BOM SENSO AO misturar as coisas

Publicado em 20/02/2018 - ponto-de-vista - Da Redação

BOM SENSO AO misturar as coisas

Costuma não dar certo, e o melhor é ter cuidado ao misturar uma coisa com outra. Um assunto com outro. Uma atividade com outra: uma coisa de cada vez – lembrando o sempre atual “Padilha”, aquele porteiro de um prédio em BH – Tudo na hora certa, na dose exata e na sua vez. De resto, não misturem as coisas que não darão certo. A única mistura que dá certo é na Ciência da Química (tanto a Orgânica como a Inorgânica), porque as soluções e os reagentes determinados, elaborados e executados por um responsável técnico e especialista na matéria, a resposta é positiva. Só aqui é possível misturar as coisas... Vejam, senhores, aonde chegamos, hoje, Domingo, dia 18 de Fevereiro. Apresso-me para assistir à Missa das 10 horas da manhã, porque hoje os católicos comemoram o “Primeiro Domingo da Quaresma”. Importante celebração, pois trata-se do início dos quarenta dias de Jesus no deserto. Estamos na Matriz, compenetrados, e esperando o início da Missa e o Evangelho de Marcos. Eis que, senão quando, logo na entrada da celebração, conjuntamente, inicia-se outra atividade católica de não menos importância, ou seja: Batismo de crianças, com todas as habituais cerimônias do ato. Não deu certo. Não podia dar. Houve mistura de dois atos importantes da Igreja Católica: um, tradicionalmente comemorado, com dia determinado, seguido religiosamente pelos fiéis. E outro, com data-prévia agendada, particularmente acompanhado pelos pais, padrinhos, parentes e amigos. Não sei, não sei mesmo se é recomendação das autoridades eclesiásticas. Eu sei, sim, que não houve bom senso na mistura: os batizandos, bebês, em uma Igreja lotada, por quase duas horas! Não é higiênico, nem respeitoso. Resultado?! Não assisti nem a uma coisa nem à outra. Perdi? Perdemos nós, católicos, como estamos perdendo dia a dia, por conta das transformações sobre questões Pastorais de Doutrina, Fé e Costumes (morais). Desrespeito às tradições religiosas, pelo menos para mim!

Fernando de Miranda Jorge - Acadêmico Correspondente da APC / Jacuí/MG – e-mail: [email protected]