COLUNA MG (17 de Maio)

Publicado em 17/05/2018 - coluna-minas-gerais - Da Redação

COLUNA MG (17 de Maio)

Caratinga e região na Rede de Alimentos

            A Rede Brasileira de Bancos de Alimentos acaba de ser fortalecida. A partir de agora, 23 unidades de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará estão integradas para garantir uma alimentação adequada à população e diminuir o desperdício de alimentos. O trabalho em conjunto faz parte da estratégia lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) em 2016 para fortalecer a atuação dos bancos de alimentos em todo o país. Caratinga e os municípios de Entre Folhas, São Sebastião do Anta, Inhapim, Piedade de Caratinga, Ubaporanga, Vargem Alegre, Córrego Novo e Santa Rita de Minas estão na lista de adesão. (Diário de Caratinga)

 

Carne clandestina invade açougues em MOC

            Cerca de 80% da carne comercializada em Montes Claros vem de abates clandestinos, denuncia o coordenador regional do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Marco Túlio Pelaquim. A irregularidade põe em risco a população: o consumidor pode contrair doenças como cisticercose, tuberculose e brucelose. Para o coordenador do IMA, falta atitude da Vigilância Sanitária do município para que a população tenha acesso a produtos de qualidade. As informações já foram repassadas à Câmara Municipal. O vereador Sóter Magno (PP) cobrou, na tribuna do Legislativo, providências. Ele chamou atenção para a possibilidade de transmissão, ao consumidor, da brucelose, doença infecciosa também conhecida por mal de Bang. (O Norte de Minas - Montes Claros)

 

Araguari participa do Seminário Esportivo

            No Estado de Minas Gerais, a Lei n°18.030/2009 dispõe sobre a distribuição da parcela da receita do produto da arrecadação do ICMS pertencente aos municípios. O critério "Esportes", popularmente chamado de ICMS Esportivo, é um dos 18 estabelecidos por esta Lei; cada município participante recebe recursos de acordo com as atividades esportivas que realiza. O colaborador Agnaldo Daniel da Silva representou a secretaria de Esportes e Juventude de Araguari, no evento realizado na semana passada, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Na oportunidade, os participantes receberam informações acerca da implantação do conselho municipal de esportes e da adesão ao mecanismo da Seesp. (Gazeta do Triângulo - Araguari)

 

Aumento do IPTU voltará à Câmara

            O reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) voltará à pauta na Câmara de Divinópolis. De acordo com o diretor de comunicação da Prefeitura, Evandro Araújo, o projeto que assombrou Divinópolis no fim do ano passado será apresentado à imprensa em uma coletiva, ainda sem data definida. A proposta deverá ser apresentada junto com o novo organograma do Executivo nas próximas semanas. Araújo não informou detalhes do texto. Em novembro do ano passado, o Executivo protocolou na Câmara os projetos de nova planta genérica de valores do Município para fins do lançamento do IPTU para o exercício de 2018, e o que previa alíquotas de 0,30% para imóveis com o valor venal de até R$ 400 mil; de 0,40% para imóveis com o valor venal acima de R$ 400 mil e alíquota única de 0,40% para os territoriais (lotes). (Portal Agora - Divinópolis)

 

Banco de Leite Humano incentiva doação

            O Banco de Leite Humano do Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (Caism), em Uberaba, realizou esta semana, uma ação de conscientização para incentivar a doação de leite. Atualmente, o banco conta com 15 mulheres que realizam a doação e, na semana que vem, mais três vão aderir ao grupo, porém, o ideal seriam 30. No sábado, 19, é celebrado o Dia Mundial de Doação de Leite Humano. Sendo assim, todos os bancos de leite, de todo o mundo, estão promovendo ações durante esta semana para incentivar a doação. Quanto à atual situação, Marcia Alves Pereira disse que o estoque não é satisfatório, pois ainda não é possível atender toda a demanda do Hospital de Clínicas. (Jornal da Manhã - Uberaba)

 

OAB Manhuaçu quer agilizar alvarás

            A diretoria da 54ª Subseção da OAB/MG encaminhou ofícios aos juízes das comarcas de Manhuaçu, Ipanema, Lajinha e Mutum solicitando prioridade e agilidade na liberação de valores depositados judicialmente, como forma de injetar recursos financeiros no comércio, aquecendo assim a economia de Manhuaçu e região. De acordo com o presidente da 54ª Subseção da OAB/MG, Alex Barbosa de Matos, "no momento em que o poder público sinaliza fragilidade para o desenvolvimento da economia, e demonstra nitidamente não ter condições de avaliar até quando o crescimento do desemprego e o prolongamento da recessão poderá ocorrer em nosso país, torna-se imperioso que busquemos implementar, de maneira célere e efetiva, medidas que suavizem este desagradável ambiente de insegurança econômica". (Diário de Manhuaçu)

