Deputado Emidinho Madeira irá à Brasília em defesa de Furnas

Publicado em 13/03/2018 - politica - Da Redação

Deputado Emidinho Madeira irá à Brasília em defesa de Furnas

O deputado estadual Emidinho Madeira (PSB), idealizador da Frente Parlamentar Contra a Privatização de Furnas, está articulando uma ampla reunião, para esta semana, em Brasília, com o objetivo de impedir a venda da estatal. De acordo com o parlamentar, este movimento não pode mais recuar. “Resolvemos entrar nessa luta porque entendemos que privatizar Furnas será um grande prejuízo para Minas e o Brasil e o momento é agora. Estamos acompanhando o programa de desestatização da Eletrobras que está previsto no Projeto de Lei Federal 4.963/18, em tramitação na Câmara dos Deputados. Temos o apoio do deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), que preside a Frente no âmbito da união, mas é preciso que toda a bancada mineira se sensibilize e convença o governo de que esta não é uma boa hora para se falar em privatizar a empresa”, refletiu o deputado, que também informou sobre a nova tentativa de instalação da comissão especial, na Câmara Federal, nesta terça-feira (13), que vai analisar o projeto de privatização da Eletrobras.

Audiência Pública teve grande repercussão

Reunidos em audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), parlamentares, prefeitos e lideranças sindicais protestaram, nesta segunda-feira (12/3/18), contra a intenção do governo federal de vender Furnas Centrais Elétricas, empresa subsidiária da Eletrobras que tem forte ligação com o Estado.
Durante a reunião, foi lançada a Frente Parlamentar Contra a Privatização de Furnas, idealizada pelo deputado Emidinho Madeira (PSB). 
Emidinho Madeira e seus colegas João Vítor Xavier (PSDB), presidente da comissão, Antonio Carlos Arantes (PSDB), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Durval Ângelo (PT), Rogério Correia (PT) e Cássio Soares (PSD), de forma unânime e representando um movimento suprapartidário no Parlamento mineiro, condenaram a possibilidade de venda da empresa.
Em linhas gerais, os deputados usaram como argumento a necessidade de manter sob o controle do Estado a gestão de ativos relacionados à soberania nacional, o custo financeiro, ambiental e social envolvido na construção de Furnas, assim como prováveis consequências da medida, como o aumento da tarifa de energia.
“Para a construção de Furnas, muitas terras foram inundadas, famílias foram divididas. Muito investimento foi feito para vendermos a empresa a preço de banana”, destacou o deputado Emidinho Madeira, ao se referir à expectativa do governo de arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a privatização, enquanto estima-se que tenham sido utilizados R$ 400 bilhões para a estruturação da Eletrobras.
Formada por várias outras empresas, a Eletrobras controla 233 usinas e possui 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, que atuam em toda a cadeia produtiva do setor. Furnas, especificamente, está presente em 15 estados brasileiros e no Distrito Federal. Integram seu parque gerador 18 usinas hidrelétricas, duas termoelétricas e três parques eólicos. Por seus mais de 23 mil quilômetros de linhas de transmissão, passam 40% da energia nacional.

Estatais chinesas seriam principais interessadas na venda

Os participantes da audiência compartilharam o temor de que o setor energético vá parar nas mãos de companhias chinesas, cogitadas como as principais interessadas no negócio e vistas como braços do governo do país asiático. Dessa forma, a China poderia intervir diretamente em um dos principais setores estratégicos do Brasil.
“A prova do valor de Furnas é vermos estatais estrangeiras cobiçando esse patrimônio do qual queremos nos desfazer”, comentou o prefeito de Capitólio (Sul de Minas), José Eduardo Vallory. “Como será o olhar dessas empresas para a piscicultura, o desenvolvimento do turismo, os interesses dos cidadãos?”, acrescentou o gestor, que também é presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas.
“Vamos deixar o governo chinês tomar conta do nosso patrimônio?”, indagou o deputado federal Leonardo Quintão. Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Água, Energia e Meio Ambiente (Fenatema), Eduardo Annunciato ponderou que não está em jogo apenas a venda de energia, mas de todos os componentes do sistema, que passariam a ser importados da China, transferindo empregos para lá.
Ao final da audiência, outros requerimentos foram aprovados para dar encaminhamento às questões discutidas, Uma das proposições foi transformar, de forma simbólica, São José da Barra na capital de Minas, no dia 22 de março próximo, data em que se comemora o “Dia Mundial da Água”. O requerimento foi encaminhado ao governador do Estado.

Frase:

“Caro deputado Emidinho Madeira, você é uma pessoa que nunca fugiu da luta. A família Furnas te admira e vamos continuar até vencermos”. 
Miguel Ângelo de Melo Faria- Diretor -Presidente do SindeFurnas - SINDICATO DOS ELETRICITÁRIOS DE FURNAS E DME
ASCOM