Meu querer bem

Publicado em 16/01/2018 - ponto-de-vista - Da Redação

Meu querer bem

Querer bem, bem querer. É. Meu bem querer, mais ou menos. Importa querer bem. Penso em decifrar mais o meu querer bem. E vou tentando, até achar algo que me faça e me deixe contente. E vou escrevendo, e, de repente, descubro no poeta e filósofo Fernando Pessoa que me toca e diz: continue escrevendo, vai encontrar o ignorado, e calmo. Veja você mesmo como é: “Aos que a felicidade/É sol, virá à noite/Mas que nada espera/Tudo que vem é grato”. Entendeu? Eu entendi porque continuo com a mesma vontade de escrever o meu “Querer bem” e ainda coadjuvado com ele - Fernando Pessoa: “Aos que a riqueza toca/O ouro irrita a pele/Aos que a fama bafeja/Embacia-se a vida”. Pensa que o FP me fez perder o brilho? Enganou-se. Qual nada... Não ficou nada obscuro para mim, que persigo e insisto no meu querer bem! Encher meus dias, querendo mais ou querendo menos, mas procurando querer bem mais deles. No tempo certo. E qual é esse tempo certo? Sei lá. Tem hora que acho difícil, no entanto é preciso querer bem. Só querer não basta. Eu observo muito – os sinais – eles estão por aí nos indicando o caminho certo, o que seguir na hora certa de todas as querências e querenças: onde costuma parar por hábito, onde mora qualquer pessoa, lugar onde nasceu e mora qualquer pessoa, sua paixão, seu amor por alguém. Tudo, tudo isso acho que é meu bem querer! É complicado, mas bem querer é bom. Experimente. 

Fernando de Miranda Jorge

Acadêmico Correspondente da APC

Jacuí/MG – e-mail: [email protected]