Lima & Limão - Edição 1131

Publicado em 01/03/2013 - estevao-bortoloti - Estevão Bortolotti "Tezo"

Carnaval: Origem, significado e consequências

A palavra carnaval vem do italiano “carnevali” pelo francês “carneval”. É uma festa popular coletiva realizada anualmente nos três dias que antecedem a Quaresma do domingo da Quinquagésima a Quarta-feira de cinzas. É chamado também de folia de momo (dias de festa) no sentido figurado desordem, confusão, orgia, entrudo, festividade profana – do latim “carnem levare” abstenção da carne, “carnilevarium”, “carnilevaria”, “carni levamen”, tempo em que se iniciava a abstinência da carne. Significa também do latim vale, adeus a carne. Distinguem entre si os carnavais realizados em NICE, VENEZA, ROMA, FLORENÇA, NOVA ORLEANS E BRASIL. Considera-se o carnaval uma reminiscência das festas dionisíacas da Grécia antiga das bacanais saturnas e Lupercais romanas, todas de caráter orgiástico ou festa dos doidos e das danças macabras medievais.

O carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses no século dezessete com o nome de entrudo durante a colônia e a monarquia. As pessoas atiravam uma nas outras: água em latas, baldes, bisnagas, bacias e limões de cera, em seguida pó, cal ou qualquer outro material que tivesse às mãos. Combatido como selvagem, o entrudo prevaleceu até aparecerem objetos menos agressivos como confete, a serpentina e o lança-perfume que mais tarde também foi proibido. Em 1840 no Rio de Janeiro realizou-se o primeiro baile. Em 1846 surgiu o Zé Pereira, grupo de foliões de rua com bombos e tambores. Vieram depois os cordões, blocos e ranchos. O corso, hoje desaparecido, consistia num desfile de carros pelas ruas das cidades com foliões fantasiados (decentemente) de arlequins, colombinas, pierrô, máscaras, representando vários tipos... atirando confetes e serpentinas uns nos outros. Os foliões cantavam quadrinhas anônimos e dançavam nas ruas ao ritmo de percussão e som de bandas. A maestrina Chiquinha Gonzaga animou o carnaval do Rio antigo com as marchinhas, sambas, marcha-rancho, batucada e samba-enredo. Nos dias atuais, com maior consumo de álcool, drogas, propiciando brigas e libertinagem, passando péssimos ensinamentos as crianças e adolescentes, o carnaval degenerou-se completamente tornando-se uma diversão maléfica, portanto desaconselhável.

MÁXIMO 15 MIL - Número de turistas foliões e outros no carnaval de Muzambinho, segundo opinião abalizada de algumas autoridades e outros entendidos: no espaço dos Verme´s um máximo de 10 mil foliões, contando com assistentes e foliões locais. Na Avenida, nas noites e no auge da festa 5 mil pessoas por noite, contando também com foliões da cidade e expectadores. Ao todo um máximo de 15 mil pessoas entre locais e turistas participaram do carnaval da cidade.

ALÔ NÉCO – Você, amigo leitor, anda aborrecido, triste, com o astral lá embaixo? Nem pense em médico e maracujina. Procure meu vizinho, o popular Néco e bata um papo com ele e...pronto! Adeus tristeza e pessimismo. Aconteça o que acontecer o Néco está sempre de bem com a vida e sabe passar este estado positivo aos amigos. Longa vida para o Néco.

Hoje este escriba está meio adoentado, portanto pouco criativo e produtivo. Logo, restabelecido, voltará com força total. Até lá, amigo leitor.