Administração Pública de Bom Jesus da Penha é a 2ª melhor de Minas Gerais

Publicado em 10/02/2019 - regiao - Da Redação

Administração Pública de Bom Jesus da Penha é a 2ª melhor de Minas Gerais

Bom Jesus da Penha ocupa o segundo lugar no Índice de Gestão Municipal Aquila (Igma) das cidades com melhor eficiência da administração pública em Minas Gerais. Também conforme o estudo, que leva em conta critérios como educação, mobilidade, eficiência fiscal, saúde e desenvolvimento socioeconômico dos municípios, São João Batista do Glória é a 11ª localidade com melhor índice do Estado.

Com uma média de 76,3, além de ser o município secundário na classificação de âmbito estadual; em nível nacional, Bom Jesus da Penha ocupa a  82ª colocação no estudo do Instituto Aquila, que avaliou mais de cinco mil cidades brasileiras. Ainda dentre os critérios observados para o resultado final, saúde e bem-estar obtiveram a maior pontuação: 84,69, seguidos por educação, cujo resultado atingido foi 83,74.

São João Batista do Glória também obteve uma boa colocação na apuração baseada em indicadores públicos de fontes oficiais. Em 11º lugar dentre 853 municípios mineiros observados, seus segmentos mais desenvolvidos foram saúde e bem-estar, desenvolvimento socioeconômico e ordem pública. 

Em São Sebastião do Paraíso, cidade onde o índice de gestão municipal é de 69,51, a educação foi o critério com melhor pontuação, enquanto Eficiência Fiscal e Transparência foram os itens menos expressivos. 

Passos, com média de 68,27, é o município com uma das melhores avaliações no quesito transparência, no entanto, infraestrutura e mobilidade urbana, bem como saúde e bem-estar obtiveram notas 64,52 e 66,5, respectivamente.

Conforme apontou Rodrigo Neves, um dos representantes do diagnóstico, o ranking é uma ferramenta que pode auxiliar gestores a identificar áreas que precisem de maior atenção, e, ao mesmo tempo, é um meio para que os cidadãos avaliem a eficiência de suas prefeituras com maior transparência.

“O índice busca identificar se o munícipio está conseguindo propiciar o circulo virtuoso de desenvolvimento humano. Para tal, é fundamental a evolução de cinco pilares estruturais. Por exemplo, a eficiência fiscal e a transparência são os pontos de partida para garantir a qualidade e sustentabilidade de aplicação dos recursos públicos, destinando-os para os demais pilares. De maneira que 40% dessas aplicações devem ser direcionadas constitucionalmente à educação, à saúde e ao bem-estar”, ponderou Neves.

Quesitos abaixo da média 

O Igma apresenta uma nota final que varia de 0 a 100, sendo que aqueles municípios cujo resultado é inferior a 50 revelam uma situação critica de desenvolvimento municipal. Desse modo, os resultados até 2018 indicam que, mesmo atingindo o valor acima da média na forma geral, quatro municípios da região estão abaixo do mínimo esperado no critério saúde e bem-estar, sendo eles: Carmo do Rio Claro (43,06), Fortaleza de Minas (40,85), Jacuí (37,00) e São José da Barra (42,10).

Segundo o Instituto Aquila, com esses números, tais municípios fazem parte do grupo de locais que, de alguma maneira, apresentam uma situação a ser ajustada com maior emergência e, portanto, precisam urgentemente rever a qualidade e destinação da aplicação dos seus recursos públicos. 

Modo de avaliação 

Para o índice, atualmente, são monitorados 39 indicadores, que por meio de um algoritmo complexo, calcula o índice final e atualiza, ao passo que novos dados oficiais são divulgados para cada cidade.               


(Fonte: Folha da Manhã)