequado”, informou o secretário de Saúde Carlos Mosconi.