 

Equipe da UPA visita Coletek

            Em uma ação inédita, a UPA de Varginha - que completa 6 anos em junho - vai até à população trabalhar a prevenção de doenças. Nessa quarta-feira, dia 16, profissionais de saúde foram à empresa Coletek para reforçar a importância de lavar as mãos várias vezes ao dia e corretamente. Seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde - OMS, a UPA quer que as pessoas se habituem a higienizar as mãos com o objetivo de diminuir as infecções. Graças ao apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a Coletek aceitou prontamente essa iniciativa. (Gazeta de Varginha)

 

SL promove Semana Contra o Abuso

            Vai até esta sexta-feira, 18, a realização, em Sete Lagoas, da "Semana Contra o Abuso Sexual de Menores". O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Motivado pela data, o Município, por meio de sua Secretaria de Assistência Social, promove a semana de ações de conscientização para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade na busca da prevenção contra esses crimes.   . (Sete Dias - Sete Lagoas)


 ARTIGO SEMANAL STEFAN SALEJ

Da Argentina turbulenta

 A semana de mau tempo em Buenos Aires não foi só de chuvas e trovoadas propriamente ditas, mas de uma turbulência econômica assustadora. Surpreendente, de certa forma, porque os incautos observadores da república portenha achavam que os piores momentos na economia passaram e que o governo Macri era só alegria. A sua aceitação internacional, a vitória nas eleições  parlamentares intermediárias, a determinação em fechar acordos internacionais através do Mercosul e algumas reformas sistêmicas, davam a impressão de um futuro brilhante e de uma re-eleição garantida no próximo ano.

 

Mas, o descontrole do câmbio, a repentina elevação dos juros pelo Banco Central (taxa básica de 40 % ao ano), a elevação da inflação ( prevista para este ano em  20 %) , levaram a Argentina, com a desculpa de que o dólar norte-americano se sobrevalorizou e prejudicou o peso argentino, a um turbilhão inesperado para os incautos e bem-vindo para todos aqueles que sempre ganham com a crise argentina. O capital, que vinha alegre, e em quantidade, de repente, saiu do país, com a mesma alegria, como escreveu o influente New York Times. Aliás, algo para lembrar no caso brasileiro, em que teimamos que capital só vem, e que não vai embora em velocidade ainda maior quando realizou seus lucros ou sentiu o perigo. O Banco Central argentino queimou, para manter a moeda em pé, mais de cinco bilhões de dólares.E aí vêm as declarações tantas vezes já ouvidas pelos investidores estrangeiros das autoridades argentinas, só mudam os nomes, mas não as frases, de como tudo está calmo e resolvido. 

No Brasil temos mais especialistas em Europa, agora em China e Estados Unidos, do que entendedores de Argentina. A crise cambial argentina bate de frente com a recuperação da economia e, em especial, da indústria brasileira. Nosso superavit comercial, basicamente de manufaturados, de 10 bilhões de dólares, com Argentina, é resultado da recuperação da economia portenha. E a nossa exportação de automóveis é principalmente destinada ao país vizinho. Como 70 % de automóveis produzidos na Argentina usam peças importadas e a maior parte dos automóveis é importada, a desvalorização de 30 % da moeda local terá efeitos imediatos no custo e no preço de venda. Em resumo, acabou a alegria. Ficou mais uma vez a saudade da boa relação comercial. 

A nossa aliança com a Argentina deveria ter sido mais solidamente revista há mais tempo. Mas, como somos também mais de vento do que de formação de uma política externa e comercial a longo prazo, acabamos aceitando esse tipo de eventos como normais. Aliás, estamos nos iludindo com superávits comerciais, inclusive com a China, sem nenhum fundamento sólido para uma relação consistente a longo prazo. Estamos confundindo balança comercial com balanço de pagamentos. Também no Brasil vai faltar dólar em breve, com a gestão e com a política de comércio exterior que temos. E mais, devido à base exportadora, que se restringe a poucos empresas, poucos produtos e poucos mercados. O efeito vodka, eu serei você amanhã, poderá se repetir, sem sabermos quando e como. 

STEFAN SALEJ, consultor empresarial, foi presidente do Sistema Fiemg e Sebrae MG


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