As Regras do Espírito

Publicado em 03/01/2017 - paulo-botelho - Da Redação

As Regras do Espírito

Criadas por Descartes, filósofo e matemático francês, “As Regras do Espírito” ensinam a pensar; atividade em extinção hoje em dia. Depois de quase 400 anos, essas Regras continuam atuais, oportunas; apesar do oportunismo dos apresentadores discursivos das redes sociais; melhor dizendo: redes antissociais. O meu trabalho aqui é o de comentar cada uma das Seis Regras, a saber:

Primeira: Praticar a Energia da Mente

O pensamento positivo atrai situações positivas. O psicanalista Jacques Lacan, também francês, dizia que não há como não se responsabilizar pelas surpresas, especialmente as desagradáveis. A pessoa, segundo ele, não é só o que escolhe, mas também o que lhe ocorre. Portanto, não podemos culpar os outros pelos nossos desacertos.

Segunda: Rever Vida e Metas

Temos que desvincular a autoestima da nossa situação financeira. Não aumentamos e tampouco diminuímos a nossa pessoa conforme o saldo de nossa conta no banco. Precisamos cuidar, isso sim, de ampliar o nosso capital intelectual; esse ninguém pode nos tirar. Peter Drucker, consultor e escritor americano, dizia que o conhecimento é o único recurso econômico que faz sentido.

Terceira: Trocar Satisfações

Precisamos rever os nossos gastos trocando satisfações materiais por satisfações de ordem espiritual. Temos que procurar valorizar as pessoas – principalmente as mais próximas – e, se possível, gostar delas.

Quarta: Fazer Circular a Energia

Se quisermos atrair satisfações precisamos agir com generosidade; ajudar os outros na medida do possível. Só conseguimos ganhar se formos capazes de doar.

 

Quinta: Recomeçar e Criar Rumos

Não precisamos trabalhar feito “burros de carga” para ter sucesso econômico e profissional. Não há receita para isso. Cada um de nós precisa entender e saber como chegar lá. – E não é fácil. Se fosse fácil todo mundo já estaria fazendo.

Sexta: Preservar o Fundamental

Platão, filósofo grego, ensina em “As Leis” que tudo passa – “Panta Rei” – ou tudo tem um fim; portanto precisamos preservar o fundamental ou o que é mais importante. E deixar que as dificuldades sofram a erosão do tempo. Tudo na vida passa; até uva passa!

Que você tenha um ano de 2017 bem melhor!

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas e Escritor. www.paulobotelho.com.br