COLUNA MG (09 de Novembro)

Publicado em 09/11/2017 - coluna-minas-gerais - Da Redação

COLUNA MG (09 de Novembro)

Produtores reclamam da falta de pagamento

            Uma comitiva de lideranças norte-mineiras esteve em Brasília na terça-feira, 7, buscando uma solução para a liberação do Programa Leite pela Vida em Minas Gerais, que está suspenso por falta de pagamento desde julho. A comitiva, formada por produtores de leite, secretários de Assistência Social, vereadores, presidentes de cooperativas e lideranças políticas dos municípios de Porteirinha, Icaraí de Minas, Malacacheta, Janaúba, Urucuia, Pai Pedro, Pintópolis e São Francisco, além de representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), foi recebida em audiência pelo secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Caio Rocha, para discutir o assunto. O programa é mantido com recursos do Governo e 13 mil beneficiários cadastrados em 193 municípios mineiros. (Rede Sindijori)

 

Fila de projetos parados na Assembleia

            Sem votações neste segundo semestre por causa do não pagamento das emendas parlamentares por parte do Governo do Estado, existe uma fila de projetos parados na Assembleia Legislativa. Nessa fila estão projetos como o que garante a extensão da licença de saúde para os exonerados da Lei 100. Por ele, o estado vai continuar concedendo o benefício aos designados que haviam sido efetivados sem concurso até dezembro de 2019. Outra proposta enviada em regime de urgência trata da renegociação da dívida mineira com a União. Ele pede um prazo adicional de 240 meses para o pagamento dos débitos refinanciados e que as prestações tenham o valor reduzido. Já tramitava outra proposta tratando especificamente de uma dívida com o BNDES.Só do governo, excetuando as doações de imóvel e denominações, há pelo menos 15 projetos parados, além de quatro vetos que trancam a pauta. (Rede Sindijori)

 

Fraude leva cinco pessoas para prisão

            Operação do Ministério Público de Minas Gerais, que apura fraudes em Licitações no Serviço Autônomo de Água Esgoto (Saae) de São Lourenço, prendeu na terça-feira, 7, cinco integrantes do alto escalão da autarquia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Militar. Foram sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. Segundo o Ministério Público, no primeiro semestre de 2017, houve a prática de sobrepreço num valor que ultrapassa a casa dos R$ 700 mil reais, com o direcionamento de licitações pela autarquia, beneficiando as empresas Carri Carvalho e Ribeiro Transporte Ltda e Plural Serviços Técnicos Ltda. (Correio do Papagaio - São Lourenço)

 

CDL de Ipatinga comemora os 20 anos

            A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ipatinga deu início às comemorações dos 20 anos de fundação da entidade. O café da manhã, promovido na quarta-feira (8), contou com a presença de ex-presidentes, diretores, parceiros institucionais, autoridades municipais e colaboradores da Aciapi e CDL de Ipatinga. Após o momento de confraternização foi realizada uma breve solenidade com a entrega de 22 títulos de Reconhecimento do Mérito. Na ocasião, algumas das autoridades presentes fizeram uso da palavra e parabenizaram a Câmara de Dirigentes Lojistas. (Diário do Aço - Ipatinga)

 

Lex Luthor entrega equipamentos ao Gravatá

            A banda divinopolitana Lex Luthor entregou esta semana equipamentos para o Teatro Gravatá. Os recursos chegaram através do show realizado no teatro no dia 20 do mês passado com renda revertida para a restauração do espaço cultural. De acordo com o gerente da banda, Jarbas Milagre, foram investidos R$ 9,9 mil em aparelhos de iluminação. Sávio Fernatti, músico e empresário da banda, frisou a importância da união entre as empresas para manter o teatro. A relação do material a ser adquirido foi elaborada pelos técnicos do próprio teatro e repassada à banda para aquisição e devida doação ao patrimônio da Prefeitura. (Portal Agora - Divinópolis)

 

Juiz de Fora tem recursos para bairros

            O ministro das Cidades, Bruno Araújo, assinou a ordem de serviço para o início do novo lote de obras de contenção na cidade de Juiz de Fora. Cerca de R$5,7 milhões serão repassados ao município para a construção de contenções nos bairros Jardim Natal e Carlos Chagas, na zona Norte; e Santa Rita, Linhares e Nossa Senhora de Lourdes, na zona Leste. Além das obras que irão se iniciar, nos últimos quatro anos 15 áreas da cidade já foram contempladas. O ministro, o prefeito e demais autoridades presentes à solenidade visitaram as obras de despoluição do Rio Paraibuna, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) União-Indústria do Bairro Granjas Bethel, região Sudeste da cidade, que se encontra em fase final de construção. Ela prevê o tratamento de 70% do esgoto da cidade e representa investimento de R$25 milhões. (Diário Regional JF)

Araxá sediará Campeonatos de Voleibol

            Será realizado em Araxá os Campeonatos Brasileiro de Seleções, entre os dias 11 e 16 de dezembro, e Estadual de Voleibol, de 29 de novembro a 3 de dezembro, da categoria Sub-15. A apresentação deste projeto foi feita pelo presidente da Federação Mineira de Voleibol, Tomás Mendes que esteve reunido com o secretário municipal de Esportes Adolfo Maurício de Souza, juntamente com o superintendente regional de Voleibol do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Marco Antônio Basílio, o presidente da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Sérgio Borges, a técnica da Seleção Mineira de Voleibol, uma das participantes do Brasileiro, a professora Bethânia Melo. O Campeonato Mineiro será realizado pela Federação Mineira de Vôlei (FMV), com parceria da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a realização do Brasileiro de Seleções. (Diário de Araxá).

 Do que dizer sobre o desastre de Mariana

 Stefan Salej

                Há dois anos que as águas enlameadas rolaram da barragem da Samarco pelo lugarejo chamado São Bento, pela minha Barra Longa e por Mariana. Tiraram vidas, empregos, esperanças e enlamearam os rios até o mar. Sujaram a alma mineira por dezenas de anos, alma de quem oferecia suas terras ricas de minérios para serem exploradas para o bem dos homens. E como inúmeras vezes nesse negócio, onde o ganho de alguns, em detrimento do prejuízo de todos, prevalece, assim aconteceu também no rompimento da barragem de Mariana.

                Se não fosse a imprensa, e em especial a TV Globo, que mostrou que depois de dois anos muito foi feito e nada aconteceu, que o desastre ainda povoa a memória e a vida das pessoas atingidas, provavelmente ninguém lembraria. As entidades de mineração, como seu sindicato  e sua entidade federativa, não foram capazes de organizar uma análise critica do que aconteceu e como está sendo resolvida a questão. A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Minas continua mais preocupada com a fiscalização das empresas dos adversários políticos dos amigos dos seus dirigentes do que com a questão da barragem de Mariana. Os acionistas da empresa, Vale e BHP, já estabeleceram que foi um desastre e, com uma solução mais de relações públicas do que de consertar o que esta difícil de ser consertado, criaram uma fundação Renova e encheram de dinheiro para resolver o problema da empresa  e não da população atingida.

                Não é que Renova não faz um bom trabalho, faz. Mas o objetivo tanto da Renova como dos políticos mineiros e da própria Samarco, é colocar a empresa para funcionar. Assim vai gerar emprego e impostos e tudo vai cair no esquecimento. A Justiça estadual, com alguns jovens e dedicados procuradores, tenta reparar o dano, mas como sempre anda devagar e sem perspectivas de solução. Em resumo, segundo jornal Folha de São Paulo, a empresa se salva e o cidadão prejudicado fica prejudicado.

                Nessa tragédia toda ainda há aproveitadores como os prefeitos de algumas cidades atingidas, o exemplo mais gritante é onde Barra Longa (que de fato virou um barra de lama longa),  que prometeram mundos e fundos para os eleitores por conta das indenizações do desastre. E aí o dinheiro até pode  ir para as Prefeituras, mas não chega à população.

                Em resumo, como Minas ainda tem muitas barragens como a de  Mariana, e ninguém está fazendo nada para que o modelo de exploração mude, a única esperança que resta é que a exploração  mineral cresça mais na Amazônia, porque assim ninguém em Minas fica preocupado com o que vai acontecer. Porque pelo andar da solução desse desastre,  só rezando para que não aconteça o próximo, visto que, dependendo do governo e das mineradoras, dos seus líderes,  do judiciário e dos políticos,  nada de bom vai acontecer.

STEFAN SALEJ, consultor empresarial, foi presidente do Sistema Fiemg e do Sebrae/MG